Número de desempregados de longo prazo cresce 42,4% em quatro anos

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Atualizado: junho 18, 2019

A parcela de desempregados que está nesta situação há mais de dois anos avançou de 17,4% no primeiro trimestre de 2015, para 24,8% no mesmo período de 2018, atingindo 3,3 milhões de pessoas no país. O crescimento foi de 42,4% em quatro anos, segundo a análise de Mercado de Trabalho divulgada, nesta terça-feira, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do IBGE.

— O número de desempregados de longo prazo é um recorde e sinal realmente de que a coisa se deteriorou bastante — avalioi Maria Andreia Lameiras, técnica de Planejamento e Pesquisa/Ipea.

O crescimento dos desempregados há mais de dois anos, entre 2015 e 2019, cresceu principalmente entre os mais jovens, com 18 a 24 anos: 56,6%. O dado é preocupante.

— Estudos mostram que passar por um período no desemprego, seja seis meses ou um ano, deixa marcas na trajetória profissional. A pessoa começa a ter menos oportunidades até a médio e longo prazo — apontou Carlos Henrique Corseuil, técnico de Planejamento e Pesquisa (Ipea).

Problema por região

Em termos regionais, o Nordeste é o que tem a maior fatia de desempregados há dois anos ou mais: 28,6%. O Norte fica logo atrás, com 27,6%. O Sudeste tem 23,6%; o Centro-Oeste, 20,5%; e o Sul, 20,4%, após a taxa crescer nos quatro anos 57,9%.

— O que vemos é que a região Sul não tem um problema estrututal de desemprego de longo prazo, pois não alcança ainda a média nacional, mesmo sendo sensível à situação crítica do país e tendo esse crescimento grande — disse Carlos Henrique Corseuil, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea.

 

FONTE: EXTRA

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