Economia e Finanças de Rondônia: Relatório estadual do 1ºQuadrimestre é positivo – Por Sílvio Persivo

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Atualizado: agosto 23, 2019

Não se faz o que se quer. “Todos me fazem sentir como se o querer-te é algo mal. Eu não elegi este caminho, é o caminho que me há encontrado” (Clairel Estevez). 

RELATÓRIO ESTADUAL DO 1º QUADRIMESTRE É POSITIVO 

O secretário de Estado de Finanças de Rondônia (Sefin), Luís Fernando Silva, apresentou na terça-feira (20) o relatório da execução orçamentária do 2º bimestre e o relatório de gestão fiscal do 1º quadrimestre do exercício 2019 na Comissão de Finanças, Economia, Tributação, Orçamento e Organização Administrativa (Cfetooa), na Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (AL). Segundo o secretário, considerando todas as fontes de recursos, a receita total realizada líquida, até os primeiros quatro meses, teve uma variação positiva de 7,96% em relação ao mesmo período do ano de 2018.  As despesas correntes, no primeiro quadrimestre de 2019, tiveram um aumento de 5,95% em relação ao mesmo período de 2018. Já as despesas de capital de janeiro a abril de 2019 registraram um decréscimo de 30,34% em comparação ao mesmo período de 2018, fruto de uma redução necessária para fazer frente ao crescimento de 70% nas amortizações da dívida pública (decorrente da retomada do pagamento da dívida do Beron). Para o secretário, a situação fiscal do Estado é de equilíbrio, registrando superávit orçamentário e financeiro no 1º quadrimestre e mantendo esta situação até o presente momento,  graças ao esforço de contenção de gastos e investimentos que o Estado tem empreendido para arcar com os pagamentos da dívida pública e atender às necessidades orçamentárias não previstas na Lei Orçamentária de 2019.

DIÁLOGO SOBRE O PLANO DIRETOR DE PORTO VELHO 

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia – Fecomércio/RO convidando os empresários e a população em geral, para participar do Diálogo sobre o Plano Diretor do Município de Porto Velho, que acontece na próxima quinta-feira, 22 de agosto no auditório do Senac. O evento terá início às 19h no auditório do Senac, localizado na rua Tabajara, 539, Panair. A entrada é gratuita e toda comunidade poderá participar.

1ª TURMA DO PROJETO COZINHA E VOZ É FORMADA EM RONDÔNIA

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – Senac, realizaram, na última terça-feira (20), a cerimônia de formatura dos primeiros alunos do Projeto Cozinha & Voz no Estado.  O projeto Cozinha & Voz, criado e coordenado pela Chef de Cozinha ítalo-argentina Paola Carosella. O projeto é uma ação conjunta do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), com apoio de Casa Poema, La Guapa, Mangiare, Arturito e Senac. Na verdade, visa a promoção da  capacitação de travestis, mulheres e homens transexuais em situação de vulnerabilidade, com o curso de assistente de cozinha, objetivando a inclusão de pessoas que se encontram em circunstâncias de exclusão no mercado de trabalho formal.

EDIÇÃO 114 DO JORNAL NOVA MUTUM PARANÁ

Já em circulação a edição Edição 114 do Jornal Nova Mutum Paraná, em versão PDF e versão online, relativa à agosto.  O Jornal, produzido mensalmente pela Comunicação Institucional da Energia Sustentável do Brasil, concessionária da Usina Hidrelétrica Jirau, reúne as principais informações da vila, promovendo registros de experiências e compartilhando conhecimentos. Este mês os destaques são para a pesquisa do mosquito Mansonia; o patrocínio, feito pela ESBR, para o concurso de bandas e fanfarras da Escola Municipal Joaquim Vicente Rondon de Jaci Paraná; a atuação do  Sebrae Itinerante que movimentou a Nova Mutum Paraná e o Mutirão de limpeza que deixou Nova Mutum Paraná de cara nova e bem cuidada. 

EXPORTAÇÃO DE INSUMOS DA AMAGGI CAUSA PROTESTOS NO AMAZONAS 

Lideranças econômicas e políticas, no Amazonas, reclamando que, pelo menos, 300 mil produtores rurais se ressentem da falta de insumos para a produção agrícola no Estado e culpam o Grupo Amaggi,  liderado pelo ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, que, por razões econômicas prioriza as suas atividades com foco no mercado externo, apesar de operar o Terminal Graneleiro de Itacoatiara (do qual é proprietário), de onde exporta seus produtos para a Europa, Ásia e a outros estados brasileiros.  Diversas reuniões já foram feitas tentando uma solução para o problema, mas, na última delas, o grupo propôs a venda de milho e de outros insumos para a produção agrícola com os mesmos preços praticados no mercado externo, muito superiores aos adotados no mercado amazonense, o que é considerado impraticável. O deputado Sinésio Campos, afirma que o grupo Amaggi foi beneficiado com recursos do governo amazonense (milhões de dólares) para a construção do seu primeiro complexo graneleiro no Estado, mas, se recusa a vender a produção de grãos para o mercado local, principalmente o milho. Para ele, o Amazonas virou hoje um corredor de exportação para o escoamento dos grãos do grupo Amaggi. Os dirigentes da empresa não discutem muito a questão, porém, dizem que todos os empréstimos foram pagos, que recolhem todos os impostos pela operacionalização de grãos e o foco na exportação de seus insumos deve-se a uma política interna de negócios, portanto, não há nada na legislação fiscal contra a posição da empresa em priorizar a exportação de seus produtos. É uma questão de estratégia financeira. Eles estão gerindo um negócio e fazem o que toda empresa faz: vendem para quem paga melhor.  O presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas), Muni Lourenço Silva Junior, afirma que “Não se pode trabalhar com valores que ultrapassam nossa capacidade de sobrevivência econômica no Estado. É uma posição muito arraigada e prejudicial”. Bem, todavia, sob o ponto de vista econômico, não se pode exigir de uma empresa que deixe de ganhar dinheiro em prol de outros. 

 

AUTOR: SÍLVIO PERSIVO – COLUNISTA TEIA DIGITAL –  JORNALISTA

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