Martinez e Aguero garantem a classificação de Lionel Messi

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Atualizado: junho 24, 2019

Com o seu astro e capitão visivelmente desalentado, a seleção da Argentina padece para bater o Qatar, 2 X 0, e continuar viva na Copa América/2019

É óbvio e é ululante. A “Albiceleste” da Argentina não poderia depender, exclusivamente, de Lionel Andrés Messi Cuccittini, nascido em Rósário, dia 24 de Junho de 1987. Desde 2005 incluído no time principal do Futebol de sua pátria, o capitão da seleção já acumulou, pelo seu único clube como profissional, o Barcelona da Espanha, 10 sucessos em La Liga, 6 triunfos na Copa Del Rey, 7 na Supercopa, 4 na Champions League e 3 na Supercopa da UEFA, outros 3 no Mundial da FIFA. Pela “Albiceleste”, porém, só dois títulos, dignificantes, mas em categorias menores, a Sub 23 e a Sub 20, na Olimpíada de Pequim em 2008 e no Mundial da Holanda em 2005. Neste 23 de Junho de 2019, na Copa América realizada no Brasil, o treinador Lionel Scaloni teria que arrancar atuações minimamente convincentes da sua equipe inteirinha.

Com apenas um empate em duas partidas pelo Grupo B da 46ª edição da competição, a “Albiceleste” necessitava vencer o time convidado do Qatar para se escafeder da rabeira da tabela e, talvez, talvez, no depender do placar de Colômbia (6 pontos) versus Paraguai (2), conquistar uma vaga na próxima etapa da Copa, as quartas-de-final. Ironicamente, quem despontou, mesmo, na peleja, foi um certo Saad Al-Sheeb, o estouvado arqueiro do elenco dos “Al Annabi”, ou “Marrons”. Aos 3’, numa saída de bola ridícula até numa pelada de praia, Sheeb cedeu a bola a Lautaro Martínez, que não titubeou e inaugurou o resultado. Daí, a Argentina produziu mais meia-dúzia de oportunidades de dobrar e de se garantir. Mas, careceu absolutamente de pontaria.

Impressiona, negativamente, claro, a insistência atroz de Scaloni em utilizar Kun Aguero, fora de forma, e Giovani Lo Celso, do Betis de Sevilha, fraquíssimo, e relegar, ao banco de reservas, craques como Angel Di Maria, do PSG, e Paulo Dybala, da Juventus de Turim. Muito pior, quando retirou Lo Celso, aos 55’, enviou ao jogo Marcus Acuña, um mero coadjuvante no Sporting de Portugal. E a “Albiceleste” sofreu com a ameaça de que, mesmo num contra-ataque esporádico, o Qatar igualasse. Sumido na porfia, nas raras ocasiões em que uma câmera o flagrava, Messi exibia uma expressão de tristeza e desalento. Só aos 76’ o treinador ousou e colocou Dybala. No lugar de Martínez, todavia. Messi testemunhou, de cabeça baixa, mão no rosto, uma afirmação de evidente discordância. Patética, a solidão do Leo10.

Afortunadamente para Scaloni, e para o capitão, aos 82’ o ex-genro de Dieguito Maradona, sim, ele, Aguero, ressuscitaria num espetaculoso lance individual, a carregar a pelota desde quase a divisória do gramado, os dribles em dois adversários e o arremate implacável, 2 X 0. Como a Colômbia suplantou o Paraguai por 1 X 0, subiu aos 9 pontos na tabela de classificação. A Argentina melhorou a sua posição e ficou com 5, a segunda posição. Agora, os “Cafeteros” esperam a definição do Grupo C, nesta segunda-feira, 24 de Junho, Chile X Uruguai e Equador X Japão. A Argentina pegará a ascendente Venezuela, na sexta-feira, dia 28, no Maracanã, no Rio de Janeiro.

FONTE: R7.COM

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