Cultura

Brincando e contando histórias a criança aprende muito mais – por Professora Mariza Salvi

As brincadeiras em sala de aula induzem à motivação e à diversão possibilitando que as  crianças reelaborarem  a criatividade,  os sentimentos e conhecimentos identificando novas possibilidades de interpretação e representação de acordo com suas necessidades, seus desejos  e suas paixões,  permitindo a interação com demais colegas no grupo,  descobrindo  que não são  os únicos sujeitos da ação, assim desenvolvem  estratégias para alcançarem seus objetivos,  levando em conta  o fato de que os outros também têm objetivos  próprios que desejam satisfaze-los. Desse modo, do ponto de vista físico, cognitivo e social as brincadeiras trazem grandes benefícios para as crianças, bem como benefício físico satisfazendo as necessidades de crescimento da criança.

Segundo Brancher, Cherne e Oliveira (2005) várias situações experimentais indicam que quando as crianças brincam, aprendem). A esponteinedade dos seus atos e a oportunidade de demonstrá-los favorecem situações em que elas não se sintam com medo de errar ou pressionadas a realizar tarefas obrigatórias. Nesse sentido, diversos estudos abordam a ludicidade e a aprendizagem como ações complementares, ressaltando a ideia de que o lúdico, no seu papel de instrumento auxiliar e complementar da educação representa um recurso facilitador e motivador da aprendizagem escolar (KISHIMOTO, 2008; CHAGURI, 2006; ALMEIDA, 2003).

O professor alfabetizador no processo de alfabetização deverá planejar atividades lúdicas para desenvolvimento da escrita e do letramento, fazendo uso de jogos, de livros de literatura e do suporte tecnológico disponibilizado nas escolas, considerando a importância do uso de jogos e brincadeiras no processo da apropriação do Sistema de Escrita Alfabética (SEA) analisando e planejando as aulas em que os jogos serão incluídos como recurso didático, sendo de fundamental importância formar diferentes agrupamentos em sala de aula, adequando os modos de organização da turma aos objetivos pretendidos, verificando sempre se os recursos que estão à disposição são adequados à atividade planejada, ou ainda confeccionar novos recursos didáticos conforme a necessidade exigida pelo conteúdo a ser estudado.

Enfim, os recursos didáticos e tecnológicos a serem utilizados com as crianças em sala de aula deverão ser compreendidos e explorados pelos professores antes de ser levado como atividade para o aluno, facilitando AS intervenções que deverão ser feitas nas atividades planejadas e desenvolvidas com os alunos.

Em suma, os Professores Alfabetizadores devem compreender que os jogos brincadeiras possibilitam vários ganhos para o desenvolvimento e a aprendizagem das  crianças, não podendo esquecer as crianças portadoras de necessidades especiais que deverão ser incluídas no processo de  desenvolvimento e  aprendizagem, Vygotsky (1994, 1997, 2004) defendia que as leis de desenvolvimento são iguais para todas as pessoas, destacando que o diferencial  no desenvolvimento humano, é o seu percurso/inserção social. Para tanto, a Formação Continuada dos professores é necessária e já é uma realidade nas instituições  Públicas de Ensino,  subsidiando os professores  nas suas ações em sala de aula,  na compreensão de   estudos,  proporcionando  momentos de reflexão  sobre a Alfabetização e o   Letramentos dos alunos e a  inclusão aconteça naturalmente.  Além de permitir que os alunos interajam uns com os outros através dos jogos e das brincadeiras, possibilitando também o desenvolvimento físico, cognitivo e social das crianças.

“Brincar com a criança não é perder tempo, é ganha-lo; se é triste ver menino sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados, tolhidos e enfileirados em uma sala de aula sem ar, com atividades mecanizadas, exercícios estéreis, sem valor para a formação dos homens críticos e transformadores de uma sociedade.”

(Carlos Drummond de Andrade)

 Fonte de Pesquisa: Brasil. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: Quantificação, Registros e Agrupamentos / Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2014.

 Professora Mariza Salvi

Matemática, com pós graduação em Educação Matemática.

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Gomes Oliveira

2 Comments

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  • Valeu, Marisa, fica sua dica para o fazer pedagógico dos profissionais da educação que desenvolve suas atividades com as séries iniciais. Os jogos em sala de aula são muito importantes, principalmente quando são utilizados com um objetivo voltado para o desenvolvimento das habilidades do alunado. Parabéns, continue dando mais dicas.

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