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Cervejas de lote contaminado foram enviadas para SP, ES e Brasília

Lote com 33 mil garrafas está contaminado com dietilenoglicol, substância encontrada em amostras de pacientes que tiveram doença misteriosa

Cerca de 33 mil garrafas de um lote contaminado da cerveja Belorizontina foram distribuídas para Belo Horizonte e região metropolitana, São Paulo, Espírito Santo, Brasília e outras regiões de Minas. A informação foi confirmada por representantes da cervejaria Backer durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (10).

Um laudo da Polícia Civil de Minas Gerais divulgado nesta quinta-feira (9) apontou para a presença da substância dietilenoglicol em amostras de duas linhas de produção do lote 1348 (L1 1348 e L2 1348). As amostras foram coletadas nas casas de pacientes que apresentaram sintomas de uma doença que causa insuficiência renal grave.

Uma força-tarefa foi criada para investigar se há vínculo entre a contaminação da cerveja e a síndrome nefroneural, que já acometeu 10 pessoas na capital mineira. Um paciente, morador de Ubá, a 280 km de Belo Horizonte, morreu nesta semana.

Amostras de sangue de três pacientes foram analisadas e constataram a presença de dietilenoglicol. A substância, que é utilizada como anticongelante, é tóxica e pode ter causado os sintomas apresentados pelos pacientes, como náusea, vômitos, insuficiência renal, dentre outros.

A cervejaria Backer, no entanto, diz que a substância não é utilizada em nenhuma parte do processo de produção das cervejas na fábrica.

Interdição 

A fábrica da cervejaria Backer, no bairro Olhos d’Água, em Belo Horizonte, foi interditada nesta sexta-feira (10) pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Os donos da cervejaria Backer disseram que não foram informados sobre a interdição.

Segundo a pasta, a medida cautelar foi feita “diante do risco iminente à saúde pública”. O Mapa também determinou ações de fiscalização para apreensão dos produtos que ainda se encontram no mercado.

Cervejas recolhidas

Um dia após o laudo da Polícia Civil constatar a substância tóxica em amostras de um lote da cerveja Belorizontina, supermercados de Belo Horizonte recolheram produtos da Backer das prateleiras.

A cervejaria também anunciou que vai ressarcir clientes que compraram cervejas do lote contaminado.

A Prefeitura de Belo Horizonte disponibilizou nove pontos de recolhimento de cervejas da marca Belorizontina de moradores da capital mineira que ainda possuem o produto para consumo próprio.

 

 

FONTE: R7.COM

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