Rondônia e mais três estados são responsáveis pelo desmatamento na Amazônia

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Atualizado: novembro 19, 2019

Pará, Mato Grosso, Amazonas e Rondônia registraram 8213km² de área desmatada entre agosto de 2018 e julho de 2019

Quatro estados da Amazônia Legal foram responsáveis por 84,13% do desmatamento na região, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). No levantamento divulgado nesta segunda-feira (18), entre agosto de 2018 e julho de 2019, o Pará liderou o desmate da floresta, seguido por Mato GrossoAmazonas Rondônia.

Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes). O desmatamento na Amazônia foi de 9.762 km² de agosto de 2018 a julho de 2019, e os quatro estados responderam por uma área desmatada de 8.213 km².

Pará tem maior contribuição

Com 3.862 km² de área desmatada, o estado do Pará teve a maior contribuição com o desmatamento da região. Foram 39,56% de toda a floresta derrubada.

Mato Grosso, Amazonas e Rondônia ultrapassaram os mil km² de desmatamento e foram, nesta ordem, os estados que mais contribuíram com o aumento da taxa de desmate atrás do Pará.

Veja os índices de desmatamento em cada estado

Desmatamento por estado da Amazônia Legal

Estado Prodes 2019 (km²) Contribuição (%)
Pará 3.862 39,56
Mato Grosso 1.685 17,26
Amazonas 1421. 14,56
Rondônia 1.245 12,75
Acre 688 7,05
Roraima 617 6,32
Maranhão 215 2,2
Tocantins 21 0,22
Amapá 8 0,08

Fonte: Prodes/Inpe

Maior desde 2008

O desmatamento na Amazônia entre agosto de 2018 e julho de 2019 foi de 9.762 km², maior número desde 2008, quando a floresta teve mais de 12 mil km² de sua área derrubada.

Em relação ao levantamento do ano passado, houve um aumento de 29,5% de áreas desmatadas em relação ao período de agosto de 2017 a julho de 2018 – quando foram registrados 7.536 km².

O sistema usa esse intervalo porque ele abrange tanto as épocas de chuva quanto as de seca na região amazônica. Desse modo, envolve os momentos mais cruciais no “ciclo do desmatamento” e é capaz de identificar eventuais influências do clima. O desmatamento costuma ser seguido de queimadas.

Realizado desde 1988, o levantamento do Prodes é considerado o mais preciso para medir as taxas anuais de desmatamento no Brasil. Porém, a informação publicada nesta segunda ainda é preliminar: como em todos os anos, o Inpe revisará o dado no primeiro semestre de 2020, e chegará à taxa consolidada.

O Prodes faz seu mapeamento com imagens dos satélites Landsat, CBERS e ResourceSat. O sistema consegue quantificar as áreas desmatadas maiores que 6,25 hectares. Também registra o chamado “corte raso” das florestas, que é a remoção completa da cobertura florestal primária. Segundo o Inpe, o nível de precisão do Prodes é de aproximadamente 95%.

 

FONTE: G1/RO

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