Protestos em Barcelona, na Espanha, terminam com mais de 180 pessoas feridas

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Atualizado: outubro 19, 2019

Protestos violentos ocorrem pelo quinto dia consecutivo na Catalunha. Polícia usou balas de borracha e bombas de fumaça para dispersar manifestantes

Os protestos violentos ocorridos — pelo quinto dia consecutivo — na noite de sexta-feira na Catalunha terminaram com 182 feridos, a maioria em Barcelona, onde 152 pessoas ficaram lesionadas, informou o Sistema Catalão de Emergências.

Das pessoas que ficaram feridas na capital catalã, 50 tiveram que ser transferidas a um centro de saúde, enquanto 102 foram atendidas e receberam alta no mesmo lugar dos incidentes.

Nas outras cidades catalãs, em Girona 12 pessoas necessitarão assistência médica, das quais três tiveram que ser transferidas. Em Tarragona, sete ficaram feridas, com duas transferências, enquanto em Lérida seis pessoas sofreram lesões e três delas foram encaminhadas a um centro de saúde.

Os distúrbios em algumas ruas do centro de Barcelona se agravaram na noite de sexta-feira com diversos confrontos até a madrugada entre manifestantes agressivos e a polícia, que usou bombas de fumaça, gás lacrimogêneo e balas de borracha contra grupos que incendiaram barricadas, lançaram sinalizadores, pedras, garrafas de vidro e outros objetos.

Diante da intensidade dos distúrbios, pela primeira vez na cidade foi mobilizado um caminhão da polícia autônoma (Mossos d’Esquadra) com jatos d’água — que não lançou água contra os manifestantes — para abrir caminho para as viaturas entre as barricadas.

A noite desta sexta-feira foi a quarta consecutiva de distúrbios em Barcelona, embora no resto da comunidade catalã tenham sido cinco as noites de violência produzida após a condenação de nove líderes separatistas.

Antes dos distúrbios, mais de meio milhão manifestantes se reuniram na sexta-feira no centro de Barcelona, em uma jornada de greve geral, para protestar de forma pacífica contra a sentença que condenou líderes independentistas a mais de nove anos de prisão pela tentativa impulsionar a independência da Catalunha em 2017.

 

FONTE: EFE

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