Casa de alto padrão de sargento suspeito no caso Marielle pode valer até R$ 4 milhões

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Atualizado: março 13, 2019

Avenida Lúcio Costa 3100. Posto 4 da Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O endereço, que ficou conhecido durante a campanha presidencial de 2018 quando centenas de pessoas passavam pelo local todos os dias, alcançaria a notoriedade nacional durante a noite em que milhares de brasileiros festejaram a vitória de Jair Bolsonaro na portaria do condomínio. Mas nesta terça-feira um novo episódio colocou o Vivendas da Barra em evidência novamente no noticiário. Ronnie Lessa , sargento reformado da Polícia Militar que foi preso durante a madrugada suspeito de ter participado do assassinato de Marielle Franco (PSOL) e Anderson Gomes , também mora no condomínio de alto padrão. Por lá, o preço das casas pode variar de R$ 1,6 milhão a R$ 4 milhões de reais, de acordo com anúncios publicados na internet.

Em um dos anúncios, uma casa é anunciada por R$ 4,3 milhões. A residência, de 420 metros, tem cinco suítes. E a segurança é um item indispensável no entre as qualidades do imóvel oferecidas pelo anunciante.

A discrição, até mesmo entre os moradores, chama a atenção no condomínio de 150 casas distribuídas por sete ruas.

– Eu nunca vi esse Ronnie. Se já esbarrei com ele não lembro – diz um morador que preferiu não se identificar.

Segundo ele, não há um perfil único entre os residentes do Vivendas.

– Aqui mora de tudo um pouco – define.

O contato de Ronnie Lessa com os vizinhos era raro, segundo os relatos ouvidos pelo GLOBO. Uma coincidência, porém, chama a atenção. O sargento reformado da Polícia Militar mora na mesma rua onde o presidente Jair Bolsonaro mantém residência.

– Quase não via o Ronnie. Devo ter esbarrado com ele umas três vezes. Ele mora a três casas do Jair Bolsonaro – comenta outro morador.

O perfil dos residentes também mudou. Se antigamente o condomínio, um dos mais antigos do bairro, era composto de moradores que chegaram na região no início da ocupação da Barra da Tijuca, nas décadas de 1960 e 1970, uma leva de novos condôminos nas últimas décadas diminuiu a interação entre os vizinhos.

– Antigamente todos os moradores se conheciam, mas mudou muito – atesta um residente do local.

Na orla da Barra da Tijuca, o entra e sai se restringe basicamente ao fluxo de veículos. É raro um morador deixar a casa a pé. O tamanho da casa, porém, pode variar, explica um morador:

– As casas são geminadas. Então, tem gente que ocupa o espaço de duas casas, com uma residência maior, e outros que são donos de apenas uma. A do Ronnie é grande porque é equivalente a duas casas.

Um funcionário que trabalha há quatros anos no condomínio descreveu a rotina do sargento reformado como discreta:

– Eu só o vi umas duas vezes até hoje. Era uma pessoa discreta, que quase não saía de casa. Mas outros funcionários dizem que ele parecia ser uma pessoa tranquila no trato com os funcionários.

Um guardador de carros da orla diz que Ronnie é de Campo Grande, bairro da Zona Oeste do Rio:

– Ele é da minha área. Já vi ele lá.

FONTE:  EXTRA

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