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Corregedora do MPF abre sindicância para apurar conflito de auxiliar de Aras com Lava-Jato de Curitiba

Ofício enviado pela força-tarefa da Lava-Jato de Curitiba apontou que subprocuradora Lindora Araújo tentou copiar dados sigilosos de maneira informal

A corregedora-geral do Ministério Público Federal, Elizeta Maria de Paiva Ramos, determinou a abertura de sindicância para analisar os fatos descritos no ofício da força-tarefa da Lava-Jato de Curitiba que acusa a subprocuradora Lindora Araújo de realizar uma manobra ilegal para tentar copiar dados sigilosos da operação. Lindora é uma das mais próximas auxiliares do procurador-geral da República, Augusto Aras, e coordena o grupo de trabalho da Lava-Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR).

O caso foi revelado na sexta-feira pelo GLOBO e foi o estopim para um pedido de demissão coletiva dos procuradores do grupo da Lava-Jato na PGR.

A corregedora, que também é subprocuradora-geral da República, tem boa relação com Aras e com Lindora — ela foi eleita ao cargo com o apoio de Aras. A sindicância deve apurar tanto se houve ilegalidade na atuação de Lindora, como “a existência de equipamentos utilizados para gravação de chamadas telefônicas recebidas por integrantes da equipe da força-tarefa, incluindo membros e servidores. Nesse caso, o objetivo é apurar a regularidade de sua utilização, bem como os cuidados e cautelas necessários para o manuseio desse tipo de equipamento pelos respectivos responsáveis”.

Segundo o ofício da Lava-Jato, Lindora foi a Curitiba realizar uma espécie de inspeção nos trabalhos da força-tarefa, fazendo questionamentos sobre o acervo de processos, um contrato do MPF do Paraná e sobre os bancos de dados. De acordo com o relato, Lindora disse que o trabalho seria acompanhado também por Elizeta, mas que ela não conseguiu comparecer por questões de saúde. Os procuradores, entretanto, consultaram Elizeta para saber se a ação fazia parte de algum processo de correição e receberam a resposta de que não havia nenhum procedimento contra eles no órgão.

Ao abrir a sindicância, Elizeta confirma ter conversado por telefone com os integrantes da força-tarefa, mas disse que não fez nenhum juízo de valor sobre a atuação de Lindora no caso.

FONTE: O GLOBO

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