Montana: uma raça selecionada para rusticidade e produtividade

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Atualizado: abril 12, 2017

A raça Montana começou em 1994, fruto da necessidade de produção de um animal que fosse muito eficiente para ganho de peso, sem perder em rusticidade e adaptabilidade.

Nestes 23 anos de seleção, foram feitos inúmeros cruzamentos para se atingir esse objetivo. Hoje temos um animal capaz de trabalhar nas zonas mais quentes do Brasil e Paraguai, e ao mesmo tempo nos campos de inverno rigoroso do sul do Brasil e Uruguai.

O Montana é fruto de uma série de cruzamentos entre raças zebuínas, taurinas adaptadas e taurinas europeias. Sua origem remonta os experimentos do Clay Center, importante centro de pesquisa norte-americano, situado em Nebraska. As pesquisas para se obter uma raça capaz de trazer vantagens genéticas através de cruzamentos já são muito antigas e continuam em evolução.

Dentre essas vantagens genéticas, o Montana é capaz de oferecer heterose, uma importante ferramenta que gera um aumento de produtividade e fertilidade sexual em vacas de qualquer raça.

Uma segunda vantagem é que o Montana oferece as vantagens das raças que foram usadas na sua formação. Perfeitamente combinadas são capazes de oferecer rusticidade, ganho de peso, fertilidade e precocidade sexual.

A terceira, e mais importante vantagem genética, é a seleção. Desde o primeiro nascimento, em 1994, o Montana é geneticamente avaliado por geneticistas do Brasil e dos Estados Unidos. O desempenho de cada animal é acompanhado e analisado, gerando dados para gerações futuras. Além disso, somente os melhores 26,5% machos de cada safra podem ser comercializados como touros, o que garante forte pressão de seleção.

Para se somar com as vantagens genéticas citadas, é importante mencionar que nada disso é feito de forma empírica, o famoso “achismo”. Tudo é medido, analisado, avaliado, sempre com fundamento científico e acompanhamento dos melhores geneticistas e das técnicas mais modernas. São 23 anos de resultados comprovados!

Nestes 23 anos, foram mais de 19,1mil touros produzidos e comercializados. Usando números bem conservadores, se considerarmos que cada touro trabalha com 25 vacas, durante 4 anos de vida útil, com uma taxa de prenhez de 60%, seriam quase 1milhão e 100mil bezerros cruza Montana produzidos. Com esses números, é possível ter muita certeza da qualidade do Montana e do que esperar nas fazendas dos criadores brasileiros, paraguaios e uruguaios.

A qualidade do gado e seus resultados é motivo de orgulho para todos os produtores da raça, além do grande número de clientes satisfeitos que retornam as compras todos os anos.

Os prêmios recebidos no Uruguai, país famoso pela qualidade de carne impecável, também são motivo de orgulho: em 2012, a ARU (Associação Rural Uruguaia) concedeu ao Montana o prêmio de melhor animal no concurso de carcaças. Já em 2016 o prêmio foi de carcaça com a carne mais macia.

fonte: Texto Comunicação

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