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Previsão é de leve expansão do PIB de 2020 – Por Sílvio Persivo

Mas, é preciso, indispensável tentar. “O impossível é mais fácil que o difícil” (Daniel Berenboim). 

PREJUÍZO DO COMÉRCIO COM FERIADOS SERÁ MAIOR EM 2020

A  Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) analisando o impacto  dos feriados em dias úteis, que reduzem o nível de atividade do comércio, estima, neste ano, um prejuízo de cerca de R$ 19,6 bilhões com os feriados que caem em dias úteis, 12% a mais que as perdas registradas em 2019, que ficaram em torno de R$ 17,4 bilhões. A estimativa, segundo o economista da CNC Fabio Bentes, resulta das horas extras que têm de ser pagas aos empregados, pois, a folha de pagamento é a principal fonte dos prejuízos impostos ao comércio pelos feriados. “O peso relativamente elevado da folha de pagamentos na atividade comercial acaba comprimindo as margens de operação do setor” por causa do fechamento das lojas, ou da diminuição do fluxo de consumidores, disse. Ele acrescentou que isto acaba ocorrendo mesmo que as vendas sejam parcialmente compensadas nos dias imediatamente anteriores ou posteriores aos feriados. Ainda segundo Bentes o único feriado que não impactará o setor do comércio é o da Proclamação da República, em 15 de novembro, que cairá em um domingo. A análise da CNC revela que cada feriado diminui a rentabilidade média do setor do comércio, incluindo varejo e atacado, em 8,4%. Para os segmentos de hiper e supermercados, lojas de utilidades domésticas e de vestuário e calçados, que respondem, juntos, por 56% do emprego no varejo nacional, as taxas de perdas mensais atingem11,5%, 11,6% e 16,7%, respectivamente. Os estados que concentram 57% das perdas estimadas são São Paulo (menos R$ 5,62 bilhões), Minas Gerais (-R$ 2,09 bilhões), Rio de Janeiro (-R$ 2,06 bilhões) e Paraná (-R$ 1,42 bilhão). Em Rondônia, segundo a consultoria econômica da Fecomércio/RO, o prejuízo é estimado em cerca de R$ 142 milhões no ano. 

EMPRESÁRIOS DE MANAUS AUMENTAM CONFIANÇA NA ECONOMIA

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), em nível nacional,  atingiu neste janeiro 126,6 pontos, numa escala de zero a 200. É o maior patamar para um mês de janeiro desde 2013. O resultado é 2% maior que o observado em dezembro e 4,7% maior do que o registrado em janeiro de 2019, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O destaque na região norte ficou por conta de  Manaus onde há uma maior satisfação com o desempenho da economia e dos negócios. Os números da pesquisa do Icec (Índice de Confiança do Empresário do Comércio), medido pela CNC, apontam para o sexto mês seguido de crescimento em janeiro, embora o incremento tenha ficado abaixo da média nacional. O indicador cravou 140,6 pontos em Manaus e subiu 1,2% no confronto com dezembro de 2019 (139). Foi o melhor resultado desde março de 2019 (139,6), coroando a recuperação experimentada desde setembro do mesmo ano (133,4), depois dos cinco meses de queda anteriores. Em relação a janeiro do ano passado (136,8), houve crescimento de 2,78%. Por outro lado, em Rondônia o índice, em janeiro de 2020, alcançou 132,9%, uma queda de 1,34% em relação à dezembro e de -1,7% em relação à janeiro de 2019.  Apurado entre os tomadores de decisão das empresas, o levantamento avalia condições atuais, expectativas de curto prazo e intenções de investimento dos comerciantes. A CNC sondou aproximadamente 6.000 empresas de todas as capitais do país – 164 delas, em Manaus, e 142 empresas em Porto Velho. 

A Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, afirma que as bebidas fizeram um caminho inverso aos gastos com bens de consumo massivo (FMCG), pois,  de 2016 até 2019, enquanto os gastos médios mensais com os citados bens caíram de R$ 972,00 para R$ 933,00, as despesas das famílias com bebidas por mês saltaram de R$ 78,00 para R$ 86,00. Dentro do lar a campeã é a água mineral, enquanto fora do lar é a cerveja que lidera a lista, especialmente no verão, época em que o brasileiro gasta 60% mais com o consumo da bebida alcóolica out of home. Seja em bares, restaurantes ou blocos de Carnaval, o valor desembolsado é, em média, de R$ 11,62 em cada ocasião de compra, enquanto dentro do lar o tíquete médio é de R$ 6,76 por oportunidade. No verão passado, período que vai de outubro de 2018 a março de 2019, o volume de cerveja consumido fora do lar no Brasil cresceu 14,2% em relação à mesma estação do período anterior. Em comparação com o inverno de 2018 foram 2,7 milhões de novos lares comprando a bebida ao menos uma vez. Ao todo, 56,5% das famílias incluíram cerveja nos carrinhos nos meses mais quentes do ano, especialmente os segmentos premium e puro malte. Esta variação é ainda maior se compararmos as regiões do País. No Nordeste, local de temperaturas mais altas e destino comum nas férias, o consumo out of home cresceu 48% no último verão. Já no Rio de Janeiro, houve aumento de 22% e, em São Paulo, de 17%. Ainda segundo o levantamento da Kantar, a principal motivação para o consumo de cerveja na rua nesta época é “apreciar o sabor”. Entre os consumidores, 65% o fazem no horário de almoço nos fins de semana, 36% acompanhados dos amigos, 59% são homens e 41% mulheres. A fonte da note é a AD Comunicação & Marketing ([email protected]). 

PREVISÃO É DE LEVE EXPANSÃO DO PIB DE 2020

O Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC), que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos do país, prevê uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país  durante o ano, de 2,31% para 2020, aumento de 1% em relação à previsão anterior. As estimativas das instituições financeiras para os anos seguintes, 2021, 2022 e 2023 continuam em 2,50%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) caiu de 3,58% para 3,56%. Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,50% em 2022 e 2023. E a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,05 para o fim deste ano e R$ 4,00 para 2021.

AUTOR: SÍLVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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