Em Linhas Gerais

Eleição municipal: não é o momento de fazer política! – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“É fácil identificar o intento mais tenebroso na total predileção da mídia pelo caos. Ao ultrapassar os limites da ética do jornalismo e da informação, a mídia brazuca chega aos limites da paciência dos brasileiros na esperança de levar o país a um golpe contra o presidência da República instalada pela inegável vontade da maioria do eleitorado nacional. Essa irresponsabilidade criminosa estimulada por políticos de fancaria é a grande ameaça às instituições que dão suporte a esse arremedo golpista”. GESSI TABORDA, jornalista aposentado, criador e autor dessa coluna de mais de 35 anos de veiculação.

EDITORIALZIM

O Tribunal Superior Eleitoral tem novo presidente. Luiz Roberto Barroso assumiu deixando claro sua vontade de realizar as eleições programadas para esse ano, afastando as especulações de que o pleito seria adiado em função da pandemia do Covid19. É um momento de grandes indecisões, embora o pleito se avizinhe, mesmo se mudado ficar um pouco para depois de outubro próximo. No cenário atual vários atores da política repensam suas prioridades e a vontade de disputar uma eleição praticamente atípica. É claro que muita gente preferiria renunciar as eleições desse ano. Com Barroso isso está descartado!

Muitos brasileiros estão cansados de falar, discutir e analisar política para depois se decepcionar ou discordar da ação de político A ou B. A população está cansada de todas essas discussões e não ter dinheiro no bolso e comida na mesa. E o pior é que o futuro não parece ser promissor. Então o desafio para aqueles interessados em participar da corrida eleitoral será maior. Cada candidato terá de enfrentar não só pautas urbanas se desejar conquistar corações e mentes dos eleitores. O trivial será muito pouco nesse cenário caótico.

A pandemia interferiu diretamente na economia. São empresas falindo e o número de desempregados aumentando. Isso afeta diretamente os candidatos sem uma bandeira de negociação para a geração de empregos, para a melhoria das condições da economia deteriorada e até mesmo nas relações entre prefeitos e governantes do escalão de cima. O objetivo de reerguer a economia sofre com esse embate contra a maior pandemia dos últimos anos e que vem deixando mortes e desempregados pelo país. No momento o que se vê entre prováveis concorrentes ao pleito desse ano são discursos influenciados pelas querelas da pandemia, com criticas exacerbadas contra os prefeitos, o presidente da República, os governadores. Todos imaginam quem explorando esse tema vão se dar bem no próximo pleito. E isto pode ser um enorme engano, pois acabam deixando de dar prioridade ao bem que o eleitorado espera para a comunidade, a cidade onde vivem.

Quem não conseguir se fixar como uma opção “diferente” ou “nova” vai se trumbicar com certeza, até mesmo se estiver disputando uma simples cadeira no legislativo municipal. Isso não é uma mera opinião, é a constatação de quem está calejado de acompanhar o cenário político, buscando entender como as coisas funcionam.

Tem alguns estreantes políticos sonhando com uma vaga na Câmara Municipal aparecendo constantemente nas mídias sociais como autores de ataques visando obter proveito eleitoral sem levar em conta que palanque eleitoral agora é algo fora de propósito, causando rechaço do eleitor que nesse momento não tem apreço algum pelos políticos metidos a espertalhões.

Creio que os leitores(as) vão concordar comigo: até o presente momento falta empatia à quase totalidade dos nomes dos pretensos candidatos listados pela mídia ou presentes nas redes sociais. Falta também proatividade onde sobram ataques visando apenas as eleições. O que é uma pena!

Para um candidato específico de Porto Velho cabe uma aviso especial: Não é o momento de atacar quem não lhe apoiou no passado, mas sim trabalhar para todos. Resumindo tudo: não é o momento de fazer política.

CRÔNICA

Tarefa difícil, para não dizer impossível. Coisas mais do explícitas nesse tempo de pandemia. Ontem eu não sai de casa, nem para fazer o costumeiro jogo da loteca. Mas um dia antes sai e vi, mais uma vez, todos nas ruas aproveitando o comércio todo aberto. É, segurar as pessoas em casa deve ser uma tarefa impossível. Não adiante as autoridades avisarem que só assim impediremos o vírus de circular. A maioria da população não acredita nas autoridades.

Eu, pessoalmente, só saio quando há necessidade inadiável de resolver alguma coisa. Mas, perguntou-me um conhecido, para ir na lotérica? Sim, afinal pode ter alguma coisa mais importante do que encontrar a sorte?

Na verdade como também nessa questão do combate à pandemia há todo tipo de controvérsias, também existe cientistas – até um prêmio Nobel – garantindo que o isolamento defendido por certas figuras políticas, como o Dória e o Wtizel, ambos governadores, pode ser pior para o contágio desse tal de Covid19.

Ainda bem que não deixo de ir nos supermercados e nas farmácias. Graças a isso testemunhei a loucura (seria genialidade) desses governantes de meia pataca, como parece ser o bambam de Rondônia, o tal Coronel Marcos Rocha. A genial inovação do mandatário rondoniense chegou aos supermercados (pelo menos nas grandes redes), mais precisamente em seus estacionamentos. Agora as vagas são intercaladas pela decisão do decreto desse governo cada vez mais queimado perante a opinião pública.

Engraçado. A inventiva inovação de Rocha não chegou a outros estabelecimentos, como as farmácias… Será por que? Engraçado é ver que esse desejo de endurecimento das regras de distanciamento até de carros estacionados não com as pessoas em todos os lados nas ruas onde o comércio vai pondo fim no “trancamento” que não durou, verdade seja dita, nem um mês direito. O que estão pensando os magos do governo para vir logo com outra novidade qualquer. Afinal a imposição de obrigar todo mundo usar máscara mesmo quando estão em seus carros, sozinhos, dirigindo não pegou. A maioria anda sem essa nova peça do vestuário correndo o risco de ser multada.

Não sei de onde os “especialistas” do coronel inventaram essa norma. Especialistas (de verdade) no assunto garantem que se você estiver em seu veículo, sozinho, não tem nenhuma necessidade de colocar a máscara. Talvez, então, a imposição governamental tenho o objetivo de aumentar a produção da indústria da multa. Honestamente, achei que as coisas seriam diferentes na quarentena em Rondônia quando prefeitos (pelo menos o de Porto Velho) decidiram não baixar mais seus próprios decretos para “seguir a orientação do governo estadual”. Enquanto mais tempo passamos sobre a sombra do coronavírus, mais percebo que é ilusão imaginar decisões inteligentes saída do governo para combater e amenizar os efeitos dessa crise.

E talvez por tudo isso percebido nas ruas de Porto Velho eu me sinto assim, mais deprimido pela imprevisibilidade do futuro. Não se sabe se o governante que ai está – e ele é partidário de Bolsonaro – vai inventar alguma coisa bizarra para o controle em relação à circulação das pessoas pelo estado. Essa sensação de insegurança afeta todos aqueles que, como eu, gostaria de fazer planos para o futuro.

Ainda bem que nem todos são frágeis como eu mesmo. Meu filho Aldrin Willy me disse ontem ter retomado seu hábito de leitura, devorando os títulos mais importantes de hoje. Já o meu outro filho, o Roger, tem buscado seu aprimoramento profissional enquanto continua com todo afinco seus estudos de medicina pelo sistema on-line. Até o meu neto Isnard Matheus tem melhorado sua motivação de adquirir mais conhecimentos pela internet.

E eu estou aqui na minha casa imensa e praticamente vazia apenas olhando para minha mulher sem falar muito do futuro. Eu e ela vivendo à sombra da pandemia com essa ansiedade que não se aquieta, torcendo para que as coisas melhorem e que parem (as autoridades e a mídia) de alertar criando, isso sim, pânico até quando chegamos aos estacionamentos dos supermercados.

ESCOLAS

Os estudantes rondonienses continuam sem aulas presenciais. A situação será mais dramática para os alunos da rede pública de ensino, onde o sistema de aulas pela internet praticamente não existe. Reparar os prejuízos decorrentes dessa situação real vai ser muito difícil. O prejuízo dos estudantes da rede privada de ensino é bem menor. Nas escolas mais caras houve uma adaptação a nova situação e o ensino se desenvolve em nível bastante razoável em relação às escolas que não tem o necessário suporte tecnológico para o ensino à distância.

Mas mesmo os vídeos educativos produzidos com ótima qualidade e transmitido por meio seguro não substitui as aulas presenciais para milhares de alunos. O governo rondoniense, através de sua Secretaria de Educação não informa se está procurando desenvolver algum projeto educacional pela internet para seus alunos, uma grande parte sem condições de acessar a rede web. A maioria dos estudantes rondonienses terão falhas no aprendizado desse ano.

CELULAR

São inúmeros os fatores que prejudicam o aprendizado on-line. O principal deles é de ordem prática: apesar de todos os avanços dos últimos anos, um em cada quatro brasileiros não tem acesso à internet segundo pesquisa divulgada ontem. Uma outra pesquisa sobre o desenvolvimento da informação mostra ainda que 58% dos internautas brasileiros se conectam exclusivamente pelo celular. Em 2014, 80% dos usuários se conectavam por computadores, mas esse índice caiu para 42%. Os usuários das classes D e E se conectam quase que exclusivamente pelos telefones. Esse dado é importante, pois nem sempre os aparelhos permitem a realização de atividades mais sofisticadas. Até agora o governo rondoniense não anunciou o que está fazendo – ou pretende fazer – para evirar maiores danos ao aprendizado.

TRUQUE DE MADAME

A maior parte dos deputados rondonienses são irrelevantes no desempenho da função parlamentar. Entendem que essa ação se dá em indicação de emendas orçamentárias para as bases municipais de seu eleitorado. Muitas dessas indicações mais parecem truque de madame para incensar eleitores incautos e desinformados. Politicamente agem como baixo clero sem discurso e sem proposta de qualidade.

Espalham suas indicações de emendas orçamentárias aos borbotões através de suas “assessorias de imprensa”. Matérias sem nenhum valor jornalístico mas que acabam veiculadas pela mídia amestrada, que participa do butim das verbas distribuídas por esses políticos, comprando docilidade até de veículos que se dizem respeitáveis,

Todos os dias nossa caixa de correio eletrônico é inundada por esse material, descartado logo como lixo midiático. Ontem mesmo recebemos mais uma dessas perorações fabricadas para incensar o ego do deputado Luizinho (que não se perca pelo nome) Goebel, eleito sucessivamente pelo Cone Sul.

SABE DE NADA

O parlamentar de vários mandatos imagina ter elaborado uma super ação ao requerer do governo Marcos Rocha, com aprovação da mesa diretora da Assembleia, informações sobre o segmento da saúde. O deputado quer informações sobre atos da pasta entre janeiro de 2019 a 12 de maio de 2020. Embora seja parlamentar de diversos mandatos, Goebel afirma que só com as informações liberadas poderá ter uma ideia de está a saúde no Cone Sul.

Que vergonha! Quantos mandatos mais esse político do sul do estado precisará para conhecer a realidade da saúde pública rondoniense? Imagine como o tal deputado está distante dos problemas rondonienses. Mas ele é um dos campeões na indicação de emendas orçamentárias para os municípios onde seu curral eleitoral tem funcionado.

BLÁBLÁBLÁ

Também no plano federal a bancada rondoniense está cheia desse tipo que age apenas como mais uma figurinha do baixo clero, fabricando “matérias” sem nenhuma relevância e mesmo sim garantindo presença nessa mídia tresloucada e tarada por puxa-saquismo. E foi assim que mais uma vez chegou ao e-mail do colunista mais uma dessas baboseiras da deputado Mariana Carvalho (ah, é verdade: o ano é eleitoral). Dessa vez a moçoila do PSDB mandou o seguinte recado: que fez um pedido a Teresa Cristina, ministra da Agricultura, para dar mais atenção aos frigoríficos de Rondônia no sentido de que eles funcionem nessa época de pandemia seguindo as orientações para afastar o risco de contaminação do Covid19 entre os funcionários. Pela conversa da deputada a ministra agradeceu a sugestão e decidiu publicar uma portaria sobre o assunto no dia de ontem.

Então tá. Antes desse bate-papo com Mariana a ministra da Agricultura não estava nem com essa questão. Engraçado: a deputado não revelou qual frigorífico no estado estava (ou está) funcionando sem seguir qualquer protocolo de proteção de seus empregados. Então se percebe que tudo não passa de mais um oportunismo político de uma moça que já teve – e desperdiçou – oportunidades de crescer como líder política rondoniense.

FISCALIZAÇÃO

A Prefeitura está fiscalizando o comércio da capital quanto ao cumprimento do Decreto 25.049, de 14 de maio, do Governo do Estado, que instituiu o Sistema de Distanciamento Social Controlado para fins de prevenção e de enfrentamento à pandemia causada pelo novo coronavírus – Covid-19 e reiterou a declaração de estado de calamidade pública em todo território estadual. A Prefeitura da capital, juntamente com o governo estadual e participação da Polícia Militar, estão interditando os estabelecimentos que estão funcionando indevidamente, em desacordo com o decreto. É uma ação que vai abranger todas as ruas comerciais de Porto Velho. Na terça-feira foi fiscalizada a Zona Leste e ontem (27),  a fiscalização começou na Zona Sul.

REAÇÃO

Eu duvido que deputados de Rondônia deixaram de lado seus discursos insossos para reagir à escalada da ditadura do judiciário contra jornalistas ferindo as liberdades individuais e de imprensa demonstrando que já estamos vivendo um estado de exceção. Até agora nenhum senador rondoniense se posicionou contra as tentativas do Senado criar uma legislação para controlar a Internet.

VACINAÇÃO

A terceira e última fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe encerra no dia 5 de junho em todo o país. Com início no dia 11 de maio, até o momento, foram vacinas 8,3 milhões de pessoas, que corresponde a 23,22% do total de 36,1 milhões de pessoas. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 90% dos grupos prioritários, resultado alcançado apenas na primeira fase com a vacinação de idosos com 60 anos ou mais de idade e trabalhadores da saúde. Desde o início da ação, em 23 de março, 48,7 milhões de pessoas foram vacinadas, faltando ainda 29,6 milhões que ainda não receberam a vacina. Nesta fase, o público prioritário é formado por professores das escolas públicas e privadas e os adultos de 55 a 59 anos de idade.

PERIGO

Nas capitais brasileiras, um em cada 10 motoristas (11,4%) relatam dirigir sob efeito de bebidas alcoólicas. O comportamento preocupa já que, no Brasil, os acidentes de trânsito têm grande impacto na mortalidade, afetando, principalmente, jovens de 15 a 39 anos do sexo masculino.

CONCESSÃO

O Ministro Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, confirmou a uma parlamentar rondoniense que o Aeroporto de Porto Velho está no grupo das próximas concessões aeroportuárias, o que representa um importante avanço tendo em vista a sua modernização e operacionalização.

DESABAFO

O jornalista Allan dos Santos, de O Povo no Poder explicou nas redes sociais: “A mesma Suprema Corte que soltou o assassino de Tim Lopes enviou a PF na minha casa para colocar uma arma destravada na minha cabeça e na de minha esposa, grávida de 9 meses. Tudo para pegar celular, computador. O crime: rir desses tiranos”.

APOIO

Nossa solidariedade ao jornalista Allan da revista O Povo No Poder (Terça Livre) que foi brutalmente censurado hoje com a busca e apreensão autorizada pelo STF. Um crime contra a constituição e contra a liberdade de expressão. Dá para perceber de forma muito clara: querem derrubar o presidente e estão atirando para todos os lados.

É O QUE DIZEM

Por fazer fronteira com a Bolívia e ter ligação rodoviária com o Peru, ambos países produtores de drogas, nosso estado se torna uma das principais rotas do narcotráfico e de contrabandista, contou à coluna uma fonte muito bem informada do segmento de combate ao crime organizado.

AUTOR: GESSI TABORDA –  JORNALISTA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS

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