Teia Digital

Isolamento é medida que só o medo justifica – Por Sílvio Persivo

Humano, demasiadamente humano. “Quando ficamos mais velhos, permanecem duas ou três perguntas. ‘Quanto tempo ainda tenho?’ e ‘O que fazer com o tempo que me resta?’”(David Bowie). 

    

ISOLAMENTO É MEDIDA QUE SÓ O MEDO JUSTIFICA

Uma coisa ninguém pode negar: a economia de Rondônia, e de Porto Velho especialmente, está indo para o brejo com o isolamento que já dura mais de três meses. E, pelo que se vê, este isolamento não tem resultado nenhum. Fazer isolamento, em uma epidemia social no seu início, até faz sentido, porém, este é um vírus novo que ataca a população que ainda não possui anticorpos. Quando começa a se detectar, depois do início da epidemia, o vírus já está circulando há muito tempo. Ele é muito ligeiro, de forma que colocar as pessoas todas dentro de casa, segundo muitos pesquisadores, é aumentar o risco de contágio. Se faz um auê danado, quando o comércio abre, mas, a grande realidade é que a taxa de isolamento de Rondônia (42,9%) é a segunda mais alta do Brasil e baixa muito pouco com maior  isolamento. Só 3 ou 4%, enquanto a falta de receita do comércio aumenta muito a mortalidade das empresas, o desemprego e reduz a capacidade de sobrevivência das pessoas. Claro que temos de proteger os idosos, os grupos de risco, suspender as aulas, usar máscaras e fazer a higienização, no entanto, é preciso entender que quando o vírus chega em 50% da população se cria o efeito rebanho, as pessoas criam anticorpos e bloqueiam a transmissão. É um processo que dura em torno de 12 semanas, daí, que fechar o comércio, agora, não tem nenhum efeito. É de se esperar que nesta primeira quinzena de julho a epidemia deve diminuir em Porto Velho. Os novos casos já estão acontecendo mais em outras cidades. Há um exagero muito grande nas medidas e não existe base científica para o isolamento. Só o pânico, o medo é que justifica. 

GESTÃO ESTRATÉGICA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO FINANCEIRO PARA ECONOMISTAS VIA EAD

O Conselho Regional de Economia da 24ª Região, o nosso Corecon/RO, informa que os quatro módulos da oficina gratuita “Gestão Estratégica e Planejamento Econômico-Financeiro: Desafios Estruturais Pós-Crise”, ministrada pelo economista Marcelo Martinovich, estarão disponíveis na plataforma EAD do Cofecon até o dia 3 de agosto. Acesse  www.cofecon.org.br/ead . A iniciativa faz parte de projeto do Conselho Federal de Economia para qualificar os economistas durante a pandemia de Covid-19. Ao acessar o ambiente de capacitação virtual, o usuário pode assistir aos vídeos e baixar o material das aulas. Após a conclusão, receberá certificado. Os módulos foram divididos com as seguintes temáticas: 1) Estratégia Corporativa e Gestão de Negócios; 2) Custos, Política de Preços e Análise de Resultados; 3) Fluxo de Caixa e Decisões de Capital de Giro;

4) Orçamento de Custeio e Investimento.

MELHORAMENTO GENÉTICO É SUCESSO EM PROGRAMA DO SEBRAE NO AMAZONAS

Os Testes Genômicos – Clarifide Girolando realizados pela Zoetis em animais de produtores do Projeto de Pecuária do Sebrae Amazonas revelam ganhos de produtividade e melhoramento genético bovino que garantem a sustentabilidade da pecuária do Amazonas. Os testes foram feitos a partir de uma parceria público-privada entre a Embrapa , a Associação Brasileira de Criadores de Gado Girolando e as empresas CRV Lagoa e Zoetis. Os testes foram realizados na região de Santo Antônio do Matupi, município de Manicoré, microrregião do Madeira. E através da ferramenta, foi analisado o DNA dos animais para obtenção das características: Produção de Leite, Reprodução, Componentes do Leite e Condições Genéticas. A produção de leite com GTPA, teve uma média de 639 litros mais, quando comparados com os animais da raça Girolando. Neste resultado, o destaque foi uma novilha com GTPA de 1.063 litros. Este animal com alto valor genético já foi identificado entre os 50 melhores animais da raça atualmente. Quando for registrado na Associação de criadores da raça Girolando  constará no ranking nacional para produção de leite junto ao sumário da raça, com plena possibilidade de comercialização de material genético às centrais para aspiração de oócitos para produção de embrião.   Outro resultado que mostrou a superioridade da genética que está sendo introduzida no rebanho dos pecuaristas do Amazonas, refere-se à presença no leite da proteína Betacaseína A2/A2 que é um leite para intolerantes à lactose (aqueles que não produzem enzima lactase suficiente para quebrar a lactose do leite) e esse tipo de leite vem surgindo também como viabilidade econômica para produtores e laticínios locais.   Os resultados mostram que 69% do rebanho dos pecuaristas do Amazonas que contratam as consultorias Sebrae de melhoramento genético são animais que produzirão leite A2A2, possibilitando que no futuro próximo esse tipo de leite seja comercializado aos laticínios da região.

NOS SHOPPINGS 10% DAS EMPRESAS FECHARAM AS PORTAS

A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), fez uma pesquisa entre 1º e 10 de junho, com 116 associados, que representam 4.500 pontos de vendas no país sobre  os impactos no varejo por conta da pandemia de Covid-19. Constatou que a queda no faturamento das empresas foi superior a 90% no faturamento na comparação com os mesmos meses de 2019A pesquisa aponta que 50% dos entrevistados afirmam que a recuperação dos prejuízos deve levar de 12 a 18 meses, enquanto 31% considera que o período necessário será maior: até 24 meses. Pelas estimativas da entidade, os 83 dias com as portas fechadas resultaram num prejuízo de cerca de  R$ 27 bilhões, com 10% dos lojistas não reabrindo mais as portas. A pesquisa aponta ainda que 83% dos entrevistados disseram ter optado por fazer acordo de redução de redução de salários ou suspensão de contratos de trabalho temporariamente. Somente 10% afirmaram não ter optado por esta alternativa, de qualquer forma apenas em São Paulo, cerca de 30 mil empregos foram perdidos, contudo, se estima que foram mais de 120 mil empregos em todo o país. Uma coisa parece certa: o varejo precisa de atenção e medidas que possam ajudar o setor a se recuperar nos próximos meses sob pena de experimentar o maior desemprego e uma grande crise financeira.  

AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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