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Controle financeiro passa a ser um dos fatores mais importantes após crise – Por Sílvio Persivo

O aqui e o agora é o nosso único chão. “É estar aqui e agora que é importante. Não há passado e não há futuro. O tempo é uma coisa muito enganadora. Tudo o que há sempre é o agora. Podemos ganhar experiência com o passado, mas não podemos revivê-lo; e podemos ter esperança no futuro, mas não sabemos se haverá um” (George Harrison). 

INSTITUIÇÕES PRIVADAS DE ENSINO SUPERIOR RECEBEM RECOMENDAÇÃO PARA MANTER SUSPENSÃO DAS AULAS 

As instituições privadas de ensino superior de Rondônia receberam uma recomendação conjunta do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) para que mantenham a suspensão das atividades presenciais por mais 30 dias. As faculdades foram orientadas a continuar a ministrar as aulas na modalidade Educação a Distância (EAD) para os cursos que não necessitam de aulas práticas. Depois de 30 dias, cada faculdade deverá avaliar a prorrogação ou não das aulas online, que deverá ocorrer somente se a curva de contágio estiver sinalizando diminuição de casos. Na recomendação, consta que os cursos que necessitem de aulas práticas (medicina, odontologia, enfermagem etc.) devem realizar as aulas com um número reduzido de alunos por turma (dividindo cada turma em dois ou mais ambientes), de forma a evitar proximidade de alunos em um mesmo recinto (sala de aula, laboratório etc.). Nestes casos, a limpeza dos locais deve ser intensificada (maçanetas, botões de elevador etc.) e disponibilizado aos alunos e professores álcool em gel e máscaras. As faculdades devem dissipar aglomerações que não forem aulas práticas, ou reuniões indispensáveis realizadas pelos docentes ou corpo administrativo. O regime de teletrabalho deve ser permitido e organizado, bem como a reorganização de escalas de trabalho, com vistas a reduzir o número de trabalhadores por turno, inclusive adotando sistema de rodízio ou sistema de escala de revezamento de turnos, quando possível, modulando jornadas, entradas, saídas e horários de refeições ou café, de modo a evitar – de todas as maneiras – aglomerações de trabalhadores, adotando-se o critério de pelo menos dois metros de distância entre trabalhadores.

OPORTUNISMO E IRRESPONSABILIDADE COLOCAM ENSINO SUPERIOR DE RONDÔNIA EM RISCO PROTESTA SINEPE

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Rondônia emitiu nota oficial para  esclarecer sua posição a respeito dos ataques que tem sofrido de autoridades e políticos, que consideram irresponsável e autoritária, desconsiderando o enorme esforço que as instituições de ensino e professores estão fazendo para manter a educação funcionando nesses tempos de pandemia. Afirmando que as instituições tiveram seus fluxos de caixa impactados pelas medidas governamentais, seja pelo aumento dos gastos com tecnologia, seja pelo aumento de inadimplência ou pela perda de receita decorrente da evasão, enfatizam que os principais custos das instituições de ensino se mantém intocados, daí considerarem inoportunos, oportunistas e geradores de incertezas os Projetos de Lei que tramitam na Assembleia Legislativa do Estado e na Câmara de Vereadores para a redução das mensalidades.  Dizem que se trata de uma decisão unilateral, feita sem consulta às instituições, e sem consideração pelos efeitos negativos que tais medidas poderiam gerar no sistema educacional. 

ECONOMIA AMAZONENSE AMARGA PREJUÍZOS EM MEIO À INCERTEZA DA REABERTURA DO COMÉRCIO 

Não é só Porto Velho que vive das incertezas da abertura do comércio. Também em Manaus, com uma situação sanitária muito mais complicada, os comerciantes do Amazonas, na reunião do Gabinete de Crise para o Covid-19, apesar de ver afastada a possibilidade de um lockdown no curto prazo,  tiveram a notícia de que  o calendário de retorno para os segmentos não essenciais foi marcada para 14 de maio, mas, que pode ser revista, caso haja uma evolução da doença. A estimativa é de que só o comércio do Amazonas já amarga um prejuízo de R$ 840 milhões em cinco semanas de crise e restrição às atividades.  As perdas de faturamento acumularam, segundo a Confederação Nacional do Comércio-CNC,  R$ 86,4 bilhões em todo o país, uma queda de 39% em relação ao período pré-pandemia, com a constatação de que, em nível nacional, até 80% dos estabelecimentos foram fechados, em decorrência de decretos estaduais e municipais.

O CONTROLE FINANCEIRO PASSA A SER UM DOS FATORES MAIS IMPORTANTES PÓS CRISE 

A grande verdade é que, depois de mais de um mês de isolamento, grande parte das pessoas já estão cansadas de ouvir falar de Covid-19, quarentena e home-office, fofocas anti-Bolsonaro, Moro e afins. Muitos, como eu, aliás, adotam uma postura de não olhar mais para noticiários de televisão, nem dar atenção as mensagens políticas que chegam. Adotam uma postura do que, em economia, denominados de‘laissez-faire’, deixar ir, deixar passar. É claro que se continua acompanhando as informações da crise, mas, sem a ansiedade que caracterizava os períodos anteriores. Como tudo tem fim, de fato, estamos esperando o fim da crise. E não é incomum, pelo que tenho falado com muitas pessoas, que o momento esteja sendo aproveitado para pensar no futuro. Nos negócios, quem tem negócios, na vida pessoal, quem não os tem. De qualquer forma, como o dinheiro é essencial, e mais de 75% das pessoas foram atingidas pela crise, a preocupação com o caixa é a mais relevante no momento. Se, muitos, estão fazendo uma espécie de agenda positiva para o futuro, elaborando projetos para o que irão fazer depois, até bolando formas inéditas para seus negócios e vida, o controle das contas, o orçamento passa a ser uma ferramenta chave. São poucas as pessoas, com que falo, que não estão preocupadas com os gastos e com o fato de que terão que lidar com um cenário mais difícil para os negócios, daí, organizar o orçamento passa a ser essencial. 

O RECEIO NÃO EXPRESSO 

Há uma razão muito forte para algumas figuras políticas conhecidas na política nacional ficarem caladas, mas, desejarem ardentemente o adiamento das eleições municipais deste ano. São as queixas populares contra a velha política, representada por Maia e Alcolumbre, que deve importar numa renovação do ambiente político municipal. Com a crise do coronavirus, sem dúvida, muitos candidatos sem dinheiro, mas, com um bom perfil podem ser eleitos. Com certeza, o pleito, se feito este ano, com a memória fresca do tempo atual, será nefasto para os velhos políticos. 

AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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