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Colheita de café robusta já atingiu 40% das lavouras – Por Sílvio Persivo

O que era ruim está ficando pior. “O estado-nação é grande demais para o local e pequeno demais para o global” (Manuel Castells). 

COLHEITA DE CAFÉ ROBUSTA JÁ ATINGIU 40% DAS LAVOURAS

A Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) pesquisou junto às  instituições que atuam diretamente com os cafeicultores em Rondônia, a como Emater, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Câmara Setorial do Café do Estado de Rondônia, para verificar como anda a evolução da colheita estadual constatando que de 40% das lavouras já foram colhidas em Rondônia. A colheita em Rondônia se iniciou, oficialmente, no dia 10 de abril, conforme prevê a Lei Estadual nº 3.516, de 17 de março de 2015, data de referência para o produtor iniciar a colheita do café em ponto de maturação adequado, visando maior rendimento e qualidade, sendo que o mês de maio é o ápice da colheita do café em Rondônia, quando se dá quando pelo menos 80% dos frutos estiverem no ponto cereja. É bem verdade que a maturação de cada lavoura, depende da genética das plantas, das condições climáticas e do manejo empregado, por isto alguns produtores iniciaram a colheita no final de março, com clones de maturação precoce, outros ainda nem começaram, pois aguardam o ponto ideal e os clones mais tardio podem atingir o ponto de maturação até no mês de agosto. A colheita do café no estado é, predominantemente, feita de forma manual pelas famílias dos cafeicultores. A prática da colheita semimecanizada ainda é pouco utilizada, por causa do tamanho das lavouras que, em média, não ultrapassam quatro hectares, logo o investimento em colhedoras não compensa.

UNIR ESTENDE SUSPENSÃO DAS AULAS ATÉ MEADOS DE MAIO 

A Reitoria da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), seguindo recomendações do Grupo de Trabalho (GT) local sobre o novo Coronavírus. e considerando o discutido em reunião com as direções de núcleos/campi e pró-reitores, realizada no último dia 09 de abril, comunicou à comunidade acadêmica e à sociedade em geral que o Calendário Acadêmico da instituição permanece suspenso, pelo menos, até o  dia 17 de maio vindouro.

PROCON FECHA LOJAS CUMPRINDO NORMAS DO DECRETO DE CALAMIDADE PÚBLICA

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) interditou na última terça-feira (12), por descumprimento do Decreto Estadual de Calamidade Pública, diversas lojas de comércio varejista situadas na Avenida Jatuarana, na zona Sul da Capital, alegando riscos de contaminação pela Covid-19, uma vez que as exigências de isolamento e proteção não estavam sendo cumpridas. Segundo o coordenador estadual do Procon, Ihgor Rego, todo o procedimento obedece a determinação do Governo de Rondônia para evitar a disseminação do coronavírus. Também informou que as equipes de fiscalização estão visitando vários estabelecimentos comerciais no Estado, solicitando o fechamento voluntário das na categoria de comércios não essenciais. No entanto, segundo assegurou, algumas lojas que continuaram funcionando irregularmente serão interditadas como já foram algumas lojas na Avenida Jatuarana que, contrariando, o decreto permitiam que os clientes usassem os provadores para experimentar ou trocar peças de roupas. 

JUSTIÇA MANTÉM INTERDIÇÃO PARCIAL DA HAVAN

O Procon havia emitido um auto de infração (na sexta-feira, 08) e determinado o fechamento de três anexos da Loja Havan, em Porto Velho, por descumprimento de diretrizes impostas pelo Decreto de Calamidade Pública em decorrência das medidas para enfrentamento do COVID- 19. Porém, a assessoria jurídica da Havan entrou com um Mandado de Segurança contra a ação do Procon, alegando que sua principal atividade é a de comércio varejista de produtos alimentícios (hipermercados), e, portanto, está amparado pelo Decreto do Estado. No entanto, juiz Arlen José de Souza negou a liminar destacando que a Havan se excedeu nas limitações impostas às atividades consideradas não-essenciais, uma vez que comercializa produtos que não fazem parte dos itens essenciais previstos no decreto estadual. 

CRISE DO CORONAVÍRUS DESEMPREGA 530 MIL SOMENTE EM SANTA CATARINA

Cerca de 530 mil pessoas já perderam seus empregos em Santa Catarina desde o início da crise, conforme revela pesquisa feita pelo Sebrae/SC, Fiesc e a Fecomércio SC. A sondagem sobre o impacto do novo coronavírus na economia do Estado ouviu 2.547 empresários, de todo o estado as regiões de Santa Catarina, entre os dias 4 e 6 de maio. A margem de erro é de 1.9%  para mais ou para menos. Pela pesquisa, 86,7% das empresas do Estado já estão em atividade com as medidas de relaxamento da quarentena anunciadas pelo governo. Porém, 41,7% estão com redução na produção, 22% com mudança no funcionamento, 12,4% ainda aguardam liberação, e 0,9% fecharam as portas e não voltam a funcionar. “Atualmente, 114 mil empresas estão inoperantes em Santa Catarina. Os microempreendedores individuais são os mais afetados, já que 28,7% deles seguem com as atividades suspensas ou fecharam as portas. Além do que, seis a cada dez negócios que voltaram a operar estão com produção reduzida”, afirmou o diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca. Com a política de distanciamento e isolamento social, 20% das empresas do setor de serviços estão temporariamente fechadas e 1,2% não devem mais abrir as portas. Já no comércio, 92% dos estabelecimentos estão mantendo algum nível de atividade. “Os empresários estão buscando soluções para garantir a sobrevivência dos negócios, que mantém os empregos e a renda das famílias em Santa Catarina. Ainda assim, 35,1% das empresas reduziram o quadro de funcionários. A queda no volume de vendas chegou a 73,6% no serviços e 65,2% no comércio. O cenário pela frente é ainda incerto. A pesquisa aponta que 70% das empresas devem levar de seis meses a dois anos para se recuperar”, avalia o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA EM LINHAS GERAIS

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