EUA buscam acordo para enviar imigrantes que solicitem asilo para Guatemala

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Atualizado: julho 13, 2019

Donald Trump receberá o presidente da Guatemala, Jimmy Morales, na Casa Branca, na próxima segunda-feira (15).

O governo de Donald Trump busca um acordo com a Guatemala para enviar de volta ao país imigrantes que solicitem asilo aos Estados Unidos. O anúncio pode ser feito na próxima segunda-feira (15), quando Trump receberá o presidente da Guatemala, Jimmy Morales, na Casa Branca.

De acordo com detalhes da revista The New Yorker, o pacto permitiria aos EUA enviar à Guatemala qualquer solicitante de asilo.

Trump anunciou há cerca de um mês que as negociações para assinar um acordo com a Guatemala estavam avançadas, o que pegou de surpresa muitos analistas, já que muitos dos imigrantes que viajam em direção aos EUA são guatemaltecos.

“Se você vai firmar um acordo, tem que ser capaz de dizer que ele é seguro”, disse Doris Meissner, ex-comissária do extinto Serviço de Imigração e Naturalização dos EUA.

Já Stephen McFarland, embaixador dos EUA na Guatemala entre 2008 e 2011, afirmou que o país sequer tem um sistema econômico capaz de dar emprego aos próprios guatemaltecos. “Receber milhares de cidadãos de outros países por um período de tempo indefinido será muito difícil”, avaliou o ex-diplomata.

Operação para deportar imigrantes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira (12) a operação para deportar migrantes em situação irregular programada para este domingo. “Eles vieram ilegalmente. Nós vamos devolvê-los legalmente. É muito simples”, disse a jornalistas na Casa Branca.

“Vamos expulsar as pessoas e levá-las de volta para seus países”, acrescentou.

“Não é uma coisa que eu goste de fazer, mas pessoas vieram ilegalmente para o nosso país”, insistiu Trump, que disse estar “na obrigação” de levar a medida adiante.

A ação com detenções e expulsões em massa foi anunciada em 21 de junho pelo presidente Trump, que tem na questão migratória um pilar tanto na campanha eleitoral quanto no governo.

Entretanto, a Casa Branca adiou em duas semanas o início das operações para dar tempo ao Congresso de buscar um compromisso sobre as medidas de segurança a adotar na fronteira com o México.

A operação, que começará no domingo, deve afetar 2 mil pessoas em ao menos 10 cidades.

FONTE: G1.COM

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