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Rondônia tem o sexto maior rebanho bovino do país – Por Silvio Persivo

Posso nem entender, mas, todo grande poeta tem suas razões. “Em alguns oásis, o deserto é apenas uma miragem” (Mario Benedetti). 

RONDÔNIA TEM O SEXTO MAIOR REBANHO BOVINO DO PAÍS

A Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Estado de Rondônia revela que Porto Velho, em 2019, tinha o quarto maior rebanho bovino do país, com 1,1 milhão de cabeça. Os maiores rebanhos estavam em São Félix do Xingu (PA), Corumbá (MS) e Vila Bela da Santíssima Trindade (MT). A pesquisa também indica que o rebanho bovino rondoniense é o sexto maior do país, com mais de 14,3 milhões de cabeças. Os campeões são Mato Grosso (31 milhões de cabeças), Goiás (22 milhões de cabeças), Minas Gerais (22 milhões de cabeças), Pará (20 milhões de cabeças) e Mato Grosso do Sul (19 milhões de cabeças). Além de Porto Velho, os maiores rebanhos em Rondônia estão nos municípios de Nova Mamoré (730 mil cabeças), Jaru (517 mil cabeças), Buritis (516 mil cabeças) e Ariquemes (477 mil cabeças).

RONDÔNIA PRODUZ MAIS DE UM BILHÃO DE LITROS DE LEITE/ANO

A produção de leite em Rondônia, a PPM do IBGE mostra que tem aumentado a cada ano. No ranking brasileiro, o estado ocupa a sétima posição, com uma produção de mais de um bilhão de litros em 2019. O maior produtor brasileiro é Minas Gerais, que produziu nove bilhões de litros. Destaque para os municípios rondonienses, em 2019,  de Machadinho d’Oeste (com produção de 81 milhões de litros), Jaru (78 milhões de litros), Ouro Preto do Oeste (67 milhões de litros), Nova Mamoré (63 milhões de litros) e Porto Velho (53 milhões de litros). Em todo o estado, o valor de produção de leite ultrapassou um bilhão de reais.

CAI MUITO A PRODUÇÃO DE SUÍNOS E GALINÁCEOS 

Em relação à produção de suínos, houve uma queda de 29% entre 2015 e 2019, atingindo 163 mil cabeças em todo o estado. Os maiores rebanhos são os de Porto Velho (sete mil cabeças), Cacoal (seis mil cabeças), Machadinho d’Oeste (cinco mil cabeças), Corumbiara (cinco mil cabeças) e Vilhena (cinco mil cabeças). Também houve uma queda no rebanho estadual de galináceos. Em 2015, eram 3,7 milhões de cabeças e, em 2019, eram 3,1 milhões, representando uma diminuição de 16%. Apesar do rebanho ter diminuído, Alto Paraíso, Porto Velho, Vilhena, Cacoal e Espigão d’Oeste apresentaram aumento. Os municípios de Rondônia com os maiores números de galináceos em 2019 foram: Vilhena (658 mil cabeças), Cacoal (566 mil cabeças), Porto Velho (285 mil cabeças), Rolim de Moura (96 mil cabeças) e Espigão d’Oeste (91 mil cabeças).

RONDÔNIA LIDERA A PRODUÇÃO NACIONAL DE TAMBAQUI 

Rondônia continua sendo o principal produtor de tambaqui, representando 39,7% da produção nacional. De acordo com a PPM, em 2019, foram produzidas 40 mil toneladas desta espécie de peixe em Rondônia, sendo Ariquemes o município com a maior produção (9,3 mil toneladas). Cujubim (4,1 mil toneladas), Rio Crespo (2,3 mil toneladas), Mirante da Serra (2,1 mil toneladas) e Monte Negro (1,9 mil toneladas) completam o ranking dos cinco maiores produtores rondonienses. Todas as informações sobre a Pesquisa de Pecuária Municipal-PPM são de origem da analista censitária do jornalismo da Unidade Estadual do IBGE em Rondônia, Amabile Casarin. 

FÓRUM MUNDIAL AMAZÔNIA + 21 OCORRE EM NOVEMBRO

O Fórum Mundial Amazônia+21 está marcado para os dias 4,5 e 6 de novembro. O Amazônia+21 é um fórum internacional permanente de diálogos, que busca fortalecer uma identidade cultural e econômica, com novos modelos de desenvolvimento regional sustentável para a região amazônica. A ação envolve os governos, o setor produtivo, academia, sociedade civil organizada e fomento. A ideia é que o fórum seja realizado a cada dois anos.  É esperada a participação de cientistas, pesquisadores, especialistas, empresários, empreendedores, investidores, órgãos de fomento, governantes e chefes de Estado. Mais informações no site do Amazônia+21(https://amazonia21.org/) . O evento se dará de forma virtual, gratuita e tem como propósito encontrar as melhores soluções para o desenvolvimento sustentável da região amazônica. É promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), em conjunto com a Prefeitura de Porto Velho, através da ADPVH, com correalização da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

ESTA NOTÍCIA A GRANDE MÍDIA NÃO VAI DAR

Em 2019,  3.523 municípios brasileiros registraram 10 milhões de hectares de novas áreas de florestas plantadas. É verdade que 7,6 milhões de hectares de eucaliptos, ou 76,3% do total;  mais 2 milhões de hectares de pinus (19,8%); e 387 mil hectares de outras espécies (3,9%), segundo a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS 2019), divulgada  pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No total, 4.867 municípios tiveram produção florestal, cujo valor atingiu R$ 20 bilhões, com uma queda de 2,7% em comparação ao ano anterior, depois de três anos consecutivos de crescimento. A silvicultura participou com R$ 15,5 bilhões, diminuindo 5% em relação a 2018, enquanto a extração vegetal (coleta de produtos em matas e florestas nativas) respondeu por  R$ 4,4 bilhões, crescimento de 6,4% em relação ao ano anterior. Os produtos madeireiros são preponderantes, quase a totalidade no setor,  ou seja, 97,3% do valor de produção da silvicultura, apesar de ser -5,3% que no ano anterior. Considerando todos os produtos madeireiros, houve uma queda de 3,3% no valor da produção florestal primária, que engloba a extração mais silvicultura. Os produtos madeireiros tiveram uma participação de 64,5% da extração vegetal, seguidos pelos alimentícios (27,4%), ceras (5,3%) e oleaginosos (2,3%).

AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

  • A opinião dos nossos colunistas colaboradores não reflete necessariamente a opinião da Folha Rondoniense

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