Bolsonaro diz que o PIB é fraco por causa da legislação trabalhista e da carga tributária

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Atualizado: setembro 4, 2018

Durante a sua passagem pela capital rondoniense, onde iniciou agenda de campanha na região Norte do País, que passará pelo Acre neste sábado 01, o deputado federal e candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) atribuiu o fraco desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), à legislação trabalhista, à carga tributária e às sanções impostas aos empresários, que acabam retraindo os investimentos.

Bolsonaro fez menção ao dados divulgados nesta sexta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) onde mostram um crescimento de apenas 0,2% no segundo trimestre, depois de uma alta de 0,1% no primeiro trimestre.

O deputado considerou que os números indicam uma economia praticamente estagnada, com uma recuperação muito mais lenta do que o governo previa. Na opinião do presidenciável, para melhorar o desempenho da produção industrial no Brasil, “o Estado precisa dar exemplo, precisa economizar, reduzir o custo Brasil, diminuir o tamanho do Estado, reduzir o número de ministérios, dar exemplo e fazer com que entre mais dinheiro no caixa, sem aumentar impostos”, afirmou.

Ainda segundo Bolsonaro, a orientação de sua equipe econômica, capitaneada pelo economista Paulo Guedes,  a quem já atribuiu o Ministério da Fazenda em caso de eleição, é de que o Brasil precisa seguir exemplos de países como Inglaterra que há duas décadas reduziu a sua carga tributária de 25% para 21% aumentando a sua produção industrial e mais recente, os Estados Unidos onde o presidente Donald Trump reduziu os impostos para valorizar a produção e gerar emprego e renda.

Bolsonaro afirmou ainda que o empresariado não aguenta mais a carga tributária a que está submetido e com medo da crise financeira acaba não investindo. Para ele, o Brasil só voltará a crescer de uma forma mais vigorosa se começar a cortar na própria carne, reduzindo gastos. “Não temos outra alternativa, precisamos reduzir a carga tributária, enxugar a máquina pública e incentivar o empresariado. Não há mais como aumentarmos o número de impostos, pois aumentando a carga tributária, aumentaremos a sonegação e consequentemente reduziremos a arrecadação, comprometendo a máquina pública e toda a economia brasileira”, disse.

Capital externo

Durante a coletiva de imprensa que fechou a sua agenda em Porto Velho, Bolsonaro disse que os empresários chineses estão invadindo o Brasil, comprando empresas, comprando terras agricultáveis, investindo em tecnologia no território brasileiro, negociando minério e explorando as florestas brasileiras.

“Precisamos tomar cuidado, a China não está comprando no Brasil, está comprando o Brasil. O atual governo, desde a ex-presidente Dilma (PT), bem como agora com Temer (MDB), que não desaparelhou os ministérios, continua flertando com a venda de terras agricultáveis para o capital externo, e o capital externo interessadíssimo no Brasil atualmente, é Chinês”, observou.

Na opinião do capitão reformado do exército, o governo Brasileiro precisa proteger o seu território de forma que não permita que as riquezas sejam exploradas e coloquem em risco a soberania do Estado.

“Se continuarmos aceitando que os chineses comprem nossas terras, que invistam em tecnologia de produção dentro do nosso país, sem controle algum, estaremos abrindo mão da nossa segurança alimentar para outro país, um país de 1,4 bilhão de habitantes, com grande capacidade bélica e nuclear. Não podemos nos transformar em inquilinos de nós mesmos. Se não abrirmos os olhos, estaremos na miséria mais cedo ou mais tarde. Não podemos entregar o nosso território ao capital estrangeiro, sob pena de termos que importar com preço mais caro a comida que hoje produzimos em abundância e vendemos barato para os estrangeiros”, concluiu.

FONTE: RONDONOTICIAS

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