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Dia dos pais deve melhorar vendas do comércio – Por Sílvio Persivo

Como se pode observar o sofrimento na profissão é antigo. “Há mais de um mês que me agito e trabalho- de graça-num país em que se inventam os empregos para a vadiagem remunerada” (Euclides da Cunha). 

DIA DOS PAIS DEVE MELHORAR VENDAS DO COMÉRCIO 

Rondônia, nestes tempos de pandemia tem tido dias muito difíceis para o comércio varejista, principalmente, por conta do “abre e fecha” que impede que as vendas voltem à normalidade. De qualquer forma o comércio tenta criar um clima positivo com a data do Dia dos Pais, que passou a ser uma aposta para resgatar o consumo. Neste panorama, há uma expectativa, segundo sondagem feita com lojistas locais que haja um crescimento das vendas de 8 a 12%, um otimismo que deriva do aumento gradual no fluxo de visitantes nos centros de compras, porém, que é muito baixo ainda para voltar aos níveis pré pandemia. A verdade é que, mesmo precisando de produtos, as pessoas estão saindo com toda a precaução e cuidados exigidos e continuam cautelosos nas compras. Mas, há diferenças significativas entre setores com confecções e calçados, por exemplo, tendo expectativas maiores que outros segmentos. 

TRANSPOSIÇÃO CONTINUA EM RITMO VAGAROSO 

Desde que foi aprovada a lei de regulamentação da Emenda Constitucional nº 98, em dezembro de 2017, que há uma expectativa de que as pessoas que optaram para fazer parte do quadro federal tivessem o seu direito reconhecido e fossem federalizados, pois, a referida emenda o ingresso em quadro da União, de pessoas que tiveram vínculo empregatício ou de trabalho, de qualquer espécie com o governo do estado e municípios de Roraima e do Amapá, no período de 1988 a 1993. Mesmo sem incluir textualmente Rondônia, um enorme cochilo de nossos representantes, por extensão o estado também entrou, apenas restrito o direito ao período de 1981 a 1987. Pior é que as pessoas interessadas nos outros dois estados, não precisam ter mais vínculo com os estados ou municípios. Em Rondônia, os gestores do Ministério da Economia tiveram o entendimento torto de que as pessoas que optaram com fulcro na EC 98 precisam ter vinculo até o momento do enquadramento. Ou seja, precisam ser servidores e empregados com vínculo. Os servidores de nosso estado ainda esperaram um ano e dois meses para ter o direito de fazer a opção, conforme decreto, publicado em 05 de junho de 2019. E, apesar de ver uma fase resolvida, foram surpreendidos com apenas trinta dias para assinar o termo de opção e entregar os documentos, na Divisão de Gestão de Pessoas/DIGEP, em Porto Velho. Muitos não conseguiram pela aglomeração que o tempo provocou. O fato é que a transposição vem se arrastando para Rondônia sem solução. Com a pandemia, este ano, apenas 69 pessoas tiveram seus direitos reconhecidos. Agora as classes produtivas despertaram para o prejuízo que o Estado tem com a demora na transposição e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO tem se manifestado sobre a importância do reconhecimento do direito dos servidores. O fato é que a transposição é uma novela antiga. Somente a conclusão da BR-319 parece levar mais tempo. Mas, a estrada não morre. Os beneficiários da transposição estão morrendo sem receber seus direitos. 

TRABALHO TEMPORÁRIO NO NORTE TEM GRANDE ALTA

Em pesquisa feita pela Asserttem (Associação Brasileira do Trabalho Temporário) foi constatado um aumento na demanda de até 30% deste tipo de trabalho, entre os meses de abril e junho, que foi incrementado com a pandemia pela sua rapidez, flexibilidade, segurança jurídica e econômica.  Na região Norte, o crescimento do trabalho temporário superou a média brasileira sendo de   47,2%. Os setores que mais fizeram este tipo de contratação foram o de Saúde, Suprimentos, Alimentos, Agronegócios e Serviços Essenciais, nas áreas de produção de alimentos, embalagens, supermercados, equipamentos de proteção individual, álcool em gel e derivados. As vagas abertas foram para enfermeiros e técnicos de enfermagem, atendentes, farmacêuticos, nutricionistas, caixas, padeiros, açougueiros, além dos serviços de manutenção, copa e recepção.

INFRAESTRUTURA PRECISA DE MAIS DE R$ 40 BILHÕES DE INVESTIMENTOS ATÉ 2023

A proposta do Ministério da Infraestrutura para os investimentos em obras públicas por meio do Pró-Brasil prevê um aporte de R$ 40,4 bilhões de 2020 a 2023 para serem aplicados em 153 empreendimentos rodoviários, ferroviários, aquaviários e aeroportuários, cuja relação foi enviada à Casa Civil.  Este ano, para começar as obras, a pasta precisa de uma injeção extra de R$ 5 bilhões. O ministério já executou 70% do orçamento garantido em 2020. A expectativa da Infraestrutura é de que a execução das obras gere cerca de dois milhões de empregos até 2023. Além das obras públicas, a proposta da pasta também conta com a carteira de concessões já em andamento – carro-chefe no volume de investimentos, com cerca de R$ 230 bilhões previstos –, apoio a projetos de lei, revisões regulatórias e outros programas do ministério. Estão previstas obras em rodovias como a BR-319, no Amazonas, e BR-381, em Minas Gerais, somando, no total, 71 empreendimentos rodoviários. Para o segmento ferroviário, entre as sete obras previstas, está uma das prioridades da pasta, a Ferrovia de Integração Oeste – Leste (Fiol). Além disto, são 45 empreendimentos aquaviários e 30 no setor de aeroportos. O ministro da pasta, Tarcísio de Freitas, tem afirmado que o principal norte do Pró-Brasil não são os empreendimentos públicos, mas as mudanças regulatórias e normativas, seja por meio de projetos de lei no Congresso ou alterações em resoluções de agências regulatórias e do ministério. A nota é da Revista Grandes Construções. 

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