PM recupera R$ 45 milhões de assalto que levou R$ 100 milhões de banco

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Atualizado: dezembro 6, 2018

Dinheiro foi retomado durante ação policial que prendeu 13 acusados de integrar a quadrilha de criminosos

A Polícia Militar do Maranhão recuperou nesta terça-feira (4) cerca de R$ 45 milhões dos R$ 100 milhões roubados em 25 de novembro de um centro de distribuição do Banco do Brasil, no município de Bacabal (a 246 km de São Luís).

O dinheiro foi retomado durante ação policial ocorrida na madrugada de hoje que prendeu 13 acusados de integrar a quadrilha de criminosos que participaram do roubo. No dia do crime, bandidos aterrorizaram moradores da cidade, fazendo reféns e atentando contra os prédios da Polícia Militar e da Polícia Civil.

O grupo estava dentro de uma carreta junto com parte dos malotes de dinheiro roubados em uma estrada vicinal do município de Santa Luzia do Paruá (a 164 km de São Luís), quando se deparou com uma barreira policial montada de rotina. Na ação, 10 homens foram presos e outros três morreram.

Os três mortos foram identificados como Arthur Silva Santos, Vadenilson Moreira e Renan Santos dos Prazeres. Os presos são: Geilsimar Venâncio de Oliveira, conhecido como Sardinha; Alexandre Gomes de Moura; Wagner Cézar de Almeira; Robson Cezar Ferreira; George Ferreira Santos, conhecido como Capenga; Ricardo Santos de Sousa, conhecido como Ricardinho; José Eduardo Zacarias Barbone; Giliolii Luís, conhecido como Paranã; Valdeir Carvalho dos Santos, conhecido como Velho e ou Coroa; e Fábio Batista de Oliveira, conhecido como Bardal.

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, afirmou que o montante de dinheiro recuperado hoje já soma R$ 39 milhões. A contagem das cédulas ainda não terminou e é feita por servidores do Banco do Brasil na delegacia regional do município de Zé Doca.

Um dia após o assalto, a polícia do Maranhão informou ter recuperado R$ 3,5 milhões, que ficaram espalhados pela cidade durante a fuga dos criminosos.

Segundo Portela, há suspeita de que os criminosos se dividiram em grupos para transportar parte do dinheiro roubado.

“O motorista da carreta ainda tentou fugir do cerco, mas acabou parando. O melhor que todos eles fizeram foi se entregar à polícia. Os três primeiros, que quiseram testar a polícia do Maranhão, receberam o atendimento adequado dentro da lei. No Maranhão, ou o bandido se entrega ou ele tomba”, afirmou o secretário.

A maioria dos presos está usando documentos falsos. Segundo a polícia, o grupo estava fortemente armado e usava coletes a prova de bala. Foram apreendidos 11 fuzis, duas metralhadoras calibre 50 de artilharia antiaérea, duas pistolas e 17 coletes. A polícia suspeita que os armamentos são alugados.

Os suspeitos foram levados para a Delegacia Regional de Zé do Doca (a 302 km de São Luís) e transferidos, na parte da tarde, para uma unidade prisional do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Maior quadrilha

Investigações da polícia do Maranhão apontam que a quadrilha que assaltou o Banco do Brasil de Bacabal tem 72 integrantes do Nordeste -todos já identificados- e ligação com criminosos de São Paulo e Paraná.

“A quadrilha é a maior em atuação no nordeste, com 72 integrantes identificados”, disse o secretário. Segundo ele, o grupo é ligado à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e tem bases em Campinas (SP), Paraná e Bahia.

Durante o assalto ao Banco do Brasil, entre a noite de domingo, 25 de novembro, e início de madrugada da segunda, criminosos aterrorizaram os moradores de Bacabal. O grupo realizou atentados contra a delegacia e a Sede da Polícia Militar. No mesmo dia do assalto, sete suspeitos foram presos e dois morreram em troca de tiros com a polícia. Segundo a polícia, 50 pessoas teriam participado do assalto.

Testemunhas relataram que os criminosos fecharam todos os acessos da cidade com carros incendiados, e a ação durou pelo menos duas horas –o que fez os moradores não dormirem com medo de novos ataques.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou que o ataque a Bacabal foi comandado por José Francisco Lumes, conhecido como Zé de Lessa, líder de uma facção criminosa da Bahia que possui mais de 80 integrantes e que está foragido no Paraguai.

Na Bahia, Zé de Lessa que é especializado em assaltos a bancos, comanda a facção BDM (Bonde do Maluco), a maior do estado e que possui atuação conjunta com o PCC (Primeiro Comando da Capital), mas no Maranhão atuou sozinha, segundo a polícia.

As forças policiais paraguaias e a Interpol foram acionadas para buscar o traficante.

FONTE: RONDONOTICIAS

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