Bizarrice empurra PSDB para o suicídio em Rondônia – por Gessi Taborda

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Atualizado: novembro 16, 2017

FILOSOFANDO

A política só serve para dividir o povo. É uma bobagem, pois faz o povo confiar em um homem, que não pode fazer nada por nós. Se você não tiver sua vida, você não tem nada.” BOB MARLEY (1945/1981), compositor e guitarrista jamaicano, responsável por tornar o reggae conhecido mundialmente.

PMDB DIFÍCIL

Fica cada vez mais difícil para eleitores com maior padrão de inteligência e mais interessados em contribuir com a faxina política votar no PMDB, em qualquer lugar do Brasil. Isso ficou mais claro com o noticiário em torno da dupla Picciani e Puccinelli, revelando que o partido está contaminado com o roubo do dinheiro público da beira do mar (Rio de Janeiro) ao cafundó do sertão (Pantanal mato-grossense). E nesse realismo Rondônia não fica de fora. Os réus também são caciques políticos.

TOMARA

Que o eleitorado rondoniense não seja subjugado pela síndrome do avestruz e nem se comporte como vaquinhas de presépio, usando a possibilidade existente no voto de combater toda essa canalhice. O estado merece um destino melhor.

BIZARRICE

Por aqui as coisas não funcionam a muito tempo. E agora a gente assiste peemedebistas investigando (rárárárá!) peemedebistas, a Globo investigando a Globo e Lula se declarando a alma mais honesta do mundo. É coisa de doido. Se o eleitorado não tomar vergonha na cara, não sei onde vamos parar.

FERIDO DE MORTE

Não é difícil identificar o risco de falência que o PSDB rondoniense está correndo por conta de uma manobra que feriu de morte a possibilidade de energia eleitoral que o partido – apesar de seu desgaste em nível nacional – tinha. Afinal, foi exatamente isso o que aconteceu com o precipitado lançamento do nome de José Guedes como pré-candidato do partido durante a convenção realizada para a renovação do diretório estadual.

INCONGRUÊNCIAS

Num passado distante o inexpressivo José Guedes participou da formação do PSDB. Mas não demorou muito para abandonar o ninho tucano, fazendo pouso em outras siglas, inclusive o próprio PMDB, por onde sondou as possibilidades (não concretizadas) de disputar cargos eleitorais importantes, até mesmo o de governador.

Suas reivindicações não encontraram eco pelo simples fato de sua incompetência de articulação política, incapaz que foi de vencer as eleições posteriores ao seu mandato de prefeito, não conseguindo nem dar vitória à sua mulher numa disputa de vereança.

RACHA

Mesmo não sendo uma alternativa viável, o nome de Guedes foi ungido no pior momento da vida pública para o partido no país, especialmente para o grupo mais identificado com Aécio Neves, onde o nome mais importante dessa torcida era o da deputada federal Mariana Carvalho.

Quem acompanha de perto o tabuleiro da política no estado de Rondônia identificava com facilidade o claro interesse da deputada, influenciada certamente pelo seu clã, em derrubar as torres tucanas mais sólidas para a disputa sucessória no estado. No princípio se imagina que tudo não passaria de uma fenda no ninho tucano que seria superada. Mas, como se viu, o racha foi estabelecido.

MINGUANTE

O lançamento de José Guedes teve exatamente o significado de realçar a dificuldade do diálogo com clã dos Carvalhos, alimentado em sentimentos de ciúmes e inveja. Não dava mais para ver o prato da balança pesando mais favoravelmente para o lado do ex-senador Expedito Júnior, historicamente ligado ao grupo político liderado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O PSDB responsável pelo lançamento de um nome que até recentemente não tinha qualquer expressão no partido conduziu o ninho tucano para o aspecto decadente e envelhecido da sigla em nível nacional, após a manobra de Aécio para atender os apelos do Palácio do Planalto.

REPETECO

Foi exatamente quando teve na direção o clã Carvalho que o PSDB entrou na canoa furada de apoiar João Cahula para o governo rondoniense.

Ao lançar José Guedes os tucanos entram num redemoinho claudicante em contraposição à vitória maiúscula que obteve na eleição municipal passada, quando ganhou a prefeitura de Porto Velho. Bobagem imaginar uma troca, na hora certa, no político que se apequenou pelo nome da vistosa tucana de alta plumagem, Mariana de Carvalho.

SEM CORAGEM

A jovem (já não tão mais jovem assim) não teria coragem de entrar nessa corrida. Quando vivia melhores momentos fugiu da raia na hora de disputar a prefeitura. Certamente é preciso reconhecer méritos eleitorais, mas se fosse bem orientada politicamente não tomaria as rédeas do partido como aconteceu.

Como alguém que tem um nome da importância eleitoral de Expedito Júnior poderia lançar um “candidato” como José Guedes que não gera nenhum entusiasmo e sim desespero naqueles que já contavam com uma nova e retumbante vitória do partido no estado rondoniense?

EGO ENORME

Deixaram de alertar o clã dos Carvalhos sobre os riscos do tiro sair pela culatra. A vaidade e o ego são mortais para qualquer pessoa, especialmente na seara da politica partidária e eleitoral. Atos obscuros quando se concretizam em algo semelhante a golpe são como sementes mal plantadas que, quando vingam, dá frutos amargos.

TAPEAÇÃO

Provavelmente um novo caminho deverá permitir a Expedito Júnior cumprir seu destino político mais visível na disputa de 2018. Será, como imagino, impossível ludibriar o eleitorado com um nome nessa disputa ímpar, um nome que ainda não saiu verdadeiramente do frio. O PSDB rondoniense está, pelo visto, perdendo sua grande chance de consolidar-se, como rara e honrosa exceção no Brasil, como figura principal da política rondoniense. Se perder nomes do gabarito de Expedito Júnior e do prefeito da capital, Hildon Chaves, o partido agora tendo na presidência sua tucana mais linda, estará cometendo suicídio.

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