Políticos fazem sigilo na escolha (dificílima) de vices – por Gessi Taborda

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Atualizado: Fevereiro 7, 2018

FILOSOFANDO

A ética a ser observada nas três esferas de Poder passa a constituir a pedra angular e perene, precisa ser impressa na mente de nossa juventude.” Trecho do discurso proferido por Manoel Pereira Calças em sua posse como presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, o mesmo que defendeu o auxílio-moradia para juízes que, como ele, tem casa para morar e muitos imóveis compondo seu milionário patrimônio.

HORRORES

A ofensiva de Michel Temer pela aprovação a qualquer preço da reforma da Previdência está virando um show dos horrores. Não há como classifica-la diferentemente, principalmente após a clonagem publicitária do “Lá no Posto Ipiranga” para tentar conseguir o apoio popular. As campanhas pagas pelo contribuinte continuam sendo o mentiroso mantra do combate aos privilégios na Previdência. Provavelmente a tal “reforma” seja votada até o final desse mês, embora seja difícil acreditar. E a equipe do Governo sabe que não tem a quantidade de votos necessária para aprovar o texto atual da reforma. Os verdadeiros privilegiados da Previdência sequer entram nas propostas da equipe econômica.

SILÊNCIO

O comprometimento do PTB rondoniense com quem está no poder em Rondônia é a postura comum dos caciques desse partido. Por isso não deve surpreender ninguém o impressionante silêncio do petebista Nilton Capixaba diante da cara de pau de seu partido, em nível nacional, em buscar manter a indicação da filha de Roberto Jefferson à titularidade do Ministério do Trabalho. Aliás, em resiliências onde nomes de alto coturno se envolvem, Nilton sempre prefere o silêncio a tomar qualquer posição. Só fala demais quando é para cooptar votos nos grotões do estado, com as famigeradas “emendas” parlamentares ao orçamento.

ESCÂNDALO

Nilton carrega em sua história política a denúncia de sua participação no escândalo da máfia das ambulâncias, no esquema montado pelos Vedoins, de MT. Os anos vão passando e ele, até agora, não foi punido pela denúncia de corrupção. Pode ser outro beneficiário da contumaz prática do engavetamento de processos envolvendo políticos na prática dos crimes do colarinho branco. Algo similar ao registrado em Roraima em relação ao senador Jucá.

MUDANÇAS

Independente da vontade das urnas, as bancadas federal e estadual rondonienses vão ter mudanças em 2018. Pelo menos dois deputados federais e três estaduais externaram em conversa nas rodas sociais a intenção de trocar de parlamento. Isso não será uma novidade. No passado um membro da bancada federal (Silvernani Santos) preferiu não arriscar uma reeleição. Voltou ao parlamento estadual que presidiu pela última vez. Agora deputados desconfiados da impossibilidade de renovar o mandato deverão repetir a estratégia.

MOTIVOS

Não passa um dia sem que alguém me pergunte quis motivos me levaram à aposentadoria. É simples: cansei de enxugar gelo. Passei décadas escrevendo em dezenas de veículos de comunicação denunciando toda sorte de irregularidades da gestão pública, todo tipo de falcatrua, desvios e marcas de desonestidades de políticos e, como dizia Rui, vendo as nulidades vencerem, se locupletarem… Então penso que parei na hora certa. O jornalismo de hoje tem muito pouco espaço para quem procura ser veraz.

PARADEIRO

Um novo período de paradeiro das atividades deverá ocorrer tanto na Câmara Municipal de Porto Velho como na Assembleia Legislativa de Rondônia. Os trabalhos em ambas as casas legislativas aconteceram nesse início de fevereiro. Acontece que já estamos praticamente no início do carnaval e a tendência é essa redução de atividades, especialmente em ano de eleições.

POUCO TEMPO

Esse será um ano atípico, por ser eleitoral, nos parlamentos. E assim presume-se que haverá uma corrida para fazer o que tiver de ser feito, como aprovar e propor projetos, antes de julho. Afinal, logo após o primeiro semestre ocorrem as convenções partidárias e o início da campanha.

NÚMEROS

Daqui até maio os números deverão mudar. Hoje há uma previsão de que pelo menos uns dez vereadores da capital rondoniense são candidatos a deputado estadual ou federal. Dessa vez nenhum dos integrantes do parlamento mirim tem demonstrado interesse em disputar o cargo majoritário de senador.

SIGILO

Nem os pré-candidatos já definidos para concorrer ao governo do estado estão conseguindo fechar as negociações para a escolha do candidato a vice em suas chapas. Empresários e políticos estão resistindo. Os nomes contatados são mantidos em total sigilo. Se parece cada vez mais difícil encontrar um candidato dos sonhos para compor a dobradinha, com certeza novamente nomes sem qualquer expressão irão aparecer sem aumentar o fôlego dos titulares da disputa.

FEDERAL

Vai se confirmar uma revelação feita pela coluna ainda no ano que passou. O deputado estadual rondoniense Adelino Follador decidiu disputar uma vaga de federal em outubro. No princípio dessa legislatura ele cogitava a reeleição, mas hoje acredita que tem grandes chances de chegar ao Congresso Nacional. Como político bem avaliado na região de Ariquemes, até adversários políticos do DEM concordam com as possibilidades do ex-prefeito de Cacaulândia.

LADRÃO DO SUL

Graças principalmente ao empenho do advogado Caetano Neto – pretenso concorrente ao Senado – um político bandido com fortes ramificações no chamado Cone Sul de Rondônia, Marco Donadon, condenado pela Justiça em processo que apurou a corrupção na Assembleia no tempo em a instituição foi presidida por ele, vai ter de pagar 700 mil reais ao estado, resultado da condenação da Associação Marcos Donadon, uma entidade que o clã Donadon usava para cooptar apoio eleitoral. Segundo Caetano o Estado de Rondônia não vinha cobrando esse valor “pela existência de um acordo político” do governo com o clã Donadon. No sul de Rondônia o nome Donadon ainda goza de força eleitoral. E mesmo tendo vários membros da família condenados (alguns cumprindo prisão) por roubo de dinheiro público, fala-se abertamente do lançamento de um membro da família na eleição desse ano..

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