Manifestação proibida termina com 49 detidos em Hong Kong

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Atualizado: julho 29, 2019

Várias ambulâncias foram vistas cruzando a região onde manifestantes e policiais se enfrentavam. Saldo de feridos não foi divulgado até o momento

Pelo menos 49 pessoas foram detidas na manifestação realizada no domingo (29) no distrito financeiro de Hong Kong, que aconteceu apesar de ter sido proibida pelas autoridades locais.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Polícia confirmou que os detidos são acusados de fazer parte de uma manifestação ilegal – punido em Hong Kong com entre três e cinco anos de prisão e multas – ou posse de armas ofensivas.

Várias ambulâncias foram vistas cruzando a região onde manifestantes e agentes antidistúrbios se enfrentavam, embora não tenha sido divulgado um número oficial de feridos até o momento.

As autoridades tinham autorizado um comício no parque Chater, mas não uma passeata de dois quilômetros ao considerá-la perigosa, o que não impediu que milhares de pessoas divididas em vários grupos protestassem ao longo de seis quilômetros nas ruas principais da região.

Segundo as forças de ordem pública, os “manifestantes radicais” atacaram os agentes antidistúrbios com tijolos, garrafas de vidro, tinta, e inclusive dispararam bolinhas de metal com um estilingue e empurraram um carro em chamas contra os agentes, o que “pôs em perigo suas vidas”.

As autoridades, que asseguram ter apreendido “armas letais” como arcos e flechas, condenaram a atitude dos manifestantes e reiteraram sua “decisão e capacidade de levar os infratores à Justiça”.

Os vários soldados antidistúrbios posicionados nas imediações da delegacia de Wan Chai e da sede do Escritório de Enlace – órgão oficial que representa Pequim em Hong Kong – dispararam várias garrafas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Os confrontos entre Polícia e manifestantes foram particularmente tensos no dia, como pôde constatar a Agência Efe.

Em outro comunicado à parte, o governo expressou sua “enérgica condenação” aos atos dos manifestantes “radicais que ignoraram a lei e a ordem e alteraram de forma violenta a ordem pública”, ao mesmo tempo que destacou seu “apoio total à polícia para que volte a instaurar a ordem pública o mais rápido possível”.

Os atos têm por objetivo protestar contra a atuação policial nas últimas semanas, já que consideram que as autoridades responderam de maneira excessiva para conter os manifestantes e de maneira muito débil no fato do último dia 21 no bairro periférico de Yuen Long.

Lá, 45 manifestantes ficaram feridos após um ataque de supostos membros das tríades (máfias chinesas). Ontem dezenas de milhares de pessoas fizeram uma passeata no bairro, também desautorizada, que deixou saldo de pelo menos 23 feridos e 13 detidos, entre eles um dos organizadores.

Este é um novo capítulo das manifestações que começaram no começo de junho em Hong Kong contra uma controversa proposta de lei de extradição, que levaram a reivindicações mais amplas sobre os mecanismos democráticos do território, cuja soberania a China recuperou em 1997 com o compromisso de manter até 2047 as estruturas estabelecidas pelos britânicos.

FONTE: EFE

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