Polícia Federal abre nova fase da Operação Lava Jato, Ex-Governador do Paraná Beto Richa é preso

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Atualizado: setembro 11, 2018

Cerca de 180 agentes cumprem 36 ordens judiciais na Operação Piloto nesta terça-feira (11)

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Piloto, 53ª fase da Operação Lava Jato, nos Estados da Bahia, São Paulo e Paraná.

Cerca de 180 agentes federais cumprem 36 ordens judiciais nas cidades de Salvador (BA), São Paulo (SP), Lupianópolis (PR), Colombo (PR) e Curitiba (PR).

Um dos alvos de um mandado de prisão é o ex-governador Beto Richa (PSDB), candidato ao Senado. A mulher dele, Fernanda Richa, também é alvo de mandados de prisão. As duas ordens vieram da Justiça Estadual.

Também foram presos Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete de Beto Richa no governo do Paraná; Jorge Theodócio Atherino, empresário apontado como “operador financeiro” do ex-governador; e Tiago Correia Adriano Rocha, indicado como braço-direto de Jorge, e responsável por diversas transações financeiras dos empreendimentos do executivo.

O nome da investigação remete ao codinome atribuído pelo grupo Odebrecht em seus controles de repasses de pagamentos indevidos a investigado na operação.

As condutas investigadas na operação da PF podem configurar os crimes de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

Os presos na operação serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde permanecerão à disposição da Justiça.

R7 entrou contato com a defesa de Beto Richa, com o PSDB regional (Paraná) e com o PSDB nacional, mas ainda não obteve resposta.

Entenda o caso

A investigação da PF (Polícia Federal) e do MPF (Ministério Público Federal) apura o suposto pagamento milionário de vantagem indevidas no ano de 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, que favoreciam agentes públicos e privados do Paraná. De acordo com a Polícia Federal, os agentes direcionavam o processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada.

A apuração e a denúncia oferecida pelo MPF, a Odebrecht fez m acerto de subornos com Deonilson Roldo no primeiro semestre de 2014. O objetivo era limitar a concorrência da licitação para duplicação da rodovia PR-323, entre os municípios de Francisco Alves e Maringá. Em contrapartida, a Odebrecht pagaria R$ 4 milhões a Roldo e ao seu grupo.

Após perícia da PF no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, foram identificados cinco pagamentos das propinas, que totalizaram R$ 3,5 milhões, entre setembro e outubro de 2014. Os endereços de entrega ficavam localizados na capital paulistaPaulo, em condomínio relacionado à sogra de Jorge Atherino — “operador financeiro” de Richa.

Conforme o MPF, houve entregas em espécie de R$ 500 mil em 04/09/2014; R$ 500 em 11/09/2014; R$ 1 milhão em 18/09/2014; R$ 1 milhão em 25/09/2014; e R$ 500 milhão em 09/10/2014. Tudo isso, segundo as investigações, estava registrado no sistema de contabilidade ilícito da Odebrecht.

Discriminação dos mandados judiciais:

Salvador (BA): 01 mandado de busca e apreensão;
São Paulo (SP): 01 mandado de busca e apreensão;
Paraná (PR), Lupianópolis (PR): 02 mandados de busca e apreensão;
Colombo (PR): 01 mandado de busca e apreensão;
Curitiba (PR): 28 mandados de busca e apreensão; 02 mandados de prisão preventiva; 01 mandado de prisão temporária.

FONTE: R7.com e  RecordTV

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