Rússia convocará embaixador holandês após acusações de ciberataque

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Atualizado: outubro 8, 2018

Holanda expulsou hackers russos que tentaram atacar organização que combate armas químicas.

A Rússia convocará nesta segunda-feira (8) o embaixador holandês em Moscou, após o anúncio, na semana passada, sobre a expulsão de quatro supostos espiões russos da Holanda, acusados de planejar um ciberataque contra a sede da Organização para a Prevenção de Armas Químicas (Opaq), em Haia, informaram as agências russas.

“A respeito da campanha de desinformação organizada em Haia, o embaixador holandês será convocado no ministério das Relações Exteriores na segunda-feira”, afirmou o ministério às agências russas.

A Holanda anunciou na última quinta-feira (4) que havia expulsado os supostos espiões russos em abril. No mesmo dia, vários países denunciaram ciberataques nos quais a Rússia estaria envolvida. A Rússia chamou as alegações de “coquetel diabólico” de acusações.

O Kremlin afirmou nesta segunda que a Holanda não tem provas para sustentar as suas acusações.

A acusação

Segundo o chefe da agência de inteligência militar da Holanda, Onno Eichelsheim, os quatro russos chegaram a Amsterdã no dia 10 de abril, com passaporte diplomático russo, alugaram um carro e deixaram o veículo com equipamento de espionagem no estacionamento de um hotel localizado perto da sede da Opaq. Os russos, que segundo ele se preparavam para invadir a rede da organização, foram detidos no dia 13 de abril e deportados em seguida.

Quando foram interceptados, um dos russos tentou destruir um dos celulares. Descobriu-se que um de seus aparelhos foi ativado em Moscou, perto do prédio do serviço de inteligência militar russo, chamado GRU. Outro russo tinha um recibo de uma viagem de táxi de uma rua perto da GRU até o aeroporto.

A ministra da Defesa holandesa, Ank Bijleveld, afirmou que um laptop pertencente a um dos agentes foi utilizado no Brasil, na Suíça e na Malásia.

Investigações da Opaq

Na época, a Opaq investigava a utilização de armas químicas na cidade de Duma pelo governo sírio, que tem a Rússia como seu principal aliado. A instituição também trabalhava para idenficiar a substância utilizada no envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal e da filha dele, em Salisbury, no Reino Unido.

O governo britânico afirma que nesse envenenamento foi utilizado o novichok, agente que atua sobre o sistema nervoso desenvolvido pelo setor militar soviético há décadas. O Reino Unido acusa a Rússia de envolvimento no incidente que gerou uma crise diplomática.

Ações no Brasil

Também na última quinta, os Estados Unidos acusaram sete funcionários da inteligência russa de conspirar para hackear computadores e roubar dados em uma tentativa de deslegitimar organizações internacionais antidoping, além de expor autoridades que revelaram o programa de doping de atletas patrocinado pelo governo russo.

Documento do Departamento de Justiça americano dá detalhes, entre outras coisas, de como os russos teriam agido no Rio de Janeiro, por ocasião dos Jogos Olímpicos de 2016 na cidade.

Segundo a Justiça americana, dias após o anúncio da exclusão de atletas russos dos Jogos Olímpicos, por fraudes no processo de testes antidoping, os acusados se prepararam para invadir as redes da WADA, da USADA e da TAS / CAS.

FONTE: G1.COM

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