Em Linhas Gerais

Coronel governador continua devendo o Plano Estadual de Investimentos – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“É bom encontrar dificuldades na juventude, porque aquele que nunca sofreu não construiu completamente o seu caráter”. YAMAMOTO TSUNETOMO, filósofo, samurai e monge budista japonês nascido em 1659 e morto em 1719.

EDITORIALZIM

O governo rondoniense tem demonstrado satisfação com os números da economia atual. Mas pouca coisa mudou na base econômica do estado, que depende da pecuária e da agricultura.

O estado rondoniense tem a terceira maior economia da região Norte, ou seja: não supera os estados do Pará e do Amazonas. Com quase um milhão e 800 mil habitantes, Rondônia tem o terceiro maior PIB per capita entre todos os estados da região Norte e tem a terceira menor taxa de analfabetismo entre os estados da região Norte e Nordeste do Brasil.

São realmente números que justificam o embevecimento de sua população. Esses números positivos não deveriam entretanto manter seu atual governo despreocupado com o futuro rondoniense. Afinal consensualmente entre os estudiosos da economia rondoniense há uma certeza preocupante: o estado de Rondônia é pobre. Na realidade, a renda média por habitante é baixa.

A situação privilegiada de Rondônia em relação a estados como Acre, Roraima e Amapá não esconde que as nossas carências sociais são altas e o desempenho médio do crescimento do Produto Interno Bruto nos últimos anos está muito abaixo do ideal. Do jeito que estamos indo será praticamente impossível garantir que o rendimento dos habitantes do estado poderá dobrar nas próximas quatro décadas.

O novo governo rondoniense não demonstra competência ou vontade de realizar projetos e programas de investimentos para o estado atingir o tão sonhado, prometido e esperado desenvolvimento econômico sustentável.

Não é necessário ser um especialista para constatar essa realidade. O baixo nível de investimentos é uma realidade na maioria dos municípios rondonienses. Se o foco voltar-se para ações do governo estadual, até mesmo a capital (e maior cidade) rondoniense, Porto Velho, quase não recebe investimentos estaduais há bastante tempo. Os poucos investimentos recebidos por Porto Velho vêm da prefeitura ou do setor privado, especialmente no segmento de serviços.

O governo rondoniense não teve sentir-se confortável com a posição econômica de destaque do estado em nível regional. O estado tem o desafio de crescer e avançar, seja para se integrar à nova economia e a nova revolução tecnológica, seja para galgar o posto de região desenvolvida nos próximos 30 anos.

Marcos Rogério, o governador rondoniense, está devendo ao estado um plano de investimentos públicos. Ele anda de braços cruzados nesse quesito.

Recentemente esse governador recebeu uma enorme injeção de dinheiro via Tribunal de Contas do Estado que, como se disse, seria destinado à construção de um novo e moderno hospital de emergência que poderia pôr fim ao ultrapassado Hospital João Paulo II. O dinheiro foi disponibilizado mas o governante não saiu de seu de imobilismo. O projeto continua sem avançar, sendo apenas um projeto.

Devido à inércia do atual e dos governantes anteriores, a cidade de Porto Velho continua com suas deficiências de infraestrutura que dificultam o município a abrigar novas empresas, sobretudo no setor industrial. Aliás, é bom lembrar que a concepção de seu Distrito Industrial é do tempo do saudoso governador Jorge Teixeira e de lá até hoje praticamente não conseguiu se consolidar.

Na quase totalidade dos municípios rondonienses faltam grandes projetos de logística e sistemas de circulação. Áreas como pavimentação, esgoto, água, vias de acesso, transporte coletivo são precários ou inexistentes, bem como os tais distritos industriais.

Em outras palavras, a economia estadual vem crescendo muito pouco. Se não está em níveis mais baixos é porque a população do estado também cresceu em taxas muito menores da sua vocação anterior, nos tempos do garimpo e da mineração. Se Rondônia tivesse crescido nas taxas de 3 décadas teria, certamente, uma população superior a dois milhões de habitantes. O estado hoje só possuí 3 cidades com população superior a 100 mil habitantes.

Até hoje, com mais de um ano de mandato cumprido, não se conhece qual é o Plano Estadual de Investimentos do governo do coronel Marcos Rocha.

Até parece que ele não sabe que apesar de Rondônia estar na terceira posição quando comparada a estados da Região Norte (isso pelo simples fatos da maioria dos estados da região norte serem pobres para os padrões das outras regiões), o estado tem o desafio de crescer e avançar, principalmente nos municípios mais pobres. Retórica não tirará o estado das dificuldades que enfrenta, especialmente na geração de empregos para a nossa enorme juventude.

É claro que a responsabilidade de fazer Rondônia crescer não é só do governo estadual. É também dos prefeitos, das entidades de classe, dos órgãos empresariais, dos trabalhadores, da imprensa e da classe pensante.

Já está passando da hora do governador Marcos Rocha ressuscitar o tema do planejamento dos investimentos. Ele conseguirá?

SUBINDO

Com as notícias sobre o coronavírus e o aumento na procura por máscaras, os preços dos produtos sobem e dificultam a vida de quem precisa. Uma consumidora relatou que encontrou, na última semana, uma caixa de máscaras descartáveis por R$ 50, antes, ela costumava pagar R$ 13. O aumento percentual é de 284%.

Não são todos os estabelecimentos que possuem máscaras e até mesmo o álcool em gel está mais escasso. Quando o produto é encontrado, de fato, ele vem mais caro, disse a consumidora.

AGORA VAI

Alvo de discussões acaloradas nos últimos dias, o projeto de lei que prevê distribuição gratuita de absorventes higiênicos em locais públicos ganhou o apoio de deputadas e senadoras de diferentes partidos, além de profissionais de saúde e educação. A proposta foi apresentada pela deputada Tabata Amaral (PDT-SP). O assunto também está sendo objeto de discussões políticas em Rondônia, envolvendo, além de deputados estaduais, vereadores das principais câmaras do grandes municípios.

NÃO PARA

O prefeito Hildon Chaves tem desconversado quando o assunto se volta para o lançamento de sua candidatura à reeleição. Ele deixa claro que há uma conversação com sua família sobre o que deverá ser feito. À coluna o prefeito foi taxativo: “Temos muito que fazer nos nove meses que restam de governo”. E o trabalho não para mesmo. A prefeitura tem intensificado sua operação tapa-buracos para combater os estragos produzidos pelas chuvas e também acelerado as ações do grandes projetos, como a total recuperação da Praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Ela será transformada num cartão postal da cidade e deverá ficar pronta ainda no primeiro semestre.

DÉFICIT

Ninguém conhece o desfecho do último grande escândalo da Unir, quando um ex-reitor andou fazendo negociatas para desviar dinheiro público da Universidade Federal de Rondônia para engordar a conta bancária de um de seus amantes. E tudo leva a crer que o dinheiro surrupiado não voltou aos cofres da Universidades pois, diz uma fonte, seus alunos estão enfrentando um grande déficit de professores na conclusão de seus cursos.

POIS É

O senador Marcos Rogério (PDT-RO) apareceu de camisa pólo sport, para audiência, na Comissão de Direitos Humanos da Casa. É quebra de decoro. Esse colunista se arrepende de ter votado nesse senador e o motivo não é seu gosto por camisas esportivas.

CORONAVIRUS

Alguém poderia informar se com essa onda toda de coronavírus alguém da Secretaria de Estado da Saúde está preocupado com a superlotação nos hospitais de Rondônia? Segundo consta, há falta de material básico na rede hospitalar do Estado. E também, conforme denúncia do jornalista Carlos Henrique Ângelo, há uma espécie de deficiência sanitária na principal lavanderia hospitalar do estado.

INACREDITÁVEL

Condenado por roubar o Brasil e colocado em liberdade graças ao STF, o ex-poderoso José Dirceu  começa a esboçar um plano para derrotar Bolsonaro em 2022. Ele pretende construir um aliança entre  o governador Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco, com Flavio Dino (PCdoB), do Maranhão, para disputarem a sucessão contra Jair Bolsonaro em 2022. Até parece deboche!

DIFERENÇA

Rodrigo Maia apareceu citado em 19 mil citações na hashtags #maiagolpista no Twitter nos últimos dias. Já a expressão #euapoiobolsonaro ultrapassou 25 mil citações no mesmo período.

CAMPANHA

O único nome que está em franca campanha eleitoral em Porto Velho é o advogado Breno Mendes. Depois que pegou a bandeira na briga contra a Energisa ele se tornou presença constante nas redes sociais, especialmente no Face, onde é o grande campeão das enquetes. Em suas andanças pela periferia da capital ele usa um casaco com o rótulo de “Defensor do Povo”. Embora advogado, Breno parece não temer ser enquadrado por propaganda eleitoral antecipada.

AUTOR: GESSI TABORDA –  JORNALISTA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS

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