Corinthians joga hoje para ir à decisão da Liberta feminina

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Atualizado: outubro 25, 2019

Timão enfrenta o América de Cali, da Colômbia, nesta sexta-feira, por vaga na final do torneio

Em Quito, no Equador, o time feminino do Corinthians tentará chegar à sua segunda final de Libertadores da história. Nesta sexta-feira, às 21h30 (de Brasília), o Timão enfrenta o América de Cali, da Colômbia, na semifinal da competição. O duelo será no Estádio Olímpico de Atahualpa.

Para chegar à decisão, o Corinthians venceu o mesmo América de Cali na primeira fase, por 3 a 1, além de ter batido o Club Ñañas (EQU) e empatado em 2 a 2 com o Libertad Limpeño (PAR). Nas quartas de final, vitória por 2 a 0 sobre o Santiago Morning (CHI).

O mais importante, porém, foi a superação dos dias difíceis de medo e tensão em solo equatoriano. O país viveu dias de protestos violentos, com centenas de mortos e feridos, e deixou a delegação do Corinthians bastante assustada. O time, inclusive, chegou a ser impedido de deixar o hotel e perdeu um dia de treino no campo em função de tais problemas.

Corinthians na Libertadores Feminina, no Equador — Foto: Bruno Teixeira/Ag. Corinthians

– Foi um pouco mais complicado, cheguei depois de três dias que o time já estava aqui. Tive uma tensão, sim. Na Polônia (com a seleção brasileira), eu já tinha visto tudo o que estava acontecendo. Fiquei chateada. Fiquei com medo do que poderia acontecer, se daria para sair do aeroporto ou não, como seria quando a gente chegasse no hotel. E como as meninas estavam com tudo isso, então foi preocupante. E mais ainda preocupante depois por não poder sair do hotel. Mas estávamos seguras, todas juntas. A diretora (Cris Gambaré) nos deixou muito tranquilas em relação a segurança. Mas tristes pelas situação do país – contou Érika, uma das líderes do elenco, ao GloboEsporte.com.

Érika em visita a local turístico de Quito, no Equador, pelo Corinthians — Foto: Bruno Teixeira/Ag. Corinthians

– Sabíamos que não dava para pensar só no futebol. Eram pessoas sendo mortas, pessoas brigando por seus diretos e tínhamos que esperar algo acontecer. Esperamos o torneio se manifestar, como seria a organização. E a gente esperou para que desse tudo certo – completou.

O Corinthians chegou à capital equatoriana dias antes do torneio para facilitar a adaptação das jogadoras com a altitude do local. Assim, a delegação está viajando desde o começo do mês.

Confira mais da entrevista exclusiva com Érika:

GloboEsporte.com: Você não estava na conquista da Libertadores em 2017, mas várias jogadoras do atual elenco estavam. O que pode falar sobre?

Érika: – A gente já ficou sabendo do que aconteceu mais ou menos em 2017 e viemos até que preparadas para isso. Fizeram um bom torneio, também. Viemos um pouco antes, já sabendo de tudo o que poderia acontecer. Tivemos toda a estrutura montada e adequada pelo Corinthians. Ficamos felizes com isso. Chegamos muito bem para poder já estar mais preparada do que o normal, do que chegar direto para o jogo. Fico feliz de estar aqui e poder disputar essa Libertadores, como já disputei por outros clubes. Viemos mais preparadas em relação a isso.

Qual avaliação você faz do desempenho do Corinthians nos jogos anteriores?

– Primeiro que nosso desempenho não importa se tem vitórias ou derrotas, o importante é chegar. Algumas equipes ganharam de muitos, mas chegam no final e não conseguem. Outras que perderam e agora estão classificadas. Queremos chegar no nosso patamar o melhor possível. Feliz pelo bom trabalho. Espero que a gente possa chegar, sim, nessa final. O trabalho está sendo bem feito desde o começo e é esse o nosso foco. Não perder nenhuma partida e chegar à final.

Qual a análise que faz do América de Cali, rival desta sexta-feira?

– América de Cali é uma equipe muito técnica, joga com a bola no chão. Isso facilita para a gente jogar, para nossa marcação. Não dá chutão. A gente gosta de jogar contra equipes assim. Tem qualidade, visão de jogo, jogadoras muito rápidas, também. Jogadoras de qualidade ali no meio e temos que segurar um pouco. Temos que estar atentas a qualquer enfiada de bola delas para as atacantes, mas vai ser um jogo muito gostoso. De igual para igual. Bola no chão, qualidade técnica. Vai ser importante. Não podemos ficar pensando no resultado de antes. Futebol é uma caixinha de surpresas. Ir de pouco em pouco. Já conhecemos o time delas e isso vai facilitar para nós.

O Corinthians faz uma grande temporada, com números extraordinários, mas ficou com o vice no Brasileirão, perdendo a final para a Ferroviária. Isso aumenta a pressão para transformar os bons resultados em taças?

– A gente, como jogadora, não pensa exatamente nos números, mas sim na temporada que fizemos em relação a trabalho. Fizemos uma grande temporada, um grande ano. Esperamos que continuem os grandes jogos. Não pensamos em recorde, em pressão. Se tiver, que venha. Já estamos acostumadas com isso, temos que ter essa carga, sim. Gostamos dessa pressão, desse desafio. Fazemos o nosso trabalho, independente do que aconteça. Temos a possibilidade de reverter o vice no Brasileiro trazendo o Paulistão. Estamos controladas sobre o que fazer.

FONTE:  GLOBOESPORTE.COM

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