Em Linhas Gerais

Reforma da Previdência é necessária para o Estado e Municípios – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“A política é a arte de buscar problemas, encontrá-los, fazer um diagnóstico falso e aplicar depois os remédios equivocados”. Groucho Marx, ator e humorista nascido em Nova Iorque em 1890.

EDITORIALZIM

Este é mais um ano eleitoral. É portanto mais um ano de proliferação das promessas de sempre nesse universo paralelo em que tais promessas (em sua maioria) foram feitas e nunca concretizadas. Os eleitores da capital rondoniense não devem esquecer os fatos do passado, como as denúncias de corrupção feitas, tão graves, a ponto de colocar por uns dias na cadeia o único prefeito do PT, personagem lúgubre ainda capaz de sonhar com o retorno à política.

Tivemos uma alternância de Poder decorrente dos tempos em que as gestões não eram minimamente confiáveis. O povo entrementes continua sob a ameaças do velho tempo em que, só para aclarar essa argumentação, demorou mais de 20 anos para concluir uma obra pequena como foi a “Maternidade Municipal”. Quem não se lembra que a tal maternidade serviu para dar emprego a uma apaniguada mesmo antes de existir de fato?

Nas eleições desse ano cabe aos eleitores da capital de Rondônia exercer seu direito renovando o visceral repúdio a esses personagens insepultos da velho política que se movem nas sombras para voltar ao palco das disputas.

Não se deve esquecer que daquela época recente nem os órgãos forenses mais expertos investigaram nada.

Nem em casos extremos como a destruição do sistema de transporte urbano, substituído por um monstrengo batizado de “SIM”, nem as denúncias de desvios monumentais em obras como a da Vieira Cahula, entre outras, motivaram condenações.

Personagens de enorme projeção negativa do passado, como a criação do malfadado SIM, põem suas manguinhas de fora em mensagens como “Fora Energisa”, imaginando que isso possa ser uma plataforma capaz de legitimar sua presença na disputa desse ano. Ora, o povo não é bobo! E agora, com a rede social dinâmica, não cairá mais nesse conto do vigário.

O profundo descontentamento com os gestores do passado é um dos pontos que ainda favorecem uma reeleição do atual prefeito, mesmo que na sua primeira gestão ainda não tenha alcançado as transformações de grande calado de que tratou na sua primeira disputa, garantindo um período de total ruptura com os tempos desastrosos do comando de seus antecessores.

Nesse momento o prefeito Hildon Chaves ainda conta com um elevado nível de aceitação, especialmente pelas expectativas de realizações de grande impacto para a cidade.

Certamente o prefeito, embora não seja um expert em política, precisa estar sempre atento com o risco de baixas pois o consenso atual ainda é frágil e a sociedade não é mais silenciosa.

Os desafios existentes para transformar Porto Velho numa capital orgulho do estado e do país são significativos. Há muito por corrigir de erros antigos, há muito para alcançar, para cuidar e preservar. É preciso melhorar o estado das coisas em áreas sensíveis como a saúde, a segurança e a infraestrutura.

Como observador do momento acredito que o prefeito deve preocupar-se sensivelmente com a geração de empregos para os moradores da capital rondoniense. Muito dos problemas sociais da nossa cidade têm como origem a falta de oportunidades. Nada melhor que tornar nossa economia mais próspera.

A esperança de que ainda não existe nome melhor para gerar os resultados capazes de transformar a capital rondoniense em um local onde se possa viver com qualidade faz do atual prefeito um nome com grande chance de obter um segundo mandato. Seus oponentes precisão muito mais da velha retórica para serem competitivos na corrida desse ano.

CHUVAS

Estamos vivendo novamente mais um tempo chuvoso em Rondônia. Em Porto Velho, a capital, o domingo foi um dia de chuvas em boa parte do período. E como acontece ao longo dos anos, muitos portovelhenses têm enfrentado problemas com esse “inverno” típico e seus temporais.

É claro que chuvas em grande quantidade e de maneira frequente provocam uma série de transtornos em todas as cidades do mundo, embora algumas sejam mais preparadas para enfrentar as intempéries do que outras. Lamentavelmente a capital rondoniense não tem a infraestrutura necessária para escapar desses transtornos, principalmente em fundos de vales.

IMPERMEABILIZADAS

Com a falta de galerias pluviais e praticamente toda impermeabilizada pelas ruas pavimentadas com asfalto, em Porto Velho qualquer chuva se transforma rapidamente em enxurradas que se deslocam para as partes mais baixas, e vão criando buracos nas vias.

Os problemas nessas áreas de alagamento nunca foram verdadeiramente resolvidos pelas gestões anteriores. Faltaram as canalizações de igarapés, faltaram obras de vulto destinadas à drenagem de áreas mais baixas, ou seja, das várzeas. Faltou também políticas que impedissem a ocupação humana dessas várzeas, responsável pela degradação desses ambientes.

HÁBITO

Ajudaria muito se a população perdesse o hábito de jogar lixo e embalagens plásticas nas ruas, responsáveis por boa parte dos alagamentos e entupimentos de bueiros.

Enquanto esse péssimo costume continuar (tem gente capaz de jogar nos lugares mais inadequados até colchões) a simples limpeza de bocas de lobo e galerias não será suficiente para combater as inundações.

PREVIDÊNCIA

Em Rondônia sindicatos de servidores públicos estão preocupados com a possível reforma na previdência dos servidores. E nesse sentido começaram a fazer um lobby grande junto a deputados estaduais.

É claro que as contas do estado rondoniense são motivo de preocupação. Se nada for feito, no futuro Rondônia poderá encontrar-se em situações de calamidade como os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Rio Grande do Sul, onde o atraso no pagamento dos servidores virou rotina.

A reforma da Previdência, que representa uma esperança para se evitar a catástrofe dos estados acima enumerados, aprovada no âmbito da União não chegou a Rondônia. Então é justificável a mobilização de todos em favor da reforma não só no estado mas também nos municípios. É preciso evitar o risco de insolvência nas contas públicas.

ALERTAS

Segundo consta, a maior parte dos municípios rondonienses já foi alertada pelo Tribunal de Contas sobre seu desequilíbrio orçamentário.  Também boa parte das Câmaras Municipais está no radar do TCE.

Nas prefeituras as falhas na arrecadação esperada, o descumprimento de metas fiscais e o déficit orçamentário são motivos de preocupações. Segundo se informa, o peso do pagamento do funcionalismo e dos aposentados ganha proporções cada vez maiores na geração de crises. Essa situação de descontrole poderá provocar estragos políticos arrasadores para gestores públicos com dificuldades em propor a nova previdência municipal.

CARNAVAL

A prefeitura de Porto Velho não deverá gastar dinheiro público com a realização do carnaval de rua nesse ano. E também não deverá apoiar financeiramente as escolas de samba, como aconteceu em anos anteriores.

A explicação é simples: A prefeitura terá de desenvolver todas as atividades ao longo do ano com um orçamento apertado. Sem recursos, acertadamente o poder público municipal optou por não financiar a festa realizando apenas alguns eventos paralelos ainda a serem definidos para comemorar a data.

Nada impede que as escolas de samba e os blocos busquem patrocinadores para os desfiles, que usem da criatividade para fazer um evento diferenciado, sem necessidade de uma grande estrutura para acomodar o público. O caminho para manter as tradições carnavalescas da cidade passa necessariamente por soluções criativas e inovadoras das agremiações. Só agindo de maneira independente é que será possível evitar surpresas como esta no futuro e garantir o sucesso da festa.

CAIU

Número de matrículas no ensino médio e no fundamental caiu em 2019. É muito triste, isso. Porém, às vezes, é melhor do que a criança ir à escola pra xingar, maltratar o professor.

SEGURANÇA

São alarmantes os números da violência em Rondônia. Estamos entre os estados mais perigosos do Brasil. A maldade está nas pessoas e não na cidade. Infelizmente pessoas maldosas andam soltas por aí praticando suas maldades. Enquanto o cidadão de bem, que levanta cedo, para trabalhar, trazer o sustento para a sua casa, e pagar seus impostos, anda apreensivo pelas ruas sem saber se chegará a poder voltar para a sua casa no fim do dia. Infelizmente! O mal está dentro de muitas pessoas que cruzam nosso caminho.

NO BOLSO

Só roubo no bolso do povo! DPVAT e IPVA… não tem retorno que beneficie a população… O DPVAT tem que entrar com processo pra poder receber, pois eles colocam um monte de empecilho quando é acionado…

AUTOR: GESSI TABORDA –  COLUNISTA EM LINHAS GERAIS –  JORNALISTA

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