Dois filhos da deputada Flordelis são indiciados pela morte do pastor; parlamentar ainda é investigada

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Atualizado: agosto 15, 2019

Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cezar dos Santos de Souza, filhos do pastor Anderson do Carmo, foram indiciados hoje pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) pela morte do religioso, marido da deputada federal Flordelis. Anderson e Lucas estão presos temporariamente pelo crime, ocorrido em Niterói, na madrugada de 16 de junho deste ano.

De acordo com a delegada Bárbara Lomba, titular da DHNSGI, o documento também pede a prisão preventiva dos filhos da parlamentar. Ainda segundo a delegada, o inquérito foi desmembrado, e agora será dado início à segunda fase da investigação para identificar a participação de possíveis coautores no crime, entre elas Flordelis.

Lucas foi preso no dia da morte do pastor, 16 de junho, na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), responsável pela investigação do assassinato. Num primeiro momento, o rapaz foi detido por causa do mandado pelo crime de tráfico de drogas. Quatro dias após o crime, a Justiça decretou sua prisão temporária por participação na morte do padrasto. Além de Lucas, Flávio dos Santos de Souza, filho biológico apenas de Flordelis, também está preso temporariamente por suspeita de envolvimento na morte do pastor Anderson.

Flávio e Lucas são mantidos na DH por ordem judicial. A 3ª Vara Criminal de Niterói autorizou, a pedido da Polícia Civil, que os dois permaneçam na delegacia até que o inquérito seja concluído, o que vai acontecer ainda esta semana. Os filhos de Flordelis dividem a carceragem com outros presos provisórios, que permanecem na unidade até serem encaminhados ao sistema prisional.

Na última semana, policiais encontraram um celular escondido na cela onde está preso Flávio. O telefone foi achado dentro de um vaso sanitário durante uma inspeção feita por agentes da própria delegacia. De acordo com o advogado Flavio Crelier, que defende o filho de Flordelis, o celular não estava funcionando e seu cliente nega que o aparelho seja dele. Ainda de acordo com Crelier, Flávio já havia reclamado que o vaso da cela estava entupido. O celular que era usado por Flávio antes do crime nunca foi encontrado pela polícia.

FONTE: EXTRA

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