Politica

Amir Lando vai a tribuna da Câmara pedir socorro por Rondônia

O deputado federal Amir Lando foi à tribuna da Câmara dos Deputados ontem à tarde, lançar um SOS para Rondônia por causa das enchentes do Rio Madeira. Ele pediu ajuda imediata do governo federal e da defesa civil nacional no sentido de dar apoio logístico aos municípios de Porto Velho, Guajará-mirim e as cidades ribeirinhas, onde a população se encontra em muitos desses lugares, isolados e com a falta de abastecimento de gêneros de primeira necessidade. “É um estado de calamidade pública”, frisou.

A BR-425 que liga a cidade de Porto Velho a Guajará-mirim está intransitável, porque foi tomada pelas águas. Na altura da ponte sobre o rio Araras, alguns carros caíram no rio e precisaram ser guinchados. “A situação é caótica”, disse.

Em seu discurso, Amir Lando argumentou que nunca foi contra o progresso, mas, demonstrou preocupação se o Relatório de Impacto do Meio Ambiente (RIMA) desenvolveu um estudo profundo sobre a construção das usinas de Jirau e Santo Antônio, principalmente sobre o desvio do curso do rio e o represamento de água em um volume assustador. “Quando essas comportas forem abertas, não temos como prever o que vai acontecer”, disse.

Em tom de denúncia o parlamentar disse que as hidrelétricas mudaram o curso do rio, represando as águas e a velocidade com que passam pelas cidades próximas da usina é bem maior, causando desbarrancamento e alagações.

O parlamentar disse que hoje a capital de Rondônia passa por uma situação dramática. Nesse momento o nível do rio madeira chegou a 17,14 metros, com previsão da defesa civil para 18 metros até o dia 20 de fevereiro. Como as chuvas mais fortes caem no mês de março e abril, é imprevisível arriscar uma escala de valor para a subida dos rios. Segundo estudiosos do Sipam, provavelmente as águas possam chegar até o centro da cidade, na avenida sete de setembro.

Finalizando, o parlamentar reiterou o pedido de apoio imediato do governo federal, acrescentando que essas usinas servirão ao país e o as autoridades responsáveis pelo setor energético não poderão virar as costas para a população que está preocupada com o futuro dessas cidades

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