Empresário perde R$ 110 mil após funcionária de confiança fazer transferências ilegais, em RO

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Atualizado: maio 18, 2017

Crime foi descoberto após suspeita pedir demissão da empresa, em Cacoal. Somente esse ano foram realizadas 18 transferências de valores variados, totalizando R$ 110.430,65 mil.

Um empresário perdeu mais de R$ 100 mil depois que a funcionária dele, considerada de confiança, realizou diversas transferências bancárias da empresa sem autorização, em Cacoal (RO), município da Zona da Mata. Conforme registro policial feito nesta semana, o crime só foi descoberto porque a mulher pediu demissão do emprego e foi embora de Cacoal. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Aos policiais civis, o proprietário da policlínica contou que uma funcionária de confiança do local havia pedido demissão na quinta-feira (11), alegando que sua avó que mora em São Paulo estava com câncer, precisando de alguém urgente para cuidar dela. Diante disso, na sexta-feira (12) a empresa já realizou os trâmites legais e na segunda-feira (15) a rescisão foi homologada e paga a funcionária.

Após pagar a funcionária, as vítimas ficaram sabendo que na parte da tarde do mesmo dia, ela teria ido para São Paulo junto com o pai. Estranhando a história contada pela mulher, a vítima decidiu ir até ao banco na manhã de quarta-feira (16) para trocar as senhas da conta bancária em nome da policlínica, pois a funcionária era de total confiança e possuía a senha.

Ao solicitar a troca da senha, o proprietário da policlínica decidiu tirar um extrato da conta referente ao ano de 2017 e descobriu que a suspeita havia realizado 18 transferências de valores variados, para duas contas distintas, todas da cidade de São Paulo, totalizando R$ 110.430,65 mil.

A mulher também pagou dois títulos bancários para empresas, que a vítima desconhece, no valor de R$ 24.069,60.

A vítima solicitou que uma outra funcionária entrasse em contato com a suspeita para se informar do ocorrido. Durante conversas via rede social, ela contou que realizou as transferências, pois em data anterior assinou um contrato, não se referindo a qual empresa, onde disseram que seria apenas para fazer uma atualização, mais que posteriormente esse mesmo pessoal ligou solicitando o pagamento ou bloqueariam as atividades da empresa.

 A suspeita disse a colega que não contou nada para a vítima, pois ficou com medo de sua reação. A mulher disse ainda, que estava sendo ameaçada por golpistas através de ligações telefônicas e que havia ido para São Paulo, sem saber quando retornaria à cidade.
Fonte: G1

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