Porto-velhense é única brasileira entre 100 selecionados para viagem a Marte

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Atualizado: fevereiro 18, 2015

No início eram mais de 200 mil candidatos a astronauta no projeto Mars One. Após a fase de entrevistas online, restaram apenas 100 selecionados que prosseguirão na disputa para viagem a Marte. Entre eles está a professora da Faculdade Porto/FGV, Sandra Maria Feliciano, de 51 anos.

Sandra integra o grupo com 50 homens e 50 mulheres que passaram com sucesso a segunda rodada. Os candidatos vêm de todo o mundo, ou seja, 39 das Américas, 31 da Europa, 16 da Ásia, sete da África, e sete da Oceania. A professora é a única brasileira que ainda continua na disputa pela vaga na missão.

“O grande corte de candidatos é um passo importante para sabermos quem tem as qualidades certas para ir a Marte”, afirma Bas Lansdorp, cofundador e diretor-executivo da fundação Mars One em comunicado oficial.

Segundo a professora, as pessoas que forem colonizar o espaço podem ser equiparadas aos navegadores que atravessavam o oceano inóspito, em pequenas caravelas, que podiam esperar pela morte horrível ou pela glória na história e pela riqueza. “Claro que nenhum de nós vai ficar rico indo para Marte, mas aqueles que forem serão os desbravadores, espremidos em pequenas naves, podendo alcançar uma morte horrível ou a glória de entrar para a história. Ir para Marte não é, nesse aspecto, só um desafio, é uma necessidade. Alguém tem que começar. Eu gostaria de ser uma dessas pessoas, ciente das dificuldades que podem ser enfrentadas. Afinal é uma viagem sem volta.”, afirma.

Na quinta etapa do projeto Mars One serão selecionadas 40 pessoas e treinadas pelo período de oito anos. Ao final, 10 casais serão formados e enviados para Marte. A viagem acontece em partes.

Em 2016 serão enviados o satélite de comunicação e rovers para fazer a exploração do local onde se instala a colônia. Entre 2018 e 2020 serão enviados os diversos módulos contendo alimentação, água, oxigênio, painéis fotovoltáicos e o resto do equipamento. Os rovers irão montar parte dessas estruturas. Em 2022 sairão os casulos, que serão também os habitats, com aproximadamente 52m² para cada casal. O módulo contém quarto, sala, banheiro, aérea de hidroponia, higiene. Ao pousar no planeta vermelho esses módulos serão enterrados para impedir a incidência de radiação dentro dos habitats. Os módulos já estão sendo testados na Terra, informa Sandra.

“Meu pai acha sensacional, meus irmãos mantêm um silencio respeitoso e eu sou a única pessoa do mundo que pode ouvir da sua mãe no café da manhã: ‘você não vai para Marte entendeu?’, dito naquele tom em que os pais proíbem os filhos de sair a noite para a balada”, brinca a professora.

Sandra não é casada e não tem filhos, mas é muito próxima de seus pais e irmãos. “Claro que vou sentir falta deles, mas haverá um link de comunicação, com um delay de 17 minutos, a gente vai poder conversar e contar novidades, mesmo que com atraso, se eu for a Marte”, afirma.

Atenta a comunicação com seu parceiro de viagem e demais casais selecionados, Sandra Maria se matriculou no curso de idiomas para aprender inglês e poder se comunicar com os tripulantes.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação/Grupo Pellucio -RO

 

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Um comentário

  1. Rawmison Lima

    25 de maio de 2015 at 19:47

    Olá a todos,
    Ainda não encontrei as informações que expliquem possíveis falhas no projeto Mars-one, situações normais na qual enfrentamos aqui na terra, como por exemplo, termos que sermos levados as pressas para um hospital por estamos passando mal, ou por estamos com dor de dente.
    Agora pense, oque seria daquelas pessoas em momentos como estes? Pra onde elas seriam levadas em caso de haver uma necessidade de internação, ou de uma cirurgia especifica? nós que estamos na terra, as vezes não temos hospitais em nossas cidades com determinada especialidades, agora imagine estando em MARTE!
    Acho que o projeto é muito desafiador, mas caso se realize, teremos milhares de pessoas criticando a partir do momento que um dos astronautas tiverem um situação entre a vida e a morte, e não puderem voltar para a terra para se tratarem de um eventual quadro crítico de saúde.
    Após a primeira morte, as pessoas aqui na terra ficariam comovidas e o projeto seria amplamente criticado a ponto de abalar a continuidade do mesmo. Por mais que os outros astronautas se preparem, o abalo psicológico será inevitável, e isso poderia desencadear pensamentos de suicídio, assassinato dos outros astronautas, crises existenciais dentre outros sentimentos destrutivos, aliás, estas situações são amplamente descritas por pessoas que estão privadas de suas liberdades em penitenciárias aqui na terra, agora pense estando em outro planeta.
    Ficaria honrado caso alguém me esclarecesse acerca destes questionamentos sobre o Projeto MARS-ONE.

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