Percentual de endividados aumenta em agosto e é o maior em seis anos

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Atualizado: setembro 14, 2019

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que o percentual de famílias com dívidas alcançou 64,8% em agosto de 2019, o que representa uma alta em relação aos 64,1% de julho de 2019. Essa foi a oitava alta mensal consecutiva e o maior índice de endividamento desde julho de 2013. Também houve alta em comparação com os 60,7% de famílias endividadas em agosto de 2018.

Houve melhora, no entanto, no percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso: diminuiu para 9,5% em agosto, ante 9,6% em julho e 9,8% em agosto de 2018. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, mesmo com o aumento do endividamento e da inadimplência, as famílias brasileiras se mostraram mais otimistas em relação à sua capacidade de pagamento.

— A redução do comprometimento de renda na comparação mensal e a perspectiva de renda extra com os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS/Pasep ajudam a explicar esse resultado — afirma Tadros.

Entre as famílias endividadas, a parcela média da renda comprometida com dívidas aumentou, na comparação anual, de 29,6% em agosto de 2018 para 29,8%, em agosto de 2019, mas caiu na comparação mensal, já que em julho 29,9% estavam comprometidas.

Entre as famílias com contas ou dívidas em atraso, o tempo médio de atraso diminuiu, nas comparações mensal e anual, de 64,4 dias, em agosto de 2018, e de 64 dias em julho para 63,2 dias em agosto de 2019. Também diminuiu o tempo médio de comprometimento com as dívidas, de 7,1 meses em agosto de 2018 e 7 meses em julho de 2019 para 6,9 meses em agosto de 2019. Entre as famílias com dívidas, 25,2% delas estão comprometidas com as dívidas até três meses; e 31,3%, por mais de um ano.

Já o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso, ou seja, que estão inadimplentes, aumentou na comparação com o mês anterior, passando de 23,9% para 24,3%, e teve alta em relação a agosto de 2018, quando o indicador registrou 23,8%.

FONTE: EXTRA

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