Prefeitos terminam o ano sorrindo diante da promessa bilionária de Temer – por Gessi Taborda

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Atualizado: dezembro 11, 2017

FILOSOFANDO

Fui ser ator para não trabalhar, preferia viver.” GERARD DEPARDIEU (1948), ator, cineasta e empresário, nascido na França e naturalizado russo. De origem extremamente humilde de uma família operária metalúrgica, Gérard abandonou a escola aos 12 anos e foi viver nas ruas, sendo acolhido por prostitutas. Sua carreira como ator engloba atuação em mais de 140 filmes.

CURTO RECESSO

Com essa coluna iniciamos um curto recesso. Estaremos de volta no novo ano. Então, aproveitamos a coluna dessa terça feira para agradecer todos leitores, desando um final de ano repleto de alegrias e um novo ano cheio de conquistas. Nosso intuito é, ao retornarmos, seguir construindo e consolidando cada vez mais a longa convivência de EM LINHAS GERAIS nas muitas plataformas em que é publicada.

IMPLOSÃO

A denúncia do deputado estadual José Hermínio, veiculada na semana passada com estardalhaço nas redes sociais, é uma bomba de alto potencial destrutivo politico contra o governo rondoniense, Confúcio Moura. Será difícil dessa vez as táticas de prestidigitação do governador Rondoniense, sempre usada para abafar fatos negativos de sua gestão, dar certo. Não há blindagem capaz de segurar os tirambaços a serem disparados pelas instituições de fiscalização externa, como os MPs (estadual e federal) e certamente das polícias de investigação judiciária, como a própria polícia federal.

DESDOBRAMENTOS

O deputado José Hermínio não é um primor na ação legislativa. Mas quando denuncia que o governo do estado andou pagando dezenas de milhões para uma obra que não existia e, pelo que consta, para uma empresa que nem tinha mais contrato com a administração do estado, é de se esperar que o parlamentar esteja disposto a ir às últimas consequências para defender o erário e punir os ladrões do dinheiro público.

FIM DO AMÉM

Embora não seja um deputado muito prestigiado em seu meio, caberá a Hermínio fazer com a Assembleia saia de sua cômoda posição do amém e inicie uma investigação sobre a grave denúncia. O deputado (que hoje está no PDT) não pode ficar só no barulho, só na denúncia vazia. Tem obrigação de levar o assunto ao plenário da Casa e exigir (no mínimo) a abertura de uma CPI contra o governo do peemedebista Confúcio. A comprovação dos fatos apontados por Hermínio é, pelo visto, mais do que suficiente para tirar da vida pública Confúcio Moura e até apertar o torniquete sobre outras denúncias existentes contra ele na esfera do Judiciário.

MISTÉRIO

O assíduo leitor dessa coluna, Flávio Daniel, chamou a atenção para um mistério que essa coluna levantou por algumas vezes sem conseguir respostas adequadas: orçamento da obra da sede do Legislativo Estadual. O portentoso edifício está na fase final de construção. É obra iniciada a mais de uma década. Fica numa região cercada por sedes de instituições importantes do controle externo como Tribunal de Contas, Ministério Público, Tribunal de Justiça, etc, etc.

MOTIVO

O Flávio Daniel alertou a todos para a falta de informação do custo da obra, do seu tempo de duração. A informação, de acordo com legislação em vigor, deveria estar exposta numa placa colocada na frente da construção. Como isso não existe (e parece não chamar a atenção nem das instituições de controle externo) fica a impressão de que os responsáveis por aquele monumento faraônico tem todo interesse em manter tudo misteriosamente escondido do cidadão-contribuinte-eleitor. Qual motivo???

300 MIL

Pelo ultimo levantamento, nas penitenciarias do Brasil estão 720 mil presos. Desse total, 300 mil são considerados provisórios. O que é um preso provisório? É um pobre, miserável, que não tem direito a coisa alguma, nem de saber que crime cometeu. Pode ter sido alguma coisa insignificante, não têm condições para grandes lances. Sem recursos para pagar advogado, não sabe quando será julgado. Uma barbaridade. Pode ficar para sempre submetido  a esse tratamento selvagem.

MOTIVOS

Governo e políticos governistas vivem apregoando que não existe mais crise no Brasil. Mas os próprios dados oficiais falam de 13 milhões de desempregados e de uma multidão ligada ao subemprego e atividades de “bico” para sobreviver. Ora, se o país está melhorando tanto, o que explica o crescimento do êxodo para o exterior em 160% desde 2011? O brasileiro abandona o país por constatar que não existe aqui uma força política que seja portadora de um discurso de esperança, de um discurso político que seja novo.

ALMOÇO

O prefeito Hildon Chaves reunião personalidades da mídia e políticos (notadamente vereadores) para um almoço no último domingo (10) em sua vivenda. Evento disputadíssimo em torno de mesa farta e chope generoso e boa música. O colunista esteve presente, quebrando um longo jejum com generosas doses do melhor escocês. Pretensos candidatos a participarem da corrida eleitoral do novo ano lá estiveram.

Além da conversa animada sobre questões políticas, o colunista foi premiado com um exemplar do livro Réu do Sexo, um romance portovelhense escrito por William Haverly Martins, membro da Academia Rondoniense de Letras.

LIVRE

Na próxima quinta feira, dia 14, Marcelo Odebrecht deixa Curitiba, vai para a mansão no Rio de Janeiro. Ficou  3 anos preso, fez  a mais opulenta delação, não só pessoal mas também coletiva. Todos foram libertados, ele “colaborou” de todas as formas, mas não obteve a liberdade.

TÁ DIFÍCIL

É cada vez pior a situação eleitoral do PSDB. Mas não deve ser por isso que o nome de maior relevância do partido (Expedito Júnior) não compareceu ao almoço de confraternização do prefeito Hildon Chaves. O partido no plano nacional agora tem um presidente, mas continua sem definição. Foi o próprio Alckmin que disse na convenção onde foi eleito: “pessoalmente sou a favor de Temer e da Reforma da Previdência”.

PREFEITOS SORRIDENTES

Ainda sem votos suficientes para aprovação da reforma da Previdência na Câmara, o governo tenta a todo custo aprovar o texto ainda neste ano. A última promessa foi anunciada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. De acordo com ele, caso a reforma seja aprovada, serão liberados R$ 3 bilhões para os prefeitos em 2018.

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