Tempo Real

E-commerce brasileiro sobe 73,4% em termos nominais da crise – Por Sílvio Persivo

É preciso sempre deixar aberto o ralo da esperança. “Alguma coisa escapa ao naufrágio das ilusões” (Machado de Assis). 

SETUR VÊ TURISMO INTERNO COMO OPORTUNIDADE PÓS PANDEMIA

A Superintendência Estadual de Turismo (Setur) tenta junto aos municípios, conselhos municipais, associações e empresas, a partir dos efeitos econômicos da pandemia no Estado, fomentar o turismo regional como meio de estimular a economia. Assim está em busca de formatar um plano de retomada do turismo no Estado. De acordo com o superintendente da Setur, Gilvan Ferreira, “Estamos planejando um trabalho intenso para retornar aos poucos as atividades, com toda a cautela e protocolos, sempre focados no controle da pandemia. Estamos nos mantendo preparados para o turismo”. Além de ter tido uma reunião na segunda-feira (10), com a participação do Conselho e da Secretaria Municipal de Turismo de Cacoal, o superintendente Gilvan Ferreira visitou, na terça-feira (11), alguns hotéis da cidade distribuindo material impresso confeccionado pela Setur, tendo como foco as potencialidades turísticas do estado. Entre o material estão, por exemplo, o livro “Atrativos Turísticos de Rondônia”, que reúne diversas imagens, informações e o poema “Rondônia Amazônia, Brasil”, escrito por Márcio Poeta. O material desperta a curiosidade do leitor, pelas  riquezas naturais, história, gastronomia e a cultura do estado, relatadas em suas páginas. O segundo livro, “Turismo Rondônia”, destaca também todas as potencialidades turísticas de Rondônia, através de lindas gravuras. Milhares de exemplares dos livros foram impressos. O objetivo é produzir ainda mais, contemplando toda a rede hoteleira, bares, restaurantes, órgãos públicos e impactando o maior número de pessoas. Sem dúvida, é preciso buscar caminhos e, neste esforço, deve-se destacar também as iniciativas que estão sendo feitas tanto pela SEDI, a secretária de Desenvolvimento, quanto pela Secretária de Finanças, que são setores do governo que parecem mais atentos ao que acontece na iniciativa privada onde a crise causou um perceptível estrago com uma alta mortalidade de CNPJs. 

NOVO BISPO DE HUMAITÁ

Tendo completado, em setembro do ano passado, 75 anos, o bispo de Humaitá, no Amazonas, dom Franz Josef Meinrad Merkel, conhecido como dom Francisco Merkel, apresentou, como é de praxe, sua renúncia e, nesta quarta-feira, 12 de agosto, o Papa nomeou um novo bispo, o padre Antônio Fontinele de Melo, do regional Noroeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Padre Antônio Fontinele, até então, é presbítero na catedral Sagrado Coração de Jesus e ecônomo na arquidiocese de Porto Velho (RO), desde 2011. A CNBB enviou agradecimento a dom Francisco Merkel e a saudação ao novo membro do episcopado.

NOVO IMPOSTO É BATATA QUENTE

Nada é impossível, porém, a saída de alguns assessores do ministro Paulo Guedes, é um sintoma da extrema dificuldade que será emplacar o mal afamado novo imposto, que ele teima em dizer que não é  CPMF, mas, como é sobre transações financeiras já foi tachado de “imposto sindical”. Piora ainda mais que o empresariado que será mais onerado, o do setor de serviços, só tem uma parcela menor defendendo a proposta. É uma batata assada quente na mão dos partidos em ano de eleição e de má imagem dos políticos. 

E-COMMERCE BRASILEIRO SOBE 73,4% EM TERMOS NOMINAIS NA CRISE 

A pandemia do coronavírus fez com que houvesse um crescimento recorde do comércio eletrônico brasileiro, pois, segundo a Neotrust/Compre & Confie, no 1º semestre deste ano, as compras virtuais realizadas alcançaram a soma de 132,6 milhões, um aumento nominal de 73,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Também o faturamento  no período foi de R$ 53,4 bilhões, valor 66,1% maior que o registrado no mesmo período de 2019. Analisando os dados, André Dias, CEO da Neotrust, explicou que “A necessidade em manter o isolamento social, especialmente a partir de março, influenciou esses resultados em patamares tão elevados. Empresas de todos os portes tiveram de se adaptar à nova realidade e consumidores perceberam no varejo digital uma alternativa eficaz para continuarem comprando com segurança e conveniência”. O mesmo o estudo revela que 29,5 milhões de pessoas fizeram, ao menos, uma compra neste período, um crescimento de 49,7% em relação aos 19,7 milhões do mesmo período do ano passado. O interessante é que a maior parte dos compradores são mulheres (55,8% do total este ano), ante 44,2% de homens. Com relação à faixa etária, a maior parte dos consumidores possui entre 36 e 50 anos (32,4%), seguido da faixa   etária entre 26 e 35 (30,8%) e os de até 25 anos (21,3%). Por fim, só 15,5% estão acima dos 51 anos. Em média, consumidores fizeram cinco compras no 1º semestre deste ano. O gasto médio por pessoa foi de R$ 1.654,00, valor 14,6% mais alto do que o do ano passado, de R$ 1.443,00.

BRASILEIRO VIAJOU MENOS NO 3º TRIMESTRE DE 2019

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do suplemento de Turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad 2019), revela que do total de 72.533 domicílios pesquisados, em somente 21,8% (15.841) algum morador fez pelo menos uma viagem no 3º trimestre do ano passado. Dos que realizaram viagens, 48,8%,  o equivalente a 2.816 domicílios particulares, tiveram renda nominal per capita, isto é, por individuo, de quatro ou mais salários mínimos. Em 78,2% (56.692), não ocorreram viagens. Destes, 46.985 apresentavam uma renda inferior a dois mínimos. Dos 15.841 domicílios em que houve viagens no 3º trimestre de 2019, 75,5% dos moradores (11.966) fizeram uma viagem no período, seguidos de 13,3% (2.143) com duas viagens no período pesquisado. Os principais motivos alegados para não ter viajado no período foram a falta de dinheiro (48,9%), falta de tempo (18,5%) e não ter necessidade (13,5%). Porém,  a não disponibilidade de dinheiro foi admitida por 64,7% de moradores com renda inferior a meio salário mínimo, 55,5% entre meio mínimo e menos de um e 43,5% de um a menos de dois, a falta de tempo foi alegada por 32,4% dos que ganham de dois mínimos a menos de quatro e por 39,1% dos que recebem quatro ou mais salários. Das 21.446 viagens realizadas no 3º trimestre do ano passado, 96,1% foram internas 20.617) e só 3,9% para o exterior (829). Para 18.541 moradores (86,5%), a f viagem foi pessoal, contra 2.904 (13,5%) que tiveram motivação profissional. Visita a parentes ou amigos foram os principais motivos para as viagens de caráter pessoal, com 36,1% e 31,5% das respostas.

AUTOR: SÍLVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

  • A opinião dos colunistas necessariamente não reflete a posição do Jornal Folha Rondoniense

Comentar

Print Friendly, PDF & Email
WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com