Esporte

Fluminense propõe redução de salários em até 25% e tenta acordo

Diretoria tricolor tenta acertar atrasados e monta proposta para o semestre, independentemente da volta dos campeonatos até lá. Porém, termina semana ainda sem definição sobre negociações

Depois da tentativa frustrada de um acordo coletivo durante a pandemia do coronavírus, que paralisou todas as competições no Brasil, cada clube ficou responsável por buscar individualmente um entendimento com seus próprios jogadores sobre redução de salários. Alguns já conseguiram, como por exemplo Grêmio e Fortaleza. Mas a maioria encontra dificuldades, e há casos que o corte será forçado, como no São Paulo e Atlético-MG.

No Fluminense, o presidente Mário Bittencourt, que esteve à frente da Comissão Nacional de Clubes buscando o acordo coletivo, preferiu não fazer nada por imposição e passou a semana negociando com o elenco. Mas ainda não se chegou a um consenso. O GloboEsporte.com apurou que a diretoria montou uma proposta para o semestre e propôs diferentes reduções por mês, variando de 15% a 25%.

A parte que pode gerar “polêmica” é que o corte seria mantido até junho, independentemente da volta ou não dos campeonatos no período. Outra questão que pesa contra vários clubes neste tipo de negociação é o atraso salarial. O Fluminense corre para acertar o mês de fevereiro – pagou esta semana 40% da remuneração para jogadores e funcionários – antes do vencimento de março, na próxima terça-feira.

A exemplo de outros clubes, o Fluminense deu 20 dias de férias para jogadores e comissão técnica a partir de 1º de abril – prazo que poderá ser prorrogado por mais 10 dias, dependendo das mudanças no calendário do futebol brasileiro. O Campeonato Carioca, por exemplo, está suspenso até 30 de abril. Os outros 10 dias que o elenco tricolor tem direito serão dados no final do ano.

Carta dos dirigentes para a diretoria, abrindo mão de 15% dos salários — Foto: Reprodução

Dirigentes já reduziram salários

A redução salarial nas Laranjeiras começou internamente e por iniciativa própria de dirigentes. Diretores, gerentes e prestadores de serviços comunicaram através de carta à diretoria que abriram mão de 15% dos salários para destinar ao pagamento dos funcionários que ganham menos. A informação foi divulgada pela Rádio Globo e confirmada pelo GloboEsporte.com. O Fluminense manteve os nomes, tanto de quem está ajudando quanto de quem será ajudado, sob sigilo.

Na semana passada, o presidente Mário Bittencourt – que não faz parte da iniciativa porque seu cargo no clube não é remunerado – usou as redes sociais para elogiar a atitude de seus companheiros e dizer que outras medidas seriam tomadas “para amenizar os prejuízos” durante a quarentena. Depois disso, o clube já pediu suspensão de penhora na Justiça, deu descontos em mensalidades para sócios proprietários e contribuintes e dobrou os benefícios dos sócios-torcedores.

O Fluminense vive um momento de dificuldade financeira que tende a piorar durante a paralisação do futebol no Brasil. O clube vem precisando parcelar os salários neste início de ano e atualmente deve 60% de fevereiro para jogadores e funcionários CLT, e 100% do segundo mês do ano para os PJ. Internamente, diretores e gerentes que ganham acima de uma determinada faixa salarial decidiram agir para amenizar a situação dos mais necessitados.

FONTE: GLOBO ESPORTE.COM

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