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Setor imobiliário tem o melhor resultado nos últimos seis anos – Por Sílvio Persivo

O sal de nossos dias. “A esperança é como o sal, não alimente, mas dá sabor ao pão” (José Saramago).

GOVERNO CRIA FÓRUM PERMANENTE DE MICROS E PEQUENOS

A Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi) do Governo de Rondônia  apresentou o Fórum Permanente Rondoniense das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado de Rondônia (Fromimpe). O Fórum tem o objetivo de identificar, articular e promover a integração entre os diversos órgãos governamentais, entidades de apoio, de representação e da sociedade civil organizada que atuem no segmento das microempresas e empresas de pequeno porte, empreendedores individuais, agricultores familiares e outros pequenos e micros negócios para propor políticas e ações no Estado. O Fórum será presidido pelo governador de Rondônia, Marcos Rocha, e na sua ausência é representado pelo superintendente da Sedi, Sérgio Gonçalves. Na apresentação Sérgio Gonçalves falou sobre as atividades da Superintendência, do Sistema Nacional de Emprego (Sine Estadual) e da Agência de Proteção e Defensa do Consumidor (Procon-RO). E disse também que a reunião era uma forma de aproximar o setor produtivo da Sedi, contribuindo para construção da política pública do setor e preparar a instalação do Fórum da Micro e Pequena Empresa.

 

FATURAMENTO E EMPREGOS SOBEM NO AMAZONAS MAIS QUE A MÉDIA NACIONAL

Segundo a Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), a indústria amazonense superou a manufatura nacional em faturamento e empregos, em agosto, e também já ultrapassou os índices pré-pandemia de janeiro e de fevereiro. Mas, o mesmo não aconteceu com a utilização da capacidade instalada das fábricas. O faturamento real do setor no Amazonas subiu 27,6% na passagem de julho uma performance dez vezes maior que a brasileira (+2,3%). Em relação a agosto de 2019, houve um crescimento de 18,7%, seis vezes maior do que o nacional (+3,6%). Mesmo no acumulado do ano, onde o resultado foi negativo (-0,2%), o Estado ficou mais perto de repor as perdas da pandemia do que a média das unidades federativas do Brasil (-3,9%).

 

EMBARQUE SEGURO COMEÇOU A SER TESTADO

Na última quinta-feira (8) no Aeroporto Internacional de Florianópolis (SC) começou a ser testado o uso do reconhecimento facial para o procedimento de embarque com voluntários. O Ministério da Infraestrutura quer implantar a nova tecnologia em todos aeroportos do país. O projeto, batizado de Embarque Seguro, permite o uso da tecnologia de reconhecimento facial para a realização do procedimento. Segundo a pasta, a iniciativa vai tornar mais eficiente o processo de embarque nos aeroportos e também dar mais segurança nas viagens aéreas.

 

ECONOMIA DÁ SINAIS DE RECUPERAÇÃO

O comportamento da economia no pós pandemia leva a crer que o governo acertou nos estímulos à atividade tanto que o Banco Mundial reconheceu a retomada do Brasil como a mais consistente entre as economias emergentes. O Banco revisou o crescimento do PIB para esse ano para uma queda menor de -5,4%, e aumentou para  3% o crescimento de 2021. É um bom sinal, mas o governo precisa continuar acertando. Também o IBGE mostrou o crescimento do volume de vendas do comércio varejista em agosto, o quarto conecutivo. O varejo cresceu +3,4% em agosto, e +4,6% no conceito ampliado (que inclui veículos e materiais de construção), o que sustenta a suposição da retomada em formato V, assim como um conjunto de outros indicadores. Mas, não se pode esquecer que a recuperação do comércio se fez com a injeção de recursos dos benefícios emergenciais e a flexibilização do isolamento social. Ou seja, ainda estamos sob o efeito da pandemia e o governo terá que ter atenção ao teto de gastos.

 

SETOR IMOBILIÁRIO TEM O MELHOR RESULTADO DOS ÚLTIMOS SEIS ANOS

Um balanço da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) mostrou que o total de unidades vendidas nesse segmento, em julho, foi 34,8% maior do que no mesmo mês em 2019. Quando se considera somente o resultado líquido, sem os distratos, o aumento foi de 43,2%. Segundo o presidente da Abrainc, Luiz Antonio França,“Começamos a verificar que as pessoas que estão no médio e alto padrão começaram a realmente sair para buscar imóveis, procurar oportunidades”. O setor já registrava números positivos desde maio, mas a melhora nas vendas foi puxada pelo segmento econômico, que inclui empreendimentos das faixas 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida, mais resiliente às crises. Porém, parece que a reação pode ter chegado aos imóveis mais caros e também aos lançamentos. Somados todos os segmentos, 13.023 imóveis foram vendidos em julho, resultado que superou em 58% o total comercializado no mesmo mês do ano passado. As vendas líquidas ficaram em 10.103 unidades, uma alta de 56,2%. O recorde anterior, segundo a Abrainc, tinha ocorrido com a marca de 14.116 imóveis comercializados em maio de 2014, quando, após os distratos, o mercado concluiu a vendas de 9.043 unidades. O custo menor dos financiamentos facilita o acesso ao crédito, ampliando o número de pessoas e famílias que conseguem o dinheiro para a compra da casa própria. Ao mesmo tempo, reduz os ganhos dos investimentos tradicionais, obrigando os poupadores a diversificar ainda mais suas carteiras. Para o presidente da Abrainc, há dois tipos de investidores buscando imóveis, os que veem nesses empreendimentos ativos seguros e os que querem rentabilizar aluguéis. O bom resultado de vendas animou os incorporadores, que voltaram a fazer lançamentos. Em julho, as 4.561 unidades lançadas foram 38,2% superiores às colocadas no mercado no mesmo período do ano passado. Na mesma comparação, a incorporação, em junho, ainda estava menor em 2020.

AUTOR: SÍLVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

  • A opinião dos nossos colunistas colaboradores não reflete necessariamente a opinião da Folha Rondoniense

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