Correios e trabalhadores negociam proposta para encerrar greve nacional

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Atualizado: setembro 13, 2019

Diante de um prejuízo acumulado de R$ 3 bilhões, os Correios aceitaram a proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST), mantendo as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2019 e o plano de saúde, para tentar encerrar a greve dos trabalhadores, que começou na última quarta-feira (dia 11). O objetivo é minimizar os impactos da paralisação, inclusive a perda de clientes para a concorrência.

Na tarde desta quinta-feira, a empresa e as representações sindicais participaram de audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. As condições valem até o dia 2 de outubro, quando haverá o julgamento do dissídio coletivo pela Corte.

Em contrapartida, segundo uma nota emitida pelos Correios, as representações sindicais se comprometeram a levar a proposta de encerramento da paralisação parcial para as assembleias o mais rapidamente possível, fixando como prazo máximo de deliberação até a próxima terça-feira (dia 17), às 22h.

O ministro do TST Mauricio Godinho Delgado foi designado relator do dissídio, ajuizado na quinta-feira pela estatal. Ele fixou, por meio de uma decisão liminar, o contingente mínimo de 70% do efetivo trabalhando durante a greve, com multa diária de R$ 50 mil, caso o percentual não seja atendido.

“Para minimizar os impactos da paralisação, inclusive a perda de clientes para a concorrência, mencionada pelo próprio ministro, os Correios aceitaram a proposta de encaminhamento do TST. A condição da empresa é o encerramento da paralisação parcial, integralmente, em todo o Brasil”, informou a empresa.

A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro (Sintect-RJ) recomendou, por meio de nota em seu site, que os trabalhadores mantenham a greve até a próxima terça-feira, quando a categoria vai decidir sobre a proposta do Tribunal Superior do Trabalho.

 

FONTE: EXTRA

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