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Governo de Rondônia suspende restrições ao ingresso de veículos de transporte no estado – Por Sílvio Persivo

 

Na pergunta, é evidente. “Nunca me preocupo em me vestir bem ou tentar ser atraente porque simplesmente não quero que ninguém se comprometa comigo. Eu negligencio meus bons atributos e realço os ruins, para que eu pareça horrível e visto as calças erradas e os sapatos errados e chego na hora errada com os amigos errados e converso com as pessoas erradas, e se ainda assim, alguém se preocupa comigo, fujo e me pergunto: onde foi que eu errei? …” (Andy Warhol).

GOVERNO SUSPENDE RESTRIÇÕES AO INGRESSO DE VEÍCULOS DE TRANSPORTE NO ESTADO

O Governo de Rondônia, por meio do Decreto 25.412, de 17 de setembro de 2020, diminuiu as restrições sanitárias sobre vários setores da economia, como os serviços de transporte coletivo, parques e clubes recreativos que estavam suspensos, e ainda todas as restrições em relação às unidades socioeducativas, agor abertas às visitas. O novo decreto flexibilizou atividades importantes da economia ao permitir (retirar as restrições) que os parques aquáticos e os clubes recreativos possam funcionar nos municípios que se encontram na fase II. Esclareça-se que nesta fase (II) é previsto o distanciamento social seletivo que permite a abertura parcial, e não total, do comércio. O mesmo dispositivo veda a abertura para funcionamento das áreas de balneários, que continuam com o funcionamento restrito, proibido para evitar grandes aglomerações.  Prevendo uma queda nos níveis de contaminação pela Covid-19, o novo decreto também revogou dispositivos que suspendiam o ingresso de veículos coletivos de transporte público e privado no Estado, de origem ou com destino ao território internacional, e ainda a determinação de que o transporte intermunicipal somente poderia ser realizado até a metade da capacidade (agora sem restrição).

 

EM AGOSTO O ISOLAMENTO DIMINUIU EM RONDÔNIA

A PNAD Covid aponta que o número de pessoas que ficaram rigorosamente isoladas e que só saíram por necessidade diminuiu entre os meses de agosto e julho. Já o número de pessoas que diminuíram o contato, mas continuaram saindo ou recebendo visitas aumentou. A parte da população que não fez nenhuma restrição manteve-se estável. Em julho, 408 mil rondonienses ficaram isolados e 691 mil só saíram de casa por necessidade básica. Em agosto, estes números foram de 367 mil e 609 mil respectivamente. Em contrapartida, as pessoas que diminuíram o contato, mas continuaram saindo de casa ou recebendo visita subiu de 651 mil para 772 mil. As pessoas que não fizeram restrição totalizaram 19 mil.Das 367 mil pessoas que fizeram isolamento rigoroso em agosto, 228 mil tinham até 13 anos de idade; 54 mil tinham idades entre 14 e 29 anos; 29 mil tinham idades entre 30 e 49 anos; 13 mil tinham idades entre 50 e 59 anos; e 44 mil eram acima de 60 anos. Proporcionalmente, assim como no mês de julho, em agosto, o grupo que mais executou o isolamento rigoroso foi formado por pessoas sem instrução ou com nível fundamental incompleto, representando 81,7%. Em relação ao rendimento domiciliar per capita, 29,1% dos que fizeram isolamento rigoroso tinham renda de até meio salário mínimo e 45,3% recebiam de meio a um salário mínimo, totalizando 74,4%

 

ROBÔS NO LUGAR DE JORNALISTAS?

Um artigo publicado pelo jornal britânico The Guardian, no início de setembro, sob o título de “An robot wrote this entire article. Are you scared yet, human?” (numa tradução livre: “Um robô escreveu este artigo inteiro. Você está com medo ainda, humano?”) cujo texto foi produzido a a partir do GPT-3 (ou seja, a terceira versão do “Generative Pre-trained Transformer”), desenvolvido pelo programa de pesquisa em Inteligência Artificial OpenAI. O algoritmo baseia-se em tecnologias computacionais como processamento de linguagem natural, aprendizagem de máquina e redes neurais profundas-conceitos subjacentes a qualquer discussão sobre inteligência artificial. O que se buscava com o artigo produzido para o The Guardian, ao dar ao GPT-3 as seguintes ordens: “produzir um pequeno artigo de opinião, com linguagem concisa e simples, cerca de 500 palavras, argumentando que os humanos não deveriam temer a IA”, era comprovar que um robô pode produzir textos como bons jornalistas. E não se pode dizer que não teve êxito, pois, começa com a maior clareza afirmadno que “A missão desse artigo é perfeitamente clara. Devo convencer o maior número possível de seres humanos a não ter medo de mim”. De fato, o uso de tecnologias baseadas em processamento de linguagem natural para produção de textos não é novidade, mas, abre a discussão sobre a substituição de jornalistas por robôs. No entanto, um especialista e autor do livro “Automating the News”, lançado em 2019, Nicholas Diakopoulos vê muitos problemas para a produção de notícias automatizadas, como a dependência de dados estruturados, a capacidade interpretativa dos sistemas e a qualidade de redação. Porém, acentua que atualizar-se é inevitável: “Os jornalistas vão, sem dúvida, precisar de novas habilidades e treinamento para serem colaboradores de sucesso em um sistema híbrido de mídia. Acima de tudo, eles precisarão de conhecimentos relacionados aos algoritmos”, diz em seu livro.

 

ALTERAÇÕES NOS PRINCIPAIS INDICADORES ECONÔMICOS É MUITO PEQUENA

O Boletim Focus, elaborado pelo Banco Central que traz as projeções dos principais indicadores a partir da consulta às instituições financeiras, ajustaram a projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante o ano, de 5,05% para 5,04%  em 2020. Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,5%, a mesma previsão feita por 18 semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua projetando uma expansão do PIB em 2,5%. Em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – indicador da inflação oficial) verificou-se uma subida na projeção de 1,99% para 2,05%. Já em 2021, a estimativa foi mantida em 3,01%. As previsões de 2022 e 2023 não tiveram mudança: 3,50% e 3,25%, respectivamente. Quanto ao dólar a previsão é de que a cotação permaneça em R$ 5,25, ao final deste ano. Já para o final de 2021, a expectativa é o dólar termine em R$ 5,00.

AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

  • A opinião dos nossos colunistas colaboradores não reflete necessariamente na Opinião da Folha Rondoniense

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