Ex-ministro é alvo de fase da Lava Jato deflagrada nesta sexta

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Atualizado: março 9, 2018

Delfim Netto é suspeito de receber 10% do percentual de propina pagos por construtoras por vantagens em Belo Monte

O ex-ministro Antônio Delfim Netto (Fazenda, Agricultura e Planejamento) é um dos alvos da Operação Buona Fortuna, em curso nesta sexta-feira (9) e que investiga um esquema de pagamento de propinas pelo consórcio responsável pela construção da Hidrelétrica Belo Monte.

A PF (Polícia Federal) cumpre, ao todo, nove mandados de busca e apreensão — a casa de Delfim está entre os endereços investigados.

O consórcio Norte Energia, segundo o MPF (Ministério Público Federal), foi favorecido por membros do governo federal para vencer o leilão destinado à concessão da hidrelétrica.

Em troca, por meio de acordos de corrupção, empresas subcontratadas pela Norte Energia fizeram pagamentos de propina para partidos políticos e pessoas físicas ligadas às legendas, no percentual de 1% do valor do contrato e seus aditivos.

Do total da propina, Delfim Netto é suspeito de receber 10% do percentual pago pelas construtoras para vantagens em contratos com a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O restante do valor teria sido dividido igualmente entre PMDB e PT (45% para cada um), segundo o MPF.

O ex-ministo teria sido o responsável pelo repasse da propina por causa de sua atuação na estruturação do Consórcio Norte Energia.

A investigação do MPF já encontrou pagamentos superiores a R$ 4 milhões a empresas ligadas a Antônio Delfim Netto, por meio de contratos fictícios de consultoria. Os repasses foram feitos, segundo a investigação, pela Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS e J. Malucelli — todas integrantes do Consórcio Construtor de Belo Monte.

O total da propina estimada pelos procuradores federais ao ex-ministro é de R$ 15 milhões.

Os pagamentos realizados pela Odebrecht foram registrados no sistema de controle de propinas da companhia. No caso da empreiteira, a empresa que recebeu os recursos foi a “Drousys”, com o codinome “Professor”. As apurações do MPF indicam que não houve serviço prestado pelo ex-ministro às empreiteiras que efetuaram os pagamentos.

O caso que envolve a Usina Hidrelétrica de Belo Monte está sob a responsabilidade da 13ª Vara Federal de Curitiba.

A reportagem do R7 procurou a defesa do ex-ministro Delfim Netto, mas não obteve retorno até o momento.

FONTE: R7.COM

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