Produção de bens de capital sobre 37,2% – Por Sílvio Persivo

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Atualizado: Fevereiro 8, 2018

Vamos em frente que atrás vem gente. “Não importa se o seu caminho for lento, desde que você não pare” (Confúcio).

DIRETOR DO JOÃO PAULO II ALERTA PARA O PERIGO DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO NO CARNAVAL

Segundo o diretor-geral do Pronto-Socorro João Paulo II, referência no atendimento de alta complexidade em Rondônia, Carlos Eduardo Araújo, as vítimas de acidentes de trânsito representam cerca de 70% dos atendimentos de traumas na unidade.  Só no último fim de semana o hospital atendeu 42 casos deste tipo, 30 deles envolvendo condutores de motocicletas. As vítimas têm perfis diversos, mas, se observa a preponderância de um número significativo de jovens, que, muitas vezes, são os responsáveis por prover a família. O Pronto Socorro, segundo o diretor, funciona o ano inteiro com toda a capacidade operacional e está pronto para atender a demanda do período de Carnaval. ‘‘Embora a gente tenha feito campanhas de conscientização para que evitem ou diminuam esses acidentes, nem sempre isso é possível, então nós temos observado uma demanda de 40% a 50% a mais nestes períodos festivos, como é o caso do Carnaval’’. Diante dos problemas de trânsito, o diretor alerta: ‘‘É preciso redobrar os cuidados, sigam as regras de trânsito; observem as sinalizações; obedeça à lei de beber e não dirigir para podermos minimizar os acidentes de trânsito e as sequelas deixadas por eles’’.

 

EFEITOS DA CONCORRÊNCIA

As críticas ao capitalismo, em geral, não levam em conta que, desde que a livre concorrência seja mantida, se obtém bens e serviços por um custo muito menor. Veja o que o surgimento do Uber proporcionou: serviços melhores e custo mais baixo. O que não seria possível com os táxis, submetidos a burocracia pública. Mas, a concorrência fez os profissionais se virarem em Porto Velho. Resultado: o táxi compartilhado. As pessoas que podem pagar um pouco mais estão adorando: maior conforto por um preço em conta. Claro que isto afeta o transporte público, mas, convenhamos, o de Porto Velho tem que fazer o dever de casa. A passagem é muito cara para um serviço que, apesar de ter melhorado um pouco, ainda é muito ruim.

 

EXPLORAÇÃO DANOSA

Aliás, em se falando de falta de concorrência, continua a existir um monopólio dos táxis no aeroporto. O menor preço, quando se chega, para o centro da cidade é de cerca de R$ 40,00. É um absurdo. E os visitantes, em geral pessoas que vem fazer negócios, se queixam. São explorados também, como qualquer pessoa que viaja, pelas empresas aéreas que cobram, cada vez mais, um valor maior pela bagagem. São, justamente, setores regulamentados pelo governo. A inflação, com certeza, provem dos preços administrados. São bens, serviços e impostos que alimentam a inflação. E contra o governo, infelizmente, nem recorrer à Justiça parece dar resultado.

 

O RESULTADO ESPERADO DAS JANELAS QUEBRADAS

Recebo um e-mail me provocando. De fato tenho me esquivado de discutir política. Não sou, particularmente, um defensor de Temer, mas, justiça seja feita, olhando o que tem feito, está fazendo o dever de casa. É insano que as esquerdas, e os petistas notadamente, atribuam tudo que está errado ao atual governo quando passaram quase uma década e meia no poder. Porém, é impossível discutir com a fé ou com a crença no grande líder operário. Assim, na falta de uma discussão técnica, melhor deixar o tempo, que é senhor da razão, restabelecer o sol do conhecimento. Para não deixar sem resposta a provocação lembro apenas da teoria das janelas quebradas ou “Broken windows theory”, que o cientista político James Q. Wilson e o psicólogo criminologista George Kelling, americanos, expuseram na revista Atlantic Monthly, mostrando a desordem como fator de elevação dos índices da criminalidade. Neste sentido, a tal teoria diz que se os pequenos delitos não forem reprimidos, conduzem, inevitavelmente, a condutas criminosas mais graves, em vista do descaso em punir os responsáveis pelos crimes menos graves. Ou seja, se a corrupção alcançou as alturas que alcançou é porque não houve uma efetiva atuação no combate à criminalidade. Logo, quando se chega ao estágio atual, que picham como auge da corrupção, não se pode isentar os governos Lula e Dilma do crescimento da micro e da macrocriminalidade. As malas de dinheiro, as delações, as contas no exterior, enfim, o que aparece, agora, foram precedidos do loteamento das estatais, das licitações arranjadas, dos dossiês, dos dólares na cueca, da dancinha da parlamentar no Congresso. Antes da Lava Jato é preciso lembrar que houve o Mensalão. E Lula, Dilma & cia. reclamam dos que antes louvavam. Ou será que não foram sempre parceiros de todos que estão com Temer? É só pra chatear mesmo. Se gostasse de discussão tola ia zoar no Facebook,  local onde se pode discutir muito sem pensar. Penso que a política atual de tão criminalizada não precisa de análise mais profunda. Os frutos podres já estavam nas sementes e nas árvores.

 

PRODUÇÃO DE BENS DE CAPITAL SOBE 37,2%

Os fabricantes de bens de capital comemoram a reação mais consistente dos investimentos produtivos este ano. Segundo análise da Tendências Consultoria, a produção de itens como máquinas, equipamentos e caminhões cresceu 37,2% em dezembro, na comparação com o pior momento do setor, que foi registrado entre o quarto trimestre de 2015 e o primeiro de 2016. Também foi observada a maior alta no segmento de bens de capital para construção civil, cuja produção deu um salto de 141,8% no período, variação influenciada pela base de comparação fraca do ano anterior. Depois, os aumentos mais expressivos ocorreram nos segmentos de equipamentos de transporte (49,4%), bens de capital de uso misto (47,6%), peças agrícolas (43%) e bens de capital agrícolas (35,1%). O setor de bens de capital para energia elétrica avançou 11,2%. A expansão mais fraca, de 6,9%, ocorreu no segmento de bens de capital para fins industriais, o único a crescer abaixo de dois dígitos na comparação.

AUTOR: SÍLVIO PERSIVO

PROFESSOR E ECONOMISTA

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