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PF deflagra operação em Rolim de Moura e Alta Floresta do Oeste contra esquema de fraudes tributárias em desfavor da União

A Polícia Federal deflagrou, em conjunto com a Receita Federal do Brasil, na manhã desta terça-feira (04/08/2020), a Operação Macchiato.

A Polícia Federal deflagrou, em conjunto com a Receita Federal do Brasil, na manhã desta terça-feira (04/08/2020), a Operação Macchiato, com o obetivo de desarticular grupo criminoso responsável pela prática de fraudes tributárias em desfavor da União. Estão sendo cumpridos onze mandados de busca e apreensão nas cidades de Rolim de Moura/RO e Alta Floresta D’Oeste/RO.

As investigações apontam que grandes empresários do estado de Rondônia, se valendo de pessoas interpostas (laranjas), constituem empresas fictícias e, posteriormente, simulam, através da emissão de notas fiscais fraudulentas, transações de compra e venda de café. Após movimentarem quantias milionárias, as referidas empresas acabam sendo extintas sem, contudo, adimplirem com quaisquer de suas obrigações tributárias.

Apenas uma das empresas, localizada na cidade de Rolim de Moura/RO, entre os anos de 2010 a 2019, movimentou mais de R$ 94 milhões de modo simulado, a partir de empresas com algum indício de interposição.

Com clara divisão de tarefas, além dos beneficiários diretos, também foram identificados núcleos responsáveis pela criação das empresas fictícias, pela arregimentação de “laranjas”, pela emissão e controle das notas emitidas e pela movimentação dos valores provenientes das infrações penais investigadas.

Após a conclusão das investigações, os envolvidos poderão ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, “lavagem” de dinheiro, falsidade ideológica e por crimes contra a ordem tributária.

O nome da operação – MACCHIATO – faz alusão a uma modalidade de preparo de café, tipicamente italiana. Traduzida do italiano, a expressão “Macchiato” significa “manchado”, o que acaba remetendo à mácula causada à imagem das grandes empresas beneficiadas pelo ilícitos fiscais e criminais praticados e, agora, reprimidos.

FONTE: ASCOM PF/RO

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