Porto Velho está entre as que lideram ranking de trânsito mais violento do país

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Atualizado: abril 23, 2019

Capital de Rondônia tem dado negativo e se junta as com mais de 64 mil indenizações

O Brasil teve mais de 328 mil indenizações pagas pelo Seguro DPVAT a vítimas de acidentes de trânsito e seus beneficiários no ano passado, segundo dados do Relatório Anual da Seguradora Líder. Com mais de 64 mil benefícios, as capitais foram responsáveis por cerca de 20% destes pagamentos.

Um levantamento realizado com base no “Indicador DPVAT”, nova metodologia criada pela administradora do seguro obrigatório, releva que Boa Vista e Porto Velho lideram o ranking de capitais com o trânsito mais violento.

O dado considera a proporção entre a frota de veículos no ano da análise e o número de sinistros pagos no mesmo período, permitindo uma avaliação ainda mais fiel do cenário do trânsito de cada localidade.

 Em todas as capitais, a maior parte dos acidentes deixou vítimas com algum tipo de invalidez permanente.

De acordo com o levantamento, Boa Vista teve 81 indenizações pagas pelo Seguro DPVAT a cada dez mil veículos. Porto Velho, a segunda colocada, registrou 79 pagamentos, enquanto Campo Grande atingiu 67.

Na sequência, Teresina (61), Cuiabá (60), Palmas (56), Fortaleza (51), Goiânia (46), João Pessoa (44) e Aracaju (42) completam, respectivamente, as dez primeiras posições.

Já São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte foram as capitais com menor indicador de violência no trânsito quando feita a proporção com a frota, registrando 10, 12, 16 e 17 benefícios pagos para cada dez mil veículos.

Os dados ainda mostram que, em todas as 27 capitais brasileiras, 71% dos pagamentos destinaram-se à cobertura por invalidez permanente (47.838 benefícios). Jovens de 18 a 34 anos também integram a faixa etária mais atingida em acidentes de trânsito nestas localidades.

Quando analisados os números em relação ao tipo de veículo, os sinistros pagos por acidentes envolvendo motocicletas e ciclomotores também são alarmantes. Os veículos de duas rodas foram responsáveis por 77% dos seguros pagos nas capitais, o que equivale a 50.068 sinistros.

O quantitativo ainda representa cerca de quatro vezes mais pagamentos do que os casos envolvendo automóveis.

O Relatório Anual da Seguradora Líder contribui para dimensionar a extensão dos danos causados pela violência no trânsito em todo o país, bem como progressos alcançados pela educação e conscientização da população. Com a divulgação dos dados, a companhia também espera ajudar no desenvolvimento de políticas públicas de prevenção e educação no trânsito.

Veja o ranking completo:

Sobre o Seguro DPVAT:

O DPVAT é um seguro obrigatório de caráter social que protege os mais de 209 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito, sem apuração da culpa. Ele pode ser destinado a qualquer cidadão acidentado em território nacional, seja motorista, passageiro ou pedestre, e oferece três tipos de coberturas: morte (R$ 13.500), invalidez permanente (até R$ 13.500) e reembolso de despesas médicas e hospitalares da rede privada de saúde (até R$ 2.700). A proteção é assegurada por um período de até 3 anos.

Dos recursos arrecadados pelo seguro obrigatório, 50% vão para a União, sendo 45% para o Sistema Único de Saúde (SUS) para custeio da assistência médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito, e 5% são direcionados para o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), para investimento em programas de educação e prevenção de acidentes de trânsito. Os outros 50% são direcionados para despesas, reservas e pagamento de indenizações.

 

FONTE: ASCOM

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