Acusado de matar Matheusa é preso em prédio onde trabalhava como porteiro

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Atualizado: maio 28, 2019

Policiais da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) prenderam, na manhã desta terça-feira, um dos acusados de terem matado a estudante Matheusa Passarelli, em abril do ano passado. Manuel Avelino de Sousa Junior, conhecido como Peida Voa, foi capturado em um prédio na Piedade, Na Zona Norte do Rio, onde trabalhava como porteiro.

Manuel foi preso em uma grande operação da Polícia Civil do Rio para cumprir mandados de prisão contra acusados de homicídio e feminicídio. Ele teve a prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Criminal do Rio por homicício e ocultação de cadáver e era considerado foragido.

A ação desta terça-feira foi coordenada pelo Conselho Nacional dos chefes de Polícia Civil, com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Em depoimento prestado na tarde desta terça-feira aos policiais da DDPA, Manuel confessou ter matado e esquartejado Matheusa no dia 29 de abril de 2018. Ele também admitiu ser traficante do Morro do Dezoito, em Água Santa, que fica próximo ao local onde o acusado trabalhava como porteiro.

No depoimento, Manuel afirmou que Matheusa foi encontrada no Morro do Dezoito, desorientada, nua e “cheia de droga na mente” por volta das 2h. Ele alega que fez contato com um gerente do tráfico local e recebeu ordem para dar uma surra na estudante e liberá-la em seguida. Manuel afirma que não cumpriu a ordem, pois Matheusa não estava agressiva.

Por volta das 3h, segundo Manuel, a estudante tentou forçar o portão da casa de um morador e foi abordada por ele novamente. Em determinado momento, segundo o acusado, Matheusa tentou pegar seu fuzil e ele disparou com uma pistola contra ela. O acusado contou ainda que fez contato com o mesmo gerente do tráfico local e recebeu ordem para sumir com o corpo.

Manuel afirma que levou o corpo de Matheusa para o alto do Morro do Dezoito e utilizou um facão para esquartejá-lo. Em seguida, colocou fogo nas partes do corpo da vítima. O depoimento de Manuel tem algumas divergências com o que foi investigado pela DDPA. O inquérito da especializada aponta que Matheusa foi capturada por traficantes e levada para o tribunal do tráfico, no alto da comunidade. Desorientada, tento convencer um dos criminosos a largar o seu fuzil. Ela acabou sendo morta ao tentar pegar a arma.

Além de Manuel, também foram indiciados pelo crime Genilson Madson Dias Pereira, conhecido como GG, de 28 anos, e Messias Gomes Teixeira, o Feio, apontado pela polícia como chefe do tráfico na região. Ele está preso desde 09 de julho de 2018, quando foi capturado por agentes do 3º BPM (Méier). Já GG foi morto, em março deste ano, em confronto com a Polícia Militar.

Operação

No Rio de Janeiro, a operação desta terça-feira, denominada Cronos II, contou com 487 policiais civis e teve o saldo de 149 mandados de prisão cumpridos, sendo sete por Feminicídio. Ainda foi cumprido um mandado de busca e apreensão de adolescente infrator.

Além dos mandados de prisão, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense prendeu 4 foragidos pelo crime de Latrocínio e ocultação de cadáver.

FONTE: EXTRA

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