Em Linhas Gerais

O Aeroporto Jorge Teixeira será alfandegado? Acredite se quiser! – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Urge um investigação profunda sobre os gastos da Assembleia na legislatura presente após as recentes operações do Ministério Público e da Polícia para ficar claro se os atuais deputados estão fazendo alguma limpeza da enorme podridão antiga ou se fogem ao desafio de retificar completamente o rumo do parlamento ao abismo ético e não republicano”. GESSI TABORDA, jornalista aposentado.

EDITORIALZIM

O aeroporto da capital rondoniense foi inaugurado em abril de l969. Ele passou a ser administrado pela Infraero em 1979. Em 2002 passou oficialmente a se chamar Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira, uma homenagem ao coronel ma Jorge Teixeira, do Exército, responsável pela transição do território de Rondônia à condição de mais novo estado brasileiro.

O aeroporto Jorge Teixeira acabou aparecendo em comentários nas redes sociais da semana que passou após motivar uma intensa propaganda governista sobre seu alfandegamento, inclusive com data certa de ocorrer, o que faria dele um verdadeiro aeroporto Internacional, com a operação de rotas internacionais de passageiros e cargas.

É lamentável jogar um balde de água fria nessa propaganda governista que tomou conta de importantes redes de comunicação social, levando pessoas à crença de que o alfandegamento do Aeroporto Internacional (?) Jorge Teixeira são favas contadas. Se as bases para o crescimento futuro de Rondônia dependerem disso, é melhor protelar mais uma vez o desenvolvimento econômico tão sonhado, tão desejado e sempre postergado por culpa exclusiva dos governantes patéticos que o estado teve até agora.

O atual governo rondoniense é marinheiro de primeira viagem. É possível sentir sua inação desde que tomou posse provocando desequilíbrios econômicos e sociais. O desemprego é galopante. O mundo empresarial cancela inversões atemorizado com as incertezas sobre como serão as relações do governante com a economia produtiva. As políticas equivocadas, têm tudo para criar crises e alimentar uma caótica política de gasto público.

A afirmação de que o Aeroporto Internacional (??) Jorge Teixeira estará alfandegado até meados desse ano é uma enorme irresponsabilidade, e também fruto da cegueira governamental, incapaz de avaliar e prever os danos dessa tática para as aspirações do estado.

O pouco que resta de confiança no atual governo vai se desidratar completamente quando passar a data anunciada e nada acontecer com o Aeroporto em termos de alfandegamento.

Claro que se isso acontecesse com o aeroporto que foi declarado internacional em 2002 o governo do coronel Marcos Rocha seria glorificado. Afinal teria conseguido aquilo que nenhum outro ocupante do governo rondoniense conseguiu.

O principal aeroporto rondoniense está nas mãos do Infraero. E lá nessa agência nada consta, nem uma ínfima notícia, sobre esse sonho de verão do governador. Aliás, em relação ao nosso aeroporto estudos estão sendo feitos para incluí-lo no pacote de privatizações do governo federal.

E no setor aeroviário o que se tem de real é o baixo número de empresas aéreas operando aqui, apenas 3, que estão mais interessadas em reduzir o número de voos (como o cancelamento de um para Rio Branco) do que ampliá-los.

Esperamos todos nós que o governo do coronel Marcos Rocha apresente um programa de infraestrutura capaz de reverter essa tendência de desestímulo aos investimentos em Rondônia. Até agora isso não aconteceu. O coronel e sua trupe não se mostraram à altura das exigências de um governo moderno, que leve em consideração as altas taxas de pobreza e desigualdade. E isso só pode ser mudado com crescimento, com geração de emprego e renda, de melhoria no atendimento à saúde e no combate ao crime organizado.

SORTE

Tem gente reclamando, mas se pensar bem quem participou do encontro realizado em Porto Velho, na última sexta-feira, em apoio à criação do partido Aliança pelo Brasil, a ser liderado pelo presidente Bolsonaro, deve é agradecer o não aparecimento do governador Marcos Rocha.

Sem apoio popular, o governador não poderia mesmo ser chamado a coordenar o partido do presidente. Rocha se elegeu na onda do bolsonarismo, mas não perdeu o ranço adquirido quando foi um simples ajudante de ordens do péssimo ex-governador Confúcio, do MDB. No momento, politicamente falando, o coronel é um simples bode de bicheira.

É “FLÓRIDA”…

E a Assembleia continua pisando no tomate como se tivesse feito profissão de fé em desrespeitar o cidadão-contribuinte-eleitor.

Afinal, como justificar o pagamento de auxílio moradia a deputados que têm domicilio eleitoral na capital do Estado? Acho que só uma coisa explica isso: a falta de fé nos órgãos do controle externo; a falta de respeito ao eleitor que paga seus impostos e a certeza na conivência da mídia amansada com os milhões gastos na rubrica “publicidade”. Vamos parar com isso, presidente!

AUMENTANDO

O volume de obras vai aumentar, como sempre acontece no último ano do mandato de qualquer prefeito. Isso faz parte da política desde que a cidade começou a escolher seus prefeitos pelo voto. O que não muda é a guerra pelo poder. Isso acontecerá sempre. E tem mais: quem está na poder é sempre o candidato mais competitivo.

PULOU

A avaliação positiva de Bolsonaro deu um pulo, indo de 29,4% a 34,5%. Para quem acredita em pesquisa, os números mais frescos são esses. Nessa mesma pesquisa Sérgio Moro aparece com 2,4% das intenções de voto.

CAMPANHAS

As campanhas para combater o mosquito da dengue precisam e devem ser acirradas e nossa população precisa se cuidar ainda mais. O mosquito está dentro de nossa casa e nunca devemos esquecer isso.

GUARDA MUNICIPAL

O prefeito Hildon Chaves pretende criar a Guarda Municipal de Porto Velho e para isso começou a discutir o assunto com autoridades que cuidam dessa instituição em outras cidades, como São Paulo. O prefeito está sendo assessorado nessa questão pelo seu assessor militar, o coronel Garret. Para avançar nesses estudos, o prefeito recebeu na semana que passou o Inspetor da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, Maurício Naval, e também de Rosilena dos Santos, da Guarda Municipal de Ariquemes.

ELEIÇÕES

Nesse as eleições de primeiro turno irão acontecer em 4 de outubro. Será a primeira em que os partidos não poderão fazer alianças para disputar as câmaras municipais – somente para as prefeituras. Candidatos a prefeito poderão formar coligações com outros partidos para disputar as eleições. As coligações partidárias estarão proibidas para as eleições proporcionais – neste caso, de vereadores.

Antes, os votos dados a todos os partidos da aliança eram levados em conta no cálculo para a distribuição das vagas. Isso acabou!

LIBERADO

É permitido fazer campanha na internet por meio de blogs, redes sociais e sites. Partidos e candidatos poderão contratar o impulsionamento de conteúdo (uso de ferramentas, gratuitas ou não, para ter maior alcance nas redes sociais). Está proibido o impulsionamento feito por pessoa física.  É proibido fazer propaganda de qualquer natureza (incluindo pinturas, placas, faixas, cavaletes e bonecos) em locais como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios e estádios, ainda que de propriedade privada. A proibição se estende a postes de iluminação pública, sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes e paradas de ônibus, árvores, muros e cercas.

Na campanha eleitoral, é proibido distribuir aos eleitores camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou outros bens. É vedada a propaganda eleitoral em outdoors, inclusive eletrônicos.

PRAZO

Os cidadãos que tiveram o título de eleitor cancelado têm até o dia 6 de maio para regularizar a situação. Após o prazo, quem não estiver em dia com o documento, não poderá votar nas eleições municipais de outubro, quando serão eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores nos 5.568 municípios do país. Além de ficar impedido de votar, o cidadão que teve o título cancelado fica impedido de tirar passaporte, tomar posse em cargos públicos, fazer matrícula em universidades públicas, entre outras restrições.

AUTOR: GESSI TABORDA  –  JORNALISTA  – COLUNA EM LINHAS GERAIS

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