Feira internacional de proteína animal movimentou U$ 360 milhões

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Atualizado: maio 15, 2017

Uma ferramenta que controla a temperatura e umidade das carnes pelo celular e uma técnica para reduzir o teor de gordura dos toucinhos foram algumas das soluções apresentadas na Expomeat, feira internacional que mostrou as tendências do setor de proteína animal nesta semana, em São Paulo. Entre os dias 9 e 11 de maio, cerca  de cinco mil compradores e mais de 330 expositores passaram pelo Pavilhão do Anhembi.  Segundo a diretora geral da feira, Maria Antonia Ferreira,  o evento gerou aproximadamente U$$ 360 milhões em movimentações financeiras.

frigorífico-modelo-carne-expomeat (Foto:  Bruno Freitas )

Visita guiada no frigorífico modelo (Foto: Bruno Freitas )

Para Maria Antonia, o setor ainda colhe prejuízos devido à crise desencadeada pela Operação Carne Fraca, em março, quando alguns países suspenderam as exportações brasileiras. No entanto, o mercado vem se recuperando. Ela ressalta também as inovações das indústrias. “Os frigoríficos  estão se modernizando na parte de automação, embalagem e logística”. No evento, profissionais e personalidades que atuaram significativamente no setor de proteína animal foram homenageados com um prêmio.

Porta aberta para a inovação

Um dos atrativos do evento foi um frigorífico modelo, montado com equipamentos cedidos por representantes de diversas empresas. Com botas e roupas especiais, os visitantes puderam vivenciar a rotina de trabalho em um frigorífico. O consultor Marcos Bisinella explicou todas as etapas de produção e as novidades que as indústrias estão aplicando.

A empresa Packid criou uma tecnologia que monitora a temperatura e umidade da carne em tempo real. O aparelho pode ficar em um caminhão, gôndola ou câmara frigorífica. “Nós podemos acessar [as informações] tanto do computador, tablet ou smartphone e ter um gráfico da temperatura e da umidade na palma da mão”, explica a CEO da empresa, Caroline Dallacorte.

embalagem-carne-expomeat (Foto: Bruno Freitas)

Embalagens termoencolhíveis (Foto: Bruno Freitas)

As embalagens termoencolhíveis também foram apresentadas na feira. O encolhimento é feito em um tanque a partir de 90 graus. A estrutura evita que haja espaço de ar entre a carne e a embalagem. De acordo com a empresa Protervac, isso aumenta a qualidade do produto.

Conhecido por ser o vilão das dietas, o famoso toucinho, que é usado na mortadela para dar um aspecto de gordura, também marcou presença no evento.  A  Indukern trouxe para a feira uma solução que reduz o nível calórico do produto por meio de uma emulsão com água.

Fonte: Revista Globo Rural

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