Comércio tende a cada vez mais para o meio digital – Por Sílvio Persivo

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Atualizado: setembro 9, 2019

A vida melhora pelos ouvidos. “O barulho não faz nenhum bem e o bem não faz barulho” (François de Sales). 

CAFÉ DE RONDÔNIA GANHA MAIS QUALIDADE 

A 4ª edição do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (Concafé) teve um aumento de quase 200% no número de inscritos. Nestes quatro anos de realização do Concafé, o café de Rondônia conquistou projeção nacional permitindo a participação de cafeicultores rondonienses em concursos internacionalmente reconhecidos, tendo inclusive, vencido alguns deles, a exemplo do Coffee Of The Year, que elege os melhores cafés do Brasil. O Concafé deste ano recebeu 306 amostras de café para serem degustados e classificados por R-Graders, profissionais especialista em avaliar a qualidade do café da variedade robusta. É mais que o dobro do ano passado, confirmando a força que o café vem adquirindo no estado. “Tive a oportunidade de provar esses cafés no ano passado e estou provando neste ano, também, e foi possível, logo no início das degustações, perceber uma melhora muito grande de qualidade nos lotes que foram apresentados”, diz João Vitor Pereira da Silva, gestor de qualidade da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). João Vitor afirmou que “os produtores estão se mostrando cada vez mais ciente da importância de promover, de divulgar, de produzir com melhor qualidade” para conquistar o mercado e mostrar ao mundo a qualidade dos cafés de Rondônia, e os concursos realizados no estado tem contribuído muito para isso”. A perspectiva do café rondoniense tornar-se referência na produção de café robusta de qualidade é uma conquista a ser consolidada. Para João Vitor, se os cafeicultores de Rondônia continuarem investindo na produção do café com qualidade e sustentabilidade, com certificação das propriedades, que é uma exigência que o mundo todo tem feito, o reconhecimento virá, com certeza.

LICITAÇÃO DO CENTRO DE CONVENÇÕES DE PORTO VELHO 

Sem dúvida uma boa notícia para Rondônia e Porto Velho: a Superintendência Estadual de Licitações (Supel) anunciando a abertura do processo de licitação 003/2019, na modalidade Concorrência Pública, para a construção do Centro de Convenções de Porto Velho. O espaço destinado aos eventos públicos da cidade será construído no Parque dos Tanques, na Zona Norte da capital. Afirmou o superintendente da Supel, Márcio Rogério Gabriel, que a determinação do governador Marcos Rocha é dar o máximo de transparência na competição entre as empresas participantes.  De acordo com Márcio, quanto à questão econômica, a ordem é ter um preço máximo referencial calculado pelo engenheiro orçamentista. O projeto foi bem amadurecido ao longo do tempo, e já foi realizada uma ampla revisão de preços por um engenheiro, que estuda todo o custo da obra e atesta que o preço é o máximo a se executar. Para ele, a estimativa do custo é de pouco mais de R$ 17 milhões, e os interessados vão competir desse valor para baixo, em que se chegando acima de 5% de desconto com base no valor teto já é considerada uma boa contratação”.  

INSEGURANÇA JURÍDICA PREJUDICA ZONA FRANCA DE MANAUS

As lideranças do Amazonas preocupadas com o que consideram uma retaliação contra a ZFM (Zona Franca de Manaus) representada por medidas que tendem a retirar vantagens comparativas às empresas lá instaladas. O economista e professor José Alberto Machado, por exemplo, avalia que a insegurança jurídica vem afugentando novos investimentos estrangeiros no Estado, principalmente com o cenário de incertezas demonstrado pelo novo governo federal em relação à ZFM e a proximidade de uma reforma tributária Segundo ele, as bancadas amazonenses na Câmara e no Senado deverão ter muita habilidade para enfrentar as articulações nos bastidores de Brasília contrárias às atividades da Zona Franca.

COMÉRCIO TENDE CADA VEZ MAIS PARA O MEIO DIGITAL 

É uma realidade que se impõe: o mundo digital avança rapidamente no comércio com a grande maioria dos brasileiros acessando a internet pelo celular e laptop. Para se ter uma boa ideia deste processo basta ver que, de acordo com  a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), em 2018, a quantidade de vendas pela web cresceu 15% na comparação com o ano anterior, bem acima dos 2,3% de crescimento do varejo tradicional. Já o relatório da E-bit, o E-commerce no Brasil fechou o ano de 2018 com um faturamento de R$ 53,2 bilhões, uma alta nominal de 12% em relação ao ano anterior. A expectativa de vendas de 2019 é de que o faturamento alcance R$ 61,2 bilhões. Ou seja, para permanecer com sua clientela e/ou manter a liderança do seu setor se torna imprescindível se adequar à esta nova realidade. Empresas de sucesso não hesitam e criam aplicativos para atingir o público online.

PREVISÃO DE INFLAÇÃO CAI PELA QUINTA VEZ SEGUIDA

O boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC), divulga previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 3,59%, para este ano, uma queda em relação à previsão anterior de 3,54%. Para 2020, a estimativa também foi reduzida, ao passar de 3,85% para 3,82%. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022. É a quinta vez seguida, este ano, em que o mercado financeiro reduziu a estimativa de inflação.  A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5% para cima ou para baixo.

QUEDA MUNDIAL NO TRANSPORTE AÉREO DE CARGA

Embora haja sinais de que a briga entre os cachorros grandes deve arrefecer os estragos de sua continuação já são visíveis. Estados Unidos e China, por conta de sua queda de braço, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), derrubaram o transporte aéreo de carga. Em toneladas de carga por quilômetro (FTKs), houve uma queda de 3,2% em julho em relação ao mesmo período de 2018. É o nono mês consecutivo de declínio nos volumes de carga aérea na comparação com o ano anterior. Claro que deriva do impacto do fraco comércio global, segundo a Iata. Mas, quando se analisa, se vê que o comércio global teve umja queda de 1,4%, enquanto os volumes de carga entre os Estados Unidos e a China caíram 14% no acumulado do ano em relação ao mesmo período de 2018.

AUTOR: SÍLVIO PERSIVO –  COLUNISTA TEIA DIGITAL

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